segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Estando devidamente matriculada na escolinha, chega a lista de material da Carol e, dentre os inúmeros itens,  eu vejo escrito: "1 livro de literatura infantil"; e tremo. Muito.

Explico: na minha época não existia o "politicamente correto". As histórias nos eram apresentadas da forma como foram criadas, cruas.

Chapeuzinho vermelho teve sua avó devorada pelo lobo e é salva por um lenhador, que abre a barriga do animal e tira de lá a pobre velhota viva.

A pequena sereia não ficava com o príncipe e voltava a cantar melodias tristes com seu rabo de peixe.

Os 3 porquinhos NÃO FICAM AMIGOS DO LOBO no final da história.

Com esse lance de não traumatizar os pequenos e do politicamente correto nas histórias, outro dia eu fui comprar um livro pra dar de presente pra uma criança e NENHUM DELES passou no meu controle de qualidade.

O jeito foi procurar livros com histórias genéricas. Desconhecidas, onde tanto faz como tanto fez estar certo ou errado. Achei lindos livros que embalaram minha infância, hoje publicados pela Coleção Gato e Rato, da editora Ática: "Tuca, Vovó e Guto", "Chuva", "A Bota do Bode", "Na Roça" e muitos outros - mas só comprei esses. Eu APRENDI A LER nesses livros, porque minha filha também não pode?

Deixa ela, já já eu compro uma "Caminho Suave" pra ela.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Todas as vezes que eu assisto Toy Story 3 eu choro na cena que, sem esperança, os bonecos se dão as mãos para morrerem juntos (http://www.youtube.com/watch?v=h5VHRcUa0k8).

Aliás esse desenho me fez lembrar de todos os meus brinquedos, e no fim que eles tiveram. Onde será que estão meus bichinhos? Me acompanharam durante tanto tempo, pra serem descartados - não por mim - pro primeiro que apareceu.

Será que cuidaram bem deles? Será que existem?
Teria algum deles se tornado um Lotso?

Será que os que ficaram escondidos comigo e escaparam do expurgo são "felizes"?

Por onde andarão meus cavalos do forte apache de plástico? O preto grande, o branco limpinho, o negro liso de índio?
Os 2 potros, um castanho e um preto e seus pais?
Onde andará meu koala cavaleiro?
Onde estariam minha família de cangurus e seus cães?
Meus playmobils? Os leões, as focas, os cavalos, o cão?

Minha fazenda e minha selva de plástico?
O espelho que eu fazia de lago pros crocodilos, teria quebrado?

Queria que a minha filha pudesse brincar com eles, mas ela vai ter que conquistar os próprios brinquedos.
Quando a gente não está bem, parece que tudo ao nosso redor está da mesma forma: só lemos sobre tragédias, acidentes, desastres...
Ou, vai ver, só percebemos isso por causa do nosso estado de espírito, então só damos ênfase a esse tipo de notícia.

Uma moça, grávida de 9 meses, foi baleada na cabeça, teve seu parto antecipado - a criança passa bem e já teve alta - e sua morte cerebral foi anunciada hoje.

Na Índia, uma estudante foi estuprada, teve seu corpo perfurado por ferros... e faleceu no hospital.

Só que lá na Índia está tendo um MEGA PROTESTO para punições mais severas, e aqui, o pessoal tá MEGA PREOCUPADO com o BBB.


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Hoje aconteceu uma tragédia envolvendo a família do Fabio: seu tio Fernando ao chegar em casa foi rendido por 3 assaltantes e quando iam fechar o portão da casa pra "fazer a festa" um vizinho que ouviu os gritos da Gaby veio ajudar e acabou tomando um tiro no peito. 

Um rapaz de 22 anos, deixa uma filha de 3 e uma namorada grávida. 

Uma tragédia. Nem sei o que dizer. 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

... e quando tem mais gente que nós amamos do lado de lá do que de cá... como faz?
Por causa da internet e dos preços, a uns meses atrás cancelei a SKY e coloquei o combo da Vivo: TV, Fone e Internet por X preço.
Mas não aumentaram a minha conexão e eu realmente não sei se valeu a pena.

