Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Estou arrasada.
Um grande amigo meu, amigo de infância, perdeu a mão direita ontem, com uma bomba de São João.

E vai ser pai em breve...

Ô vida...

Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Eu PRECISEI colar essa frase para futuras referências:

"Você não é respeitado em nosso meio, se cria cães destinados ao esporte trabalho, ou para o trabalho de guarda, mesmo buscando melhorar morfologicamente o seu plantel. O engraçado é que o “galeto” as vezes nem é bonito, mas ganhou a exposição tal, tal e tal...,e isto é o que realmente importa. Aí sim, você é o bom criador...,Se ganhou a exposição, foi porque o juiz também o achou com o temperamento adequado e ponto final, está feita a seleção (muito completa e com honras...), ai, o juiz, que é amigo do handler, que por sua vez conhece aqui, La e ali tira a chapa + e manda um email para lá e calcula 33%7/(3-10%k)+X onde X é a grandeza do conhecimento na mídia canina do criador e desta forma obtemos o “super” exemplar que vai nortear a criação pelas próximas gerações, afastando-nos cada vez mais do “Dobermann´s Schenhunden” idealizado por Karl Friedrich Louis Dobermann."
Roberto Couto - canil Haus di Gotterberg.

Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

Fomos ao Mato Grosso essa semana.
Fabio foi assinar os papéis do divórcio e, de quebra, ver a filha. Então fomos eu, ele, Pato, Ana e Fabrício, na parati.
Fabio tinha que estar lá dia 11 (segunda feira), as 16H para assinar os papéis, então fomos na quinta de madrugada (dia 7), viajamos o dia todo, dormimos num hotel de beira de estrada, continuamos na manhã segunte. Chegamos lá a tarde.

Na noite da nossa chegada, todos estavam ansiosos para ver a Maria Clara. Aconselhei bem o Fabio para ele não esquecer que a menina não se lembrava dele, afinal quando ela foi embora, tinha 11 meses. Que ele chegasse devagar, não forçasse sua presença. Que ficasse da mesma altura que ela, para não assusta-la. Mas não fui com eles. Era um momento deles, e já ia ser bastante tenso sem eu do lado. Fiquei numa lan house, apagando uns emails e baixando uns filminhos pro pen drive.

No dia seguinte ela já estava mais a vontade pra receber os avós "novos", o "tio" e um pai semi desconhecido. Pessoalmente eu achei que a menina aceitou bem as novidades. Principalmente a "Tia" estranha e desconhecida que apareceu junto.

Maria Clara é uma menina adorável, inteligente, não é de fazer manha nem chorar à toa, tem um vocabulário muito bom (nem imaginava que uma menina de 3 anos e 7 meses soubesse usar corretamente dentro do contexto palavras como "enorme" e "horroroso"), posou para muitas fotos, deixou que Ana, Fabio e Fabricio a carregassem o dia todo pra cima e pra baixo, enfim, nesse ponto foi tudo uma maravilha.

Fomos bem recebidos, toda a família foi muito hospitaleira, inclusive Thais, a ex dele.

Mas digo que se o casamento tivesse dado certo, Fabio nunca mais voltava pra Birigui. Porque, pra quem gosta de boiada, berrante, traia, mula, burro, cavalo, comitiva e vida rupestre, lá É o paraíso.
Digo isso por ser sincera e por gostar dessas mesmas coisas...

Mas o azar de uns é a sorte de outros. Se ele tivesse ficado lá, nessa vida, nós nunca nos conheceríamos.

Na segunda feira eles assinaram os papéis, nem demorou muito, ainda deu tempo de pegar a Maria Clara na escolinha. Ela estava toda orgulhosa de mostrar o pai, falava de boquinha cheia, "esse é o meu pai".

Nos cortou o coração domingo a noite, quando ela disse no carro: "eu tô feliz porque agora eu vou ver o meu pai todo dia".
Eu, que já sou uma manteiga derretidíssima, tava com aquele nó na garganta, porque sabíamos que só ficaríamos mais 2 dias...

Mas o importante é que todos chegaram a um acordo.
Promessas de futuras idas e vindas foram feitas.
Mas a gente nunca pode se fiar nas promessas...

Segunda-feira, 4 de Maio de 2009

Tô meio cansada desse negócio de ter cavalo e depois vender porque não tenho pasto.

Tô achando que, minhas mesmo, só a FruFru, a Cigana e a Prússia... Essa eu não vendo, nem que eu tenha que colocar no quintal de casa...

Terça-feira, 28 de Abril de 2009

Fumar um cigarro de maconha equivale a um maço de cigarros de tabaco em termos de risco de câncer de pulmão, disseram cientistas da Nova Zelândia, alertando para uma "epidemia" de câncer de pulmão associada à maconha.
Estudos já haviam demonstrado que a maconha causa câncer, mas poucos estabeleceram um vínculo forte entre o uso da droga e o real incidência do câncer de pulmão.

