domingo, 8 de maio de 2022

Prós e contras do remake de Pantanal: personagem Levi

 Levi foi um personagem que teve vida curta na novela. 

Interpretado na primeira versão pelo nadador e ator Rômulo Arantes, Levi era um peão grosseiro, ignorante e assediador, já em 1990.

Rômulo Arantes
  Tem um breve caso com Maria Bruaca, mas morre de forma trágica por   causa de seu desejo insistente pela Muda.
 Levi fica perturbado, rapta Muda, vai até a tapera de Juma, que então atira   nele. Ferido e sem a mulher "amada", Levi vai até o barco para fugir mas   encontra Tibério e Xeréu. Tibério atira na perna de Levi, mas este cai no rio   e é comido por piranhas na margem mesmo. 

  No remake, Juma atira no peito de Levi, que, sangrando muito, vai até o barco e a cena se repete, porém dessa vez Tibério não atira: manda Xeréu ver se tudo está bem na tapera e persegue Levi de barco pelos rios, até que, tonto com a perda de sangue, Levi perde o controle do barco e este passa sobre um banco de areia, vira, Levi cai na água amaldiçoando Tibério, recusa ajuda dele e morre comido pelas piranhas. Uma cena ótima, diga-se de passagem, com muitas bolhas imitando as piranhas (na cena aérea dá pra ver o cano que leva as bolhas até o local da filmagem).
Levi vivido por Leandro Lima

  O personagem não era muito querido mas não deixou de ser importante na   trama, uma vez que, já na época, mostrava como um homem   abusador/tarado/maníaco pode atacar uma mulher. 

Eu citei ele mais por causa do Rômulo, que faleceu em 2000 de um acidente. Gostava MUITO dele, era um galã na minha época e fez várias novelas que eu assisti e adorei (Paraíso, Vereda Tropical, A Gata Comeu, Sassaricando, dentre outras) e acho que deviam ter chamado o filho dele para o papel assim como chamaram o filho do Almir Sater, como uma forma de homenagear o ator, maaassss nem tudo é como a gente quer.
De mais a mais, o ator escolhido é bom e está bem no papel. 





sábado, 7 de maio de 2022

Prós e contras do remake de Pantanal: personagem Tibério

 Tibério é o capataz, o administrador da propriedade pantaneira do José Leôncio. 

Homem já maduro e peão experimentado, foi vivido na primeira versão por Sérgio Reis e, na segunda, por Guito, um violeiro mineiro muito simpático que encaixou perfeitamente no papel.

Diria até que esse foi um dos maiores prós do remake e um contra da original, pois eu nunca gostei do Sério Reis como ator.

Tibério vivido por Guito e Sérgio Reis
Bom violeiro, mais novo do que Sérgio era, na época da primeira versão, com sorriso fácil e cativante, embora com cabelos meio espetados pro alto, o Tibério de Guito está de acordo com o papel. 

Sabemos que vai viver um romance com a Muda, e quando era o Sérgio Reis, eu tinha sempre a péssima impressão que ali era um caso de pedofilia, pois Sérgio, na época da novela, já tinha 50 anos e Guito tem 38. 
Andréa Richa, a primeira Muda, tinha 26 e a atual, Bella Campos, 24 anos. 

"Ainnn, mas elas são maiores de idade e não é pedofilia"; TÁÁÁÁ, mas eu sentia uma sensação ruim quando via o Sérgio Reis abraçando aquela menina, pronto.
Parecia mais o PAI dela que um suposto namorado, e acho que ele mesmo sentia isso, pois as cenas entre eles era sempre o mais recatada possível. Aliás, isso é mencionado várias vezes na novela, que Tibério está mais pra pai dela; ela mesma diz que se sente segura com ele, pois é como um pai.

Esse Tibério também não é nenhum garoto mas é mais novo e dá pra ver melhor uma cena de romance entre ele. 