A SKY disse que vai ter net via satélite ano que vem, vamos ver se é melhor...

Mas enfim, quando eu tinha SKY não assistia The Walking Dead por causa do meu medo crônico de zumbis. Sim, tenho HORROR a zumbis, não assisto filmes com eles, não gosto, tenho pavor.

Mas um homem (ou uma mulher) tem que enfrentar seus medos, certo? Então lá vou eu assistir essa série infeliz que me fez sonhar 2 noites seguidas...

E aí comecei a pensar em nada menos que no apocalipse zumbi... Mas isso é conversa longa pra outro post.

A dias tenho pensado em escrever aqui, mas falta tempo. 
Hoje a roupa vai esperar, que eu resolvi atualizar o blog... 

Muita coisa passou desde agosto. O FumFum fugiu e a Carol agora só sabe falar Wowow (imitando o latido de um cão grande) fufu? Traduzindo, cadê o auau fumfum?

Ela - a Carol - está muito engraçada, mas também geniosa, teimosa, e todos os osas que as crianças de 1 ano e meio tem direito. Já entende quase tudo, sabe contar histórias, sabe as partes do corpo, conhece vários tipos de animais, embora alguns tenham designação própria (Pimpão - urso, wowow - cachorro, bebé - ovelha/cabra, potó - cavalo, caco - macaco), sabe falar NÃO em alto e bom som, só não aprendeu a falar sim, conhece todos os membros da família:

Tatá - Taynara
Ticá - Tica
Didi - Valdir
Bobó - tem a Vovó Ana e a Vovó Meyre; Vovó Ana é a que dá papá, Vovó Meyre é a que tosse alto. 
Bobó - Bisavó Gina
Galiego - Vô Galego e sobrenome, ela falando Calol Galiego é hilário
Laine - Elaine
Tiu - Tem o Tio Fabrício e o Tio Tião.
Bobô - Flau
Biel - algum amiguinho que ela conheceu e ela vive falando Biel Biel!
Xixá - Ciça
Tiá - Rô

E por aí vai. 
Não tenho tanta paciência como eu gostaria, no fundo não mudei nada, continuo intolerante com criança. Lógico que tenho um pouco mais de paciência com algumas coisas dela, afinal é minha filha, mas tem coisa que eu falo pra ela "ah se não quer então azar". Comer é uma delas. Porque quando ela não quer comer, ela engasga, joga fora, cospe... terrível... 

Ela ainda morde, belisca e arranha e não sei como lidar com isso. Um TAPA bem servido na bunda - amortecido pela fralda - é a reação instintiva e automática, mas definitivamente não resolve. 

Agora estou vendo escolinhas pra ela. Auréola, Sagrado e Coheb... Vou ver todos... 
 

sexta-feira, 3 de agosto de 2012


É muito engraçada a nossa vida.

Tem uma pessoa no facebook que à meses eu to pensando em tirar do meu feed de notícias porque só posta merda. No Orkut era a mesma coisa.

É compartilhamento de criança com cérebro deformado que vai ganhar 0,0000001 centavo por cada compartilhamento (perdoai-a, senhor, ela é nova na internet e nunca viu os emails de "doação da AOL"), é oração para a recuperação do filho do cantor que se acidentou (nada contra torcer pro menino se recuperar, mas eu acompanhei toda a saga do cara pelas notícias do face dela, se o cara soltava UM PEIDO ela compartilhava o link), é meme de MUSSUM, de Rita e Nina, etc.

Sem preocupação se aquilo que ela estava postando era verídico, enfim... Uma moça cabeça de vento como são tantas que não estudaram o suficiente e acham que a vida se resume a comprar bolsa e roupa. Não lê um livro, não vai a um teatro...

As únicas coisas legais que ela postava eram de suas viagens, nem lembro pra quais lugares, mas enfim, viagem é sempre bom porque expande a mente, abre caminho para novas experiências e novas idéias.
Tudo bem que era só foto de hotel e shopping, mas ainda assim...