Em artigo publicado na revista European Respiratory Journal, os cientistas disseram que a maconha lesa mais as vias aéreas porque sua fumaça contém o dobro de substâncias cancerígenas, como os hidrocarbonetos poliaromáticos, em relação aos cigarros de tabaco.

Também a forma de consumo aumenta o risco, já que os "baseados" são normalmente fumados sem um filtro adequado e até a ponta, o que aumenta a quantidade de fumaça inalada. O fumante de maconha traga mais longa e profundamente, o que facilita o depósito das substâncias cancerígenas nas vias aéreas.

"Os fumantes de maconha terminam com cinco vezes mais monóxido de carbono na corrente sanguínea do que os tabagistas", disse por telefone o coordenador do estudo, Richard Beasley, do Instituto de Pesquisa Médica da Nova Zelândia.

"Há concentrações mais altas de substâncias cancerígenas na fumaça de maconha. O que nos intriga é que haja tão pouco trabalho feito a respeito da maconha e tanto trabalho sobre o tabaco."

Os pesquisadores entrevistaram 79 pacientes de câncer de pulmão, na tentativa de identificar os principais fatores contribuintes, como tabagismo, histórico familiar e ocupação. Os pacientes responderam sobre o consumo de álcool e maconha.

Neste grupo de alta exposição, o risco de câncer de pulmão cresceu 5,7 vezes para pacientes que fumaram mais de um "baseado" por dia durante dez anos, ou dois "baseados" por dia durante 5 anos - isso já levando em conta outras variáveis, como o tabagismo.

"Embora nosso estudo abranja um grupo relativamente pequeno, mostra claramente que o consumo de maconha por longo prazo aumenta o risco de câncer de pulmão", escreveu Beaseley.

"O uso da maconha já pode ser responsável por um em cada 20 casos de câncer de pulmão diagnosticados na Nova Zelândia", acrescentou ele.

"No futuro próximo, podemos ver uma 'epidemia' de câncer de pulmão ligado a esta nova substancia cancerígena. E o risco futuro provavelmente se aplica a muitos outros países, onde o crescente uso da maconha entre os jovens adultos e adolescentes está se tornando um grave problema de saúde pública."


Depois eu posto a fonte...
Mas quem me conhece sabe: drogado pra mim não vale o que come.

Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

Há uma estrada de pedra que passa na fazenda.
É teu destino, é tua senda, onde nascem tuas canções.
As tempestades do tempo que marcam tua história
Fogo que queima na memória e acende os corações.


Essa estrofe é perfeita, a hora que eu a ouvi veio aquele turbilhão de memórias misturadas com saudades.

Pois realmente tem uma estrada de pedra que passa na fazenda, onde nasceram minhas canções. Lá era minha vida, meu destino, minha senda, lá minha história ficou escrita e, de lá, vem minhas melhores lembranças, por isso é um lugar que eu nunca vou esquecer...

Tem lugares que nunca são esquecidos, por mais que o tempo passe.
Jeito De Mato
(Paula Fernandes e Almir Sater)

De onde é que vem esses olhos tão tristes?
Vem da campina onde o sol se deita.
Do regalo de terra que teu dorso ajeita.
E dorme serena, no sereno e sonha.

De onde é que salta essa voz tão risonha?
Da chuva que teima, mas o céu rejeita.
Do mato, do medo, da perda tristonha.
Mas, que o sol resgata, arde e deleita.

Há uma estrada de pedra que passa na fazenda.
É teu destino, é tua senda.
onde nascem tuas canções.
As tempestades do tempo que marcam tua história
Fogo que queima na memória e acende os corações.

Sim, dos teus pés na terra nascem flores.
A tua voz macia aplaca as dores
E espalha cores vivas pelo ar.

Sim, dos teus olhos saem cachoeiras.
Sete lagoas, mel e brincadeiras.
Espumas, ondas, águas do teu mar...

Música tema da Santinha e do Zeca, da novela Global Paraíso.
Linda, linda demais.
Eu recomendo...

Quarta-feira, 15 de Abril de 2009

O fato é que eu estou uns dias sem internet em casa.

Grrraaannndeeee coisa, já que minha Claro 3G não passa de uma grande merda. Dizem que é o sinal em casa, que no centro da cidade aquele modem funciona que é uma beleza, MAS não muda o fato que eu NÃO MORO no centro da cidade, moro aqui perto do Forum e, aqui, essa merda não funciona direito.

Acho que nem discada é tão ruim...

Terça-feira, 14 de Abril de 2009

Então...

Um dia isso ia acontecer, pois sempre acaba acontecendo.

Mas o fato é que eu traí.

Traí o Mel Gibson, troquei-o definitivamente pelo Hugh Jackman.

Sábado, 4 de Abril de 2009

Pois é. Quem leu minha crônica "O Porre" poderá agora comparar com o tipo de conto que o Augusto escreve, pois vou postar abaixo um dos que eu mais gosto.

O contexto foi o seguinte: em sala de aula, na faculdade, recebemos a tarefa de escrever um conto em cima de alguns dados.

O sequestro de um garoto, um bilhete com pedido de resgate, 2 personagens secundário, sendo um ex policial e uma vidente.