Portanto, ver um Tibério de acordo com o papel foi uma grata surpresa que o remake nos trouxe.


sexta-feira, 6 de maio de 2022

Prós e contras do remake de Pantanal: a onça Mati

Na novela original, as imagens de onça limitavam-se a poucos closes de alguma filmagem que devem ter feito naquela época e alguns miados de algum felino selvagem, como um lince. A onça Marruá ficava miando do lado de fora da janela da Juma, tocando medo em todos que não fossem a própria menina. 

No remake, contrataram uma onça de verdade, domesticada, para fazer algumas cenas, e ficou muito bom. 

A onça em questão se chama Mati e tem uns 3 anos de idade. 

Resumindo, Mati era famosa no IOP (Instituto Onça Pintada) até o dia em que foi permutada para outro instituto - o NEX. 

"Permutada", pois esses institutos de conservação in situ fazem troca de animais, para que a espécie em questão não desapareça e tenha material genético para se trabalhar mais para frente, em caso de repovoamento. 

Então, quando alcançou uma determinada idade, o NEX precisava de uma onça  para reproduzir e o IOP tinha, e foi feita a permuta. O NEX mandou um macho melânico chamado Ogun e recebeu a Mati.
Acompanhamos o dia que a Mati foi embora, de coleira, numa caixa forte.

Mas como, de coleira?
Pois é. O Leandro, do IOP, acostuma a maioria de suas onças a andar com ele, soltas ou de coleira, para que eles tenham um manejo tranquilo, sem precisar colocar o animal para dormir, cada vez que precisa trocar de recinto ou fazer algum procedimento que necessite de contato direto. Obviamente algumas não tem jeito, como a Coragem, mas a maioria das oncinhas que nascem no instituto são bem manejadas com os cães e os humanos, para sofrerem o mínimo de stress possível. 

Quando a globolixo precisou de uma onça para fazer o papel de Maria Marruá, e demais cenas em que fosse necessário uma onça aparecer, deve ter procurado o NEX, que tinha então a Mati, que sempre foi uma onça fofa e relativamente mansa, e que anda de coleira.

Mas daí surgiu uma TRETA!!

Pois o NEX quando contou a história da Mati, disse que ELES A RESGATARAM ainda filhote na mata, o que é uma deslavada MENTIRA!!
Não deram os devidos créditos ao IOP do Leandro e da Anah, que fizeram todo um trabalho desde que a Mati era bebê, mesmo porque ela NÃO FOI RESGATADA, ela NASCEU EM CATIVEIRO NO IOP, tem até um irmão. 

Todos que acompanham o IOP no youtube, no face e no instagram conhecem as onças deles.
Provavelmente se você tem watts, já deve ter visto algum vídeo do Landro, mesmo sem saber quem ele é: um cão da raça australian cattle dog anda junto com uma onça preta e seguem brincando? É dele esse vídeo e é antigo. Onças nadando em uma piscina? É dele esse vídeo. Joga na busca do youtube "australian e onça" e vai jorrar vídeos do IOP. 

Tudo bem o NEX usar a Mati, ela é deles agora, mas negar a verdadeira história da oncinha e não dar o devido crédito aos verdadeiros "amansadores de onça", é mau caratismo.

Em tempo, embora o trabalho do NEX seja admirável, eu nunca gostei deles, por causa da postura vitimista e distribuidora de "culpas".
Leandro é um cara que faz seu trabalho e segue em frente, NEX faz seu trabalho mas curte distribuir culpas e fomentar o ódio. 

Enfim, da próxima vez que vocês verem uma onça em Pantanal, lembrem-se que ela chama Mati e nasceu em cativeiro, foi mimada e bem cuidada a vida toda.

quarta-feira, 4 de maio de 2022

Prós e contras do remake de Pantanal: a direção

 Acredito, depois de assistir o começo de ambas as novelas, que o que mais está sendo complicado de entender nesse remake é a direção. 