Hoje, numa foto montagem que falava que Birigui não tinha NADA pra se fazer, falou que o sonho dela é morar longe de Birigui. Normal, muitos tem esse sonho.
Aí eu, a idiota aqui, perguntei "vai ué, o que te prende aqui?" mas com sentido de dizer "desapega", eu não quero saber da vida dela, se quisesse com certeza perguntava.
Eu MERECI a resposta que seguiu, "não se mete na minha vida o que me prende aqui é problema meu". kkkkkkkkk

Mereci, não mereci? Mereci sim.

A resposta foi deletar e bloquear a moça em questão (e de quebra o resto da família) algo que eu estava pesando desde a semana passada e finalmente coloquei em prática.

Mas o lance é - e aqui eu reproduzo as palavras que escrevi no post -  sabe qual o problema de gente que cria foto montagem assim?
É gente incapaz de se dar bem em locais mais competitivos, que pedem um mercado de trabalho realmente bom, não esses profissionais meia boca que tem na nossa região, ou então da mulherada que ao invés de trabalhar e ganhar a vida, casa ou arruma macho pra poder ser sustentada sem ter que suar a camisa.

Muita gente que eu conheço mudou pra SP achando que era "o melhor lugar do mundo" e depois de uns anos voltou, porque percebeu que é ilusão esse negócio de ter cinemas, teatros e atividades para serem feitas.
O povo daqui não sabe ler, escrever, não tem interpretação suficiente pra conseguir acompanhar uma peça, mal conseguem acompanhar as novelas da globo e olhe lá, e querem pagar de posudos intelectuais fodões. Nem capacidade para apreciar os shoppings de classe de SP essa turma tem, porque dinheiro compra status, não compra berço.

Isso se chama complexo de inferioridade!

Graças a Deus eu escolhi onde morar, tenho capacidade pra sobreviver aqui, sou MEGA feliz cercada de gente muito legal, outras nem tanto, lógico, os percalços da vida acontecem...

Esse povo que reclama precisava ou dar meia hora de bunda ou enfrentar uma sala de aula de sétima série com 40 alunos em escola estadual pra ver o que é reclamar da vida.

Talvez essa reação tenha a ver com a minha nova política da intolerância, mas francamente, eu nunca tive estômago pra aguentar gente que não evolui intelectualmente, porque dinheiro acaba, beleza idem e saúde deteriora, mas a capacidade intelectual, essa é eterna.

domingo, 1 de julho de 2012


É triste que tia Aracy, mais uma do grupo do riso da família tenha ido embora hoje, ainda nova, aos 70 e poucos anos. Mas se há reencontros depois dessa vida, e deve haver, o céu estará em festa por uns dias. Tia Aracy será recebida com as risadas sonoras de minha mãe e da minha avó, que eram especialistas na alegria da vida; com o abraço saudoso da filha Triana, essa, então, o amor traduzido em pessoa durante cada minuto de toda sua existência. O mais próximo de anjo que eu conheci. Tio Márcio já deve ter preparado suas piadas em coro com o Chico Livramento, tia Cleide, tio Misseno, tia Missena, tio Orlando...ou talvez uma mesinha de baralho. Receberá o abraço de doçura italianíssima da Mafalda. Haverá outros encontros. Com o pai, o grande e magnânimo Francisco Costa e irmã Ana Costa, dois de que só conheci a fama. Ela não estará sozinha nunca. A festa será grande. Por isso não quero chorar. Quero só lembrar dos momentos ricos que vivi com ela, do prazer que era comentarmos livros e filmes naquela mesa da cozinha com a garrafa de café sempre cheia. Vou olhar mais ainda para o quadro que tenho na sala, da fase pintura da pessoa criativa que foi em todos os âmbitos da vida. Além de criativa, crítica, inteligente, forte a ponto de deixar o cigarro sem problemas depois de fumar diária e compulsivamente por mais de 30 anos. Tia Aracy querida. que dê tempo de descansar antes da festança para a qual está indo. Nós ficamos aqui imaginando e sorrindo junto.