Quando o Augusto começou a ler a minha narrativa, logo nas primeiras linhas ele disse: "os 2 se casam no final?". Grrrr...

O conto do Augusto ficou simplesmente ótimo, com um gostinho de "quero mais".

Apreciem:

"Amadores

- Ei... Peraí.
- Cala a boca, porra!
- Me solta – tentei reagir, mas enfiaram aquele saco fedido na minha cabeça, levei um cascudo e amuei, quietinho, sem dizer palavra.

Era uma mulher e um homem, não que tenha visto algo, foi tão rápido, senti os peitos fofos dela no rosto quando me pegaram. E depois ela falando, falando – e como falava o diabo da mulher... – o sujeito só respondia com um “huumm” ou outro de vez em quando. Cheiro de fumaça de cigarro vagabundo. Os pneus devorando asfalto. Minha cara enfiada no estofamento do banco de trás do carro por um tempo que me pareceu uma eternidade.

De que me adiantava ali ter aprendido tocar piano com cinco, ter descoberto Nietzsche numa das prateleiras de baixo da biblioteca do vovô com seis e, com sete já estar vencendo o velho, que havia sido campeão estadual de xadrez, um dos dez mais da liga brasileira, em partidas que não excediam meia hora? De que adiantava estudar agora naquele colégio de frescos? Garotos especiais, bah, uma piada; punheteirinhos pedantes, todos nós, isso sim, dominando álgebras e línguas, mas sem coragem para chegar na filha da vizinha, bolinar a empregada, esfolar um gato, roubar duas latas de cerveja da geladeira e fazer uma festa, sei lá, fazer uma dessas coisas que devem ser importantes de se fazer antes que venha a velha ceifeira com a foice enferrujada dela e, zás: adeus mundo cruel(...).

- Greison?
- Que vaca!, não fala meu nome – retrucou o homem ao volante, talvez cansado só dos “huns” dele; há muito estávamos rodando sem chegar a lugar algum, e a mulher, meu Deus, falando.
- Esqueci.
- Vê se não esquece mais, entendeu? Já me chamou de Doris, de Silva, de Greison; “Greison” ainda por cima, não Gleison, daqui a pouco vai dar o número da minha identidade e endereço, e eu vou ter que apagar o moleque adiantado.
Como se o camarada fosse um poço de inteligência... Socorro! Como se também não houvesse entregado o serviço. Ela dizendo que o ladrãozinho que o Silva matou o acompanhava sempre, que podia vê-lo, que estava ali, no carro, todo ensangüentado, que aquilo era mau sinal; e ele:

- Deixa de ser maluca, Zora, esse negócio seu aí de vidente não cola, se colasse cê não taria com esse calão no umbigo de encostar no balcão da banca pra ganhar a miséria que ganha, acertava os números da loteria. Além do mais eu era da polícia na época, tava a trabalho.
- Mas eu tô vendo, olha ali, ó, no banco de trás, nos pés do garoto.
- Huumm.

Puta-que-pariu, se quer saber, é numa hora dessas que quem tem cu tem medo até de ter medo. Não me mexi. Continuei me fingindo de morto; mas apesar do fedor do maldito saco, do galo latejando na moleira e da claustrofobia, aquele grilo não deixava de cricrilar dentro da minha cabeça, estabelecendo conexões. Um animal intelectual, isso é o que eu era, e não podia me furtar dessa sina.

"Seu filho está em nosso poder – dizia o bilhete de resgate que ela leu uma vez em voz alta, pra conferir, e eu já decorei. Se quiser o menino de volta siga as instruções e ponha 500 mil dólares numa mala preta e deixe atrás de banca de jornal da estação de trem às 10H50. Pegue o trem das 11H. Se ficar alguém vigiando a mala, o menino morre!".
Podia visualizar a mala, o dinheiro, as manchetes nas páginas policiais: “Seqüestrado P.C. Junior, de doze anos, filho prodígio do empresário...”; podia visualizar a cena toda, menos meu pai andando de trem metido num daqueles ternos engomadinhos dele, com gravata, colete e tudo. Também o português com que havia sido escrito o bilhete era surpreendente para o casal, o que deixava claro o envolvimento de uma terceira pessoa – cricrilava o grilo –, e a língua presa da mulher na hora do “Greison”, aquele negócio de calo no umbigo de trabalhar por merrecas numa banca... Dona Fátima, ou melhor, Fátima Zoraide, a jornaleira viciada em chocolate da esquina do colégio; quem mais? Quantas vezes não comprei revista ali? Era viver para contar. Mas com aqueles dois já seria sorte se encontrassem o caminho que levava cativeiro.

- Vira à direita na próxima.
- Não gosto de palpite quando tô dirigindo.
- Já é a terceira vez que a gente passa por essa porteira azul.
- Huumm.
- Vira!, pô, tá surdo.
Amadores...

Escrito por Augusto Firorin e postado em 18/10/2004 no blog Birigui Blues.

http://biriguiblues.zip.net/arch2004-10-01_2004-10-31.html"