A Pantanal original era lírica, poética e sublime. Por causa das paisagens, das INÚMERAS paisagens, e das lembranças que a todo momento reaparecem, tinha um tom meio arrastado, mas nada que tenha comprometido a novela.
Tínhamos um elenco alegre, que vivia a trama. Feliz e triste dependendo do momento. Cláudio Marzo soube dar uma continuidade à simpatia do Zé Leôncio de Paulo Gorgulho.

Jussara Freire vivia com um sorriso no rosto, Guta era abusada, mas sabia ser humilde quando necessário e os atores entraram na rotina da fazenda, como se nota na evolução dos capítulos. 

O sotaque caipirês era muitíssimo usado, as boiadas eram levadas pra cima e pra baixo por dentro da água, como deve ser num local como o pantanal.

O remake anda a passo depressivo, além de ter sido feito 70% em estúdio, o que não aconteceu na primeira versão. Muitas das conversas entre Joventino e o pai que eram ao ar livre, no remake são dentro "de casa".
Zé Leôncio vive com a cara fechada, dolorosamente fechada, inclusive na primeira fase.
Todos ali aparentemente estão SOFRENDO. 
A Filó de Dira Paes é apagada, o Zé Leôncio de Marcos Palmeira é agressivo, o Jove de Jesuíta Barbosa é chorão e reclamão e a Muda está sempre de cara fechada; Maria Bruaca com medo, onde a outra era apagada, porém não medrosa e um véio do Rio sempre de mal humor onde no outro existia uma sabedoria calma e tranquila. Osmar Prado dá lição de moral, Cláudio Marzo ensinava. 
Todos ali são agressivos e raivosos; onde antes existia conversa, hoje jorram gritos e acusações, mesmo sem necessidade. Onde antes existia entendimento e conversa, hoje tem opinião, crença limitante, ressignificação. Espera-se que os velhos mudem para que os jovens se sintam confortáveis. Não tem respeito, ninguém ali se respeita.

As melhores interpretações ali são do ator que faz Tibério, do Tadeu e da Juma. Quase não mudaram o tom desses personagens, aliás eu acho inclusive que o Tibério está MELHOR, pois o Sérgio Reis não é um bom ator, era forçado. 

A cena em que Juma arranca a orelha de um caçador com os dentes é bem mais forte na original. Talvez essa novela atual seja tão fraca por causa da geração floco de neve que não suporta violência. Posteriormente, comentando o caso, os peões da fazenda falam que "tem que ser muito macho" pra chegar perto de Juma e que ela "não gosta de homem".
Na trama original, Joventino se cala e reflete aquelas palavras; o Jove do remake fica todo ofendido, e diz que macheza não se mede, que ela não é mulher homem, num mimimi ridículo que teve com uma falta de interpretação imensa.

No mais, os diálogos do remake, algumas cenas, 90% praticamente está quase idêntico ao original; mas sabe-se que terá mudanças, afinal é uma adaptação, não o original. 

Prós e Contras do remake de pantanal: personagem Gustavo

Gustavo, o psicólogo de gostos refinados e educação impecável, eterno apaixonado por Madeleine, foi vivido na primeira versão pelo - já na época - veterano José de Abreu, quando ele era APENAS UM ATOR, e não um militante lixo do PT.

O remake dá mais destaque ao personagem, porém ele é, em ambas as versões, o estopim da separação definitiva entre o casal protagonista: é ele que, incentivado pelas cartas e pelas "indiretas" de Madeleine, vai até o pantanal vê-la e é convencido a trazê-la de volta ao RJ.

Na primeira versão, ele o faz por conta própria, vai visitá-la e ela o convence a levá-la embora. Não existe beijo, não existe nada, apenas duas pessoas que um dia já se envolveram e hoje mantém respeito e amizade. 