Telma Costa Gomes
há 3 horas próximo a São Paulo
Minha infância foi rodeada de tios, embora eu morasse no interior e eles em São Paulo. Isso fazia com que a cada vinda eu ficasse imaginando como seria. E tia Aracy, que faleceu hoje, era a tia que me deixava mais curiosa. "Qual a nova história que ela vai ter pra contar?" E eram muitas. Sempre novidadeiras e que viravam lendas. Como a de que, sonâmbula, levantou a cama no muque de madrugada...com meu pequeno tio de 2 metros de altura em cima. Ou que na adolescência, também sonâmbula, tentou esganar uma das irmãs que queria im pedi-la de sair de casa rsrs. Houve a bateria completa que deu para minha prima, deixando todos os vizinhos loucos com as batucadas e nós, primas, extasiadas com aquela excentricidade. Que amava os animais, os de rua, preferencialmente. O que me fazia pensar qual seria o novo nome de cachorra. Me lembro da Madonna, mas foram muitos. Vira-lata de tudo e amada como poucos. E as histórias sobre os Deuses Astronautas que ela havia lido? Menina, me fascinava ouvi-la contar com a memória que foi prodigiosa até o fim. Fumava muito, míope total, dirigia aceleradíssima, falava palavrão, era anticonvencional, gostava da vida e risada farta. A mim, parecia que tudo que tinha a ver com ela era emocionante. Ao lado de minha mãe era a união da risada com o xixi para todos. Muitas corridas ao banheiro para não fazer nas calças. E isso era sempre. Quem a conheceu lembra exatamente disso. Se no final da vida não riu tanto, tenho certeza que agora está fazendo isso ao lado de todos aqueles, e de muitos outros, que citei na postagem anterior. Eu chorei hoje sim, tia. Mas já estou sorrindo de novo. E esperando algum sonho engraçado que vai me mandar para estar presente. Ah, e por último, me pergunto e espero que sim, que eu seja uma tia como ela para meus seis sobrinhos. Seria a grande herança que tia Aracy me deixou.

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Era exatamente assim que eu via a Tia Aracy.

 A mim cabe acrescentar o prazer que era ouvir as hilárias histórias das brigas no trânsito, ou as mil dicas da tia expert criadora de dálmatas durante tantos anos.
Lembro que meu pedido mais constante quando pequena era pra ir na casa da Tia Aracy pra ver os cães, brincar e ouvir as histórias e piadas. Michel e Andréia foram os dálmatas mais amados da família.
Quando mais velha, adorava ir lá ver os cães, ouvir as histórias e piadas e curtir a casa cheia de gente jovem, amigos dos meus primos, cantando, jogando, tocando violão, contando casos engraçados das baladas, discutindo filmes, livros, músicas.

A casa da Tia Aracy e do Tio Mané foi, durante anos, o paraíso de gente jovem, como eu.
Como disse a Telma tão bem, ouvir a Tia contar sobre os livros que havia lido era como lê-los. Ela contava minúcias das histórias, tão empolgante que fazia a gente querer ler todos, daquela estante imensa.
O prazer de por a mão em seus livros só era igualado à enorme estante da casa da Tia Nenê, ou fuçar o quartinho dos fundos da casa da Tia Ruth - ali sim tinha coisa pra caçar. Saudades imensas da velha casa de tijolinho à vista com portão baixinho. Nunca consegui acostumar com o apartamento.

Fica aqui a saudade, a eterna saudade, de todos eles...

quinta-feira, 28 de junho de 2012


Eu sou fã incondicional do Romance O Tempo e o Vento, de Érico Veríssimo.

Gosto muito mesmo. Já li não sei quantas vezes, e minhas partes favoritas - como não poderia deixar de ser - são as da Ana Terra e do Capitão Rodrigo. Viraram exertos, devem ser as partes favoritas de vários leitores...

O Capitão Rodrigo, em especial, com aquele jeito espertalhão, briguento, galinha, enfim, aquele jeito típico de macho, cativou para sempre os inúmeros leitores que, durante gerações, acompanharam seu jeito atrevido de viver a vida.

