quarta-feira, 27 de maio de 2026

Michael

 

Michael (2026) é uma cinebiografia musical estadunidense de 2026 dirigida por Antoine Fuqua e escrita por John Logan. O filme acompanha a vida do cantor estadunidense Michael Jackson, desde sua participação no The Jackson 5 na década de 1960 até a turnê Bad Tour no final da década de 1980. Jackson é interpretado por seu sobrinho Jaafar Jackson e, quando criança, por Juliano Krue Valdi, ambos em suas estreias no cinema. O elenco de apoio inclui Nia Long, KeiLyn Durrell Jones, Laura Harrier, Jessica Sula, Mike Myers, Miles Teller e Colman Domingo. (fonte: wikipédia).

O filme é bom, sim. Mostra fatos importantes da vida do astro. Mas deixa muuuita coisa de fora, talvez por falta de tempo na adaptação de roteiro, talvez por direitos autorais (Janet Jackson não se deixou ser representada no filme, então ela simplesmente não existe). 

O início com os Jacksons 5 mostra seu primeiro sucesso "I want you back", porém deixaram de fora o primeiro sucesso de MJ, que foi Ben, inclusive usada numa trilha sonora de um filme de terror homônimo (Ben: o rato assassino de 1972) e indicada ao Oscar de melhor canção original, com ele cantando a música ao vivo durante a cerimônia naquele ano. Venceu um Globo de Ouro. Ben alcançou o primeiro lugar na parada Billboard Hot 100. A música "Got to Be There" também já era um sucesso - ambas com MJ cantando de forma solo. 

Uma coisa que foi mostrada de forma talvez suave foi a pressão psicológica ao qual os Jacksons eram submetidos pelo pai. De todos, Michael foi o que mais sentiu essa pressão, ou talvez o pai pegasse mais pesado com ele, o fato é que o efeito dessa pressão foi bem explorada no filme: MJ se recusa a crescer e vive num eterno mundo à parte, criando músicas e comprando animais e colecionando brinquedos. 

O filme deixa de fora uma das melhores criações de MJ (junto com Lionel Richie), "We Are The World", de 1985 para o projeto USA for Africa. Quincy Jones fez o arranjo e a regência, e a música é um dos maiores projetos mundiais (junto com o Live Aid). Um filme biográfico JAMAIS poderia ter deixado esse marco de fora. Deveriam ter diminuído as mil aparições de Jaafar Jackson (excelente no papel do tio) cantando em palcos e colocar pelo menos uma menção (sei lá, Quincy chamando o MJ: ei, tenho um projeto aqui, topa fazer uma música pelos famintos da Africa?) mas novamente, acho que foi por causa de direitos autorais. 
Que aliás deveriam ser pagos, o filme tá levando multidões ao cinema, que que custava? Enfim...

Vale ressaltar que várias músicas foram realmente cantadas por Jaafar inicialmente e, na mudança de quadro, colocavam a voz de Michael. Em algumas é perceptível a mudança, em outras, quase não se nota. Nota 10 para o menino, ótima escolha. 

O acidente nos bastidores e suas consequências foi bem retratado. A amizade com Diana Ross foi filmada - e deixada de fora por "questões legais". 

A "turnê da Vitória" (que é como dublaram no filme) foi, na verdade, a turnê do Album Victory, de 1984, última participação de MJ nos Jacksons. O álbum é excelente, e conta com a participação de MJ em várias faixas, inclusive fazendo um dueto com Mick Jagger em State of Shock (música essa que ele gravou em dueto, depois, com Fred Mercury). 
A turnê, no entanto, não contou com nenhuma música do álbum, pois MJ não estava mais no clima de ensaiar com os irmãos - havia acabado de lançar Thriller e preferiu focar em seus atuais sucessos da época, e nas músicas antigas do grupo. Foi realmente uma despedida. Os irmãos sequer foram fotografados juntos para a capa do LP, pois devido à tensões familiares, a harmonia entre eles havia sido quebrada. 
Michael viajava separado, gravava separado e não esteve diretamente envolvido na parte criativa das músicas, preocupado em alavancar sua carreira solo. A turnê contou com musicas do álbum Thriller e alguns dos maiores sucessos dos Jacksons, e MJ ofuscou os irmãos, pois o público foi para vê-lo cantar. Isso criou uma rivalidade entre eles e fez com que Michael doasse seus lucros com a turnê para a caridade. 

Nada disso é mostrado no filme - talvez novamente por falta de tempo, mas acho que o rei do Pop merecia umas 3H de tela. 

Uma das partes que poderia ser mais longa foi a gravação (e as negociações) do clip Beat it, que contou com a participação de duas gangues de rua americanas - os Crips e os Bloods de Los Angeles (gangues que ainda existem, diga-se de passagem). 

O filme termina com a turnê de BAD, deixando claro que haverá uma parte 2. A crítica disse - e eu concordo - que contaram uma história "higienizada" de MJ, opinião essa compartilhada pela filha Paris Jackson, que achou a versão Hollywoodiana "açucarada" demais. 

Porém para quem é fã, é um filme obrigatório, embora a gente saia do cinema com gostinho de quero mais... 

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Friends


 Nunca vou entender o por que da geração Z não gostar de Friends. 

A ponto de tirarem do contexto da época e trazerem para a atualidade, algo simplesmente impossível de fazer. Porém Friends é quase atemporal. 
Você pode não gostar do formato - melhores amigos reunidos sempre - ou de determinados personagens - Ross machista ganha disparado - mas não pode negar que a série não tem diversidade e representatividade.

Friends tem:

  • Casamento homossexual - a ex do Ross chega inclusive a se casar com sua namorada e é ele quem a leva ao altar.
  • Personagens transgênero - o pai do Chandler, vivido pela fantástica Kathleen Turner. 
  • Empoderamento feminino - Rachel evoluiu durante a série, de uma filha de papai mimada e dependente, para uma bem sucedida profissional da moda. 
  • Inclusão de personagens com condições neuropsiquiátricas - embora não seja dito, Phoebe é nitidamente uma pessoa com traços de TDHA. Se você não concorda, reveja a série prestando atenção exclusivamente na personagem. Mônica, que foi obesa na juventude - revelando ser comedora compulsiva - transfere sua ansiedade para a limpeza e organização, um claro sinal de TOC. Tem ainda a namorada do Ross que raspa o cabelo e a fã louca do Joey (vivida por Brook Shields). 
  • Amadurecimento - o machista, ciumento e possessivo Ross amadurece muito durante a série, chegando a se tornar um homem muito melhor ao final das 10 temporadas. O pai da namorada novinha do Ross (vivido por Bruce Willis) que apesar de se mostrar durão, não passa de um homem inseguro e chorão. 
  • Inclusão de outras etnias - a personagem Charlie, que namora com Joey e Ross na série, uma paleontóloga lindíssima; uma das namoradas do Ross que ele conhece na China. 

Tem