Gustavo, interpretado por José de Abreu, Gabriel Stauffer e Caco Ciocler
Já no remake, Gustavo é manipulado por Mariana, e vai atrás de Madeleine. Chegando à fazenda ele, louco de desejo, a agarra, beija, declara amor e a convence a ir embora. 

Ao chegar no Rio de Janeiro, entretanto, Mariana toma as rédeas da situação e "toca" Gustavo da casa, sabendo que José Leôncio virá atrás da esposa e do filho, e acha melhor que ele não esteja envolvido com a família quando isso acontecer.

Na segunda fase do remake, um já maduro e simpático Gustavo reencontra Madeleine, volta a se envolver com ela e percebe que os problemas que os separaram a tantos anos não foram solucionados. 

O Gustavo "original" mantém um caso com Madeleine através dos anos. Tanto que no capítulo que mostra a morte de Antero, Jove fala ao avô estar chateado pois ele detesta o Gustavo, que foi buscar sua mãe para jantar.

No remake, Gustavo volta para tratar Jove em sua depressão e se envolve de novo com a Madeleine, suportando as mudanças de humor da mulher, sabe-se lá Deus como. 

Caio Ciocler está perfeito no papel, porém como costuma acontecer com pessoas muito doces e meigas, não tem voz ativa para se "livrar" de Madeleine, que o usa para incrementar suas redes sociais no papel de pseudo namorado. 

terça-feira, 3 de maio de 2022

Prós e Contras do remake de Pantanal: personagens Maria Marruá e Gil

O casal de histórico mais trágico da novela chega ao Pantanal fugido, para tentar vida nova. 
Tendo deixado 3 filhos enterrados para trás, pela primeira vez eu farei um "contra" para a versão original: a Maria de Kássia Kiss parece ser nova e bonita demais para o papel. Não existe sofrimento em seu rosto. Ah, sim, ela imprimiu esse sofrimento na interpretação, que é fantástica, mas aos 32 anos quando fez a novela, Kássia parece mais uma menina. Tanto que na segunda fase, apenas fizeram umas mechas brancas e colocaram umas rugas. E só! 
Maria Marruá aparece sempre bela e plena tanto na versão original quanto na moderna. 


Maria Marruá vivida por Kássia Kiss e Juliana Paes
A Maria Marruá de Juliana Paes está estupenda. Envelhecida, sofrida. Uma autêntica bóia fria que sabe que vai perder sua família se entrar no combate armado pelas terras. Uma mulher que, percebe-se, já cansou da vida. 
As "falhas" que eu vi, embora não sejam falhas, foi só meu gosto pessoal mesmo, foram da direção, como seus olhos ficando amarelos quando ela "vira onça". Não gostei disso, mas é meu gosto pessoal. 
Ou quando ela abandona a Juma e de arrepende, na primeira versão ela simplesmente se arrepende, não tem cobra nenhuma tentando comer a criança. 

Chamaremos isso de "licença poética" vai; assim como o nome da criança, no remake já sai automaticamente de seus lábios. Enfim, são coisas que eu achei bestas na trama. Nesse ponto a original ficou mais natural, não tão forçado.

No remake ninguém ali mergulha, no original a gente vê que fizeram a Kássia agachar e dar a impressão que estava nadando, ela demora pra recuperar o fôlego. 
No remake todos correm dentro d´água. Filmaram numa época de seca então nem a boiada passa dentro da água, que dirá os atores. 

Gil vivido por José Dumond e Enrique Diaz
Outro ponto para o remake, o Gil de Enrique Diaz é muito bom. O original também era, afinal José Dumond é um monstro da interpretação, mas EU - e novamente aqui estou analisando pelo meu ponto de vista e gosto estético - achava ele feio demais, gente do céu. 

Mas sem dúvida ambas as versões desse núcleo (que eu chamo de núcleo do Sarandi) ficaram excelentes. 

Enrique Diaz como Gil e Chico

 Uma curiosidade, Enrique Diaz foi o filho do Gil e da Maria na   primeira versão. 

 Chico, no remake, foi vivido pelo ator Túlio Starling, numa ótima   performance. 

Túlio Starling como Chico












domingo, 1 de maio de 2022

Prós e Contras do Remake de Pantanal: personagens, Mariana e Antero

 Mariana e Antero Novaes da primeira novela e do remake são ligeiramente diferentes, em caráter e disposição.

Antero vivido por Sérgio Britto e Leopoldo Pacheco
Ambos os Anteros são jogadores inveterados, calmos, sensatos e coerentes, eternos "patos"; no entanto nota-se que o primeiro é mais sério, o segundo mais boêmio. Embora ainda exista amor entre ele e Mariana, percebe-se o desgaste provocado pelas perdas no jogo. 
Mariana um dia intervém e corta as "asas" de Antero, negando-se a pagar os "vales" que ele faz quando joga; isso o deixa desmoralizado e ele, então, para de frequentar as mesas de poker. 
Limita-se a jogar em casa com seu neto e tem um ataque cardíaco quando, enfim, vence um jogo com um royal straight flush. 
Antero fica emocionado, surpreso e revela a ambição de toda uma vida de jogador: ver em mãos essa jogada; "Nem Deus pode com um royal straight flush..." E, já nos estertores da morte, fala à Jove que estão blefando para ele sobre seu pai e é quando ele vai até sua tia que confirma que seu pai está vivo.

O Antero do remake, como ele mesmo diz, nunca parou de jogar. Continua chegando de madrugada, bêbado e alegre, e em sua noite derradeira, tira Mariana para dançar. 
Morre no dia seguinte da mesma forma que na versão original, com a diferença que ele só fala que estão blefando para o neto, sem esclarecer sobre o quê.
Jove cresce, no remake, sem saber da mentira sobre seu pai. 


Mariana vivida por Nathália Timberg e Selma Egrei
Já Mariana é bem diferente em ambas as versões. 
A primeira era mais sincera e, embora achasse Zé Leôncio um homem ignorante, não falava mal dele nem o desrespeitava.
Várias cenas em que ela aparece cuidando dos negócios da família, inclusive debatendo com o marido sobre a "venda da tecelagem" e as várias formas de aplicar seus ganhos, ela demonstra preocupação mas não uma ambição desmedida. 
Em nenhum momento ela fala que precisam do dinheiro do Zé. Uma das vezes inclusive ela fala claramente para Irma que a pensão do Joventino fica em uma aplicação separada em nome dele, para seu uso. 
Na novela de 1990, o período conturbado da nossa economia (entrada do então presidente Collor, mudança de moeda e bloqueio de poupanças e demais valores em contas bancárias) faz com que Mariana lance mão de outros subterfúgios, como dólares, para sobreviver. 

A Mariana do remake tem garras longas. É manipuladora, maldosa, gananciosa e aparentemente sem um pingo de respeito pelos sentimentos alheios, sejam filhas, marido ou neto; vide sua manipulação para que Madeleine não pedisse o divórcio para Zé Leôncio e continuasse a receber a gorda pensão mensal que fazia com que todos sobrevivessem, ou para que Gustavo fosse buscar sua filha no pantanal;

Na segunda fase é muito claro que eles vivem do dinheiro que o fazendeiro envia - e que hoje percebemos que deveria ser uma enorme quantia, para sustentar tantas pessoas improdutivas e uma casa tão grande. 
Quando Madeleine decide ir ao pantanal atrás de Zé e de Jove, Mariana fala: vá atrás dos NOSSOS direitos. 

Mariana Novaes do remake na primeira fase é uma esnobe, que gaba-se a todo momento de "ser uma Novaes", porém em um dos episódios o marido a desbanca: "nosso nome hoje não vale mais nada". 

Quando a boca finalmente aperta, a matriarca decide que todos ali devem, de alguma forma, "trabalhar", mesmo sem nunca ter feito nada. 

Com a morte de Madeleine, ela manda todos embora e chama Zaquieu de volta, chorosa, arrependida e humilde: uma redenção tardia, para que ela possa se juntar novamente ao elenco e ir viver na fazenda do pantanal; o problema é que ela simplesmente NÃO CONSEGUE!

Mariana Novaes quer a todo custo que Zé Leôncio proíba o relacionamento de Juma e Jove. Acha um absurdo o Joventino querer morar na tapera e embora isso também exista na novela antiga, a antiga mariana é mais maleável.

Mariana Selma também é constantemente crítica, inclusive da vida da pobre Irma, que enfim resolveu dar seus primeiros voos em direção ao trindade - um passo tão importante para que ela supere o Zé Leôncio. 
A mulher critica tudo, com ou sem razão de ser, tornando a personagem insuportável e mostrando afinal, porque a filha Madeleine era tão insuportável.

sábado, 30 de abril de 2022

Prós e contras do remake de Pantanal: os "nudes" e as paisagens

Uma das particularidades que mais chamava a atenção em Pantanal eram os "nudes". A novela foi recheada, ao menos no início, de muitos atores nus nadando em rios e em cenas de amor tórridas.

Vários dos atores ali pagaram peitinho ou bundinha, inclusive no capítulo 7, quando Madeleine e José Leôncio fazem as pazes, aparece um nu lateral do Paulo Gorgulho, e, obviamente, sua bunda rolando cheia de areia na prainha de água doce das margens de um dos rios, mais pro final do capítulo. 

Antes disso, Ingra Liberato já havia ficado nua quando eles se conhecem e dormem juntos num hotel do Rio de Janeiro. 
E tem ainda as cenas da Irma, da Maria Marruá, da Guta (essa deu um show) e de vários outros atores, fossem se banhando ou se amando, sempre nus nos rios.

O remake não tem isso.
Eu até procuro entender, por causa do horário e tudo, e até apareceram algumas bundas, sutis, e algumas atrizes de seios de fora, como a Guta, mas 90% da novela se passa "vestida", inclusive Juma e Muda tomam banho DE ROUPA, ou então aparece apenas a insinuação que elas estão nuas.

Já comentei e vou repetir, a globolixo CAGOU nas paisagens, mesmo com toda a tecnologia. 
Nesse capítulo 7 mesmo, linkado acima, é possível ver uma cena do ninhal, que é um dos lugares mais belos da região, é como uma "maternidade" aviária, as aves se juntam em uma região com árvores e fazem seus ninhos, para proteção mútua inclusive. Então você vê tuiuiús, colhereiros, garças e demais aves típicas da região, todas reunidas num só local, cheio de ninhos. 
A novela original fez várias tomadas do lugar que são vistas com o passar do tempo, já a globo limitou-se a filmar uma mata fechada e chamar de "ninhal", aliás não duvido NADA que seja estúdio, já que a casa da Juma É EM ESTÚDIO

Vida longa aos atores que passaram um ano gravando em condições precárias e orçamento baixo, no MT, e ainda assim, fizeram uma obra prima da TV brasileira.
Os globalixos não poderiam jamais ficar tanto tempo num local "selvagem", e a Globo jamais gastaria pra fazer algo que se aproximasse do que foi a novela original. 

Onde estão as cenas de flores, borboletas, tempestades, onças originais, e não apenas a oncinha domesticada escalada para as filmagens, as araras, garças, boiadas imensas, veados mateiros, martins pescadores e jacarés que a primeira versão tanto prezava?
"Ainnn, os animais diminuiram", esse argumento é batido, é xaveco, os fazendeiros não são os monstros ali, como a globolixo está tentando pintar (a pegada ecológica que, sim, existiu na primeira fase e que eu vou falar disso mais pra frente).

E apenas para constar, as crianças usadas na novela original condiziam com o tamanho, recém nascidos eram pequenos, e não crianças de 7 meses... 

Manchete 10 x globo 1



quinta-feira, 28 de abril de 2022

Prós e contras do remake de Pantanal - Parte II Primeira Fase

O segundo contra do remake seria não termos uma noção dos anos, e isso é algo que me incomoda, mas reconheço que é algo pessoal. Eu gosto de ter uma referência, em que ano tal fato se passou, quantos anos depois, e a globo deixou isso muito vago. 
Na trama da rede Manchete, a história se inicia em 1947, em Goiás, com um Zé pequeno, acompanhando o pai na comitiva. Depois o Salto para os anos 60, quando o velho Joventino compra a fazenda, e, 2 anos depois, desaparece na mata.

No remake, eu consegui basear alguma coisa quando Zé e Madeleine se conhecem por causa da trilha sonora que colocaram no momento, a música Katia Flávia, cantada pelo Fausto Fawcet, ou seja, é a versão original, lançada em 1987. 
Vamos colocar aí um ano de carência, não são mostrados detalhes para a passagem do tempo como uma festa de natal ou ano novo. Mas suponhamos que Zé e Madeleine tenham se conhecido em 1987/88, se casaram e ela vai para a fazenda com ele, engravida e passa lá os 9 meses da gestação. Tudo isso dá ao todo 1 ano, então vamos jogar aí que Jove tenha nascido em 1989, vou mais longe, vamos exagerar e dizer que ele tenha nascido em 1990. Apenas para nos situarmos no tempo. 

Outro detalhe que nos dá uma noção de tempo e época é a casa de Maria e Gil, ainda no Sarandi. Uma casa simples, porém o fogão e a geladeira que estavam no canto eram daqueles conjuntos esmaltados de cor (amarelo, azul ou vermelho), um refrigerador simples e um fogão com duas "asas" laterais, eram bem típicos dos anos 80, e foram usados até os anos 90, digo isso pois eu tive um conjunto desses, amarelo, inesquecível. 

Pois bem, então situamos, com um pouco de investigação, que a primeira fase se passa no final dos anos 80 e início dos anos 90. Os "alguns anos depois" que a globo colocou não conseguiram atrapalhar isso. 

Alguns prós que eu adorei e já comentei aqui, foi a globo ter mostrado as histórias paralelas que, na trama original, eram só "contadas": o velho Joventino caçando os marruás, logo que eles compram a fazenda; a primeira noite de Zé com a Filó, e alguns detalhes que talvez eu não esteja relembrando. 

Os personagens muito bem caracterizados e as falas bem fiéis. Eu chego a lembrar das falas dos personagens conforme a cena, afinal eu assisti Pantanal original 4 vezes. 

As cenas aéreas, entram aqui nos CONTRAS. 

Incrível que, mesmo com toda a tecnologia que a rede globo tem, limitaram-se a filmar uma lagoa, um rio na seca, meia dúzia de aves, uma sucuri e uma onça (ambas domesticadas).

As cenas aéreas, feitas de balão, na época, são muito mais deslumbrantes. 
De quebra ainda temos ariranhas, araras, aves variadas, sucuris fugindo na mata, rios, jacarés e muito mais vida do que o remake mostrou até agora.

Percebe-se que Jayme Monjardim foi extremamente lírico ao comandar as filmagens, e a atual direção foi extremamente técnica. 
Uma pena, mas o remake está indiscutivelmente aquém da original.

Falemos também da trilha sonora. Extremamente elaborada na primeira versão, a globo reduziu as cenas de tensão a uma musica monocórdia enjoativa, embora marcante.
As cenas da original, quando mostravam aqueles por do sol maravilhoso.

As músicas temas de cada personagem sempre foi marcante na primeira versão. O remake fez com que esse lirismo desaparecesse. 
Enfim, apesar de tudo, estou gostando bastante de "rever".


De todos os grandes filmes que Sam Neill fez, eu me recordo do eterno professor Grant de Jurassic Park e Richard Martin, "pai" do ...