“Toda a gente tinha achado estranha a maneira como o capitão Rodrigo Cambará entrara na vida de Santa Fé. Um dia chegou a cavalo, vindo ninguém sabia de onde, com o chapéu de barbicacho puxado para a nuca, a bela cabeça de macho altivamente erguida, e aquele seu olhar de gavião que irritava e ao mesmo tempo fascinava as pessoas. Devia andar lá pelo meio da casa dos trinta, montava um alazão, trazia bombachas claras, botas com chilenas de prata e o busto musculoso apertado num dólmã militar azul, com gola vermelha e botões de metal. 
Tinha um violão a tiracolo; sua espada, apresilhada aos arreios, rebrilhava ao sol daquela tarde de outubro de 1828 e o lenço encarnado que trazia ao pescoço esvoaçava no ar como uma bandeira. Apeou na frente da venda do Nicolau, amarrou o alazão no tronco dum cinamomo, entrou arrastando as esporas, batendo na coxa direita com o rebenque, e foi logo gritando, assim com ar de velho conhecido: 
– Buenas e me espalho! Nos pequenos dou de prancha e nos grandes dou de talho! 
– Pois dê”
(E aqui entra o Juvenal, outro personagem danado de bom que eu adoro).

Fizeram uma novela nos anos 60.
Uma minissérie nos anos 80 que foi rudemente cortada quando transformada em DVD.
Fizeram também um filme, em preto e branco, mas não achei nada sobre ele na net (preguiça de procurar) e agora fizeram mais um filme.

Bom... Na minissérie da Globo, de 1985, Glória Pires fez o papel de Ana Terra e Tarcísio Meira vestiu a pele do capitão Rodrigo Cambará.
Apesar de algumas imprecisões, como a cor dos olhos do capitão, Tarcísio ficou simplesmente PERFEITO no papel.
Pode-se dizer o mesmo de Glória Pires.

E agora, 27 anos depois, Jaime Monjardin resolve fazer um filme deste belo livro.

O grande problema das refilmagens é que a gente se habitua a determinados atores, e é difícil ver novas pessoas fazendo os personagens aos quais nos acostumamos.

Quem não achou estranho o filho do Will Smith e o Jackie Chan no papel do Daniel San e do professor Miyagi na refilmagem de Karatê Kid levanta a mão.

Como assistir Rocky e Rambo sem o Stallone?
De volta para o Futuro sem Michael J Fox e Christopher Lloyd?
Um novo Han Solo?
Outro Connor Macleod?

Baseada nisso é que eu me peguei lamentando a notícia da refilmagem de O Tempo e o Vento. Quem ele colocaria no papel chave dos dois personagens principais do romance?

Por incrível que pareça, o cara acertou na MOSCA.
Para Ana Terra ele chamou Cléo Pires, filha de Glória. É como ver a mesma Ana Terra de 1985, só um pouco mais bela.

Para Capitão Rodrigo, Jaime Monjardim chamou Thiago Lacerda. Aí eu fiquei meio assim, "pô, logo ele?".

Porque o Thiago Lacerda é o que eu chamo de bonitinho mas ordinário. Lindo - pra mim, um dos caras mais lindos que existem - e sem talento.
Ele é bom em papéis de homem urbano, onde um sorriso constante se faz necessário, mas francamente, ele ficou péssimo como Garibaldi em "A Casa das 7 Mulheres".
Ria muito. Cheio de dentes a todo momento, mesmo nos trágicos. Talvez não seja culpa dele, talvez os diretores mandem que ele sorria o tempo todo como um bobo alegre.

O problema é que Rodrigo Cambará é risonho. Vivia com um sorriso meio torto nos lábios, era bem humorado. Então eu me pergunto se a escolha não foi perfeita.
Embora seja complicadíssimo substituir o ótimo Tarcísio, talvez Thiago faça um bom trabalho no papel do capitão.

É esperar, ansiosamente, para ver.

 Resultados do primeiro turno das eleições de 2026 Flávio Bolsonaro 47,03% PL  56.104.503 votos Lula 45,16% PT 53.879.538 votos A grande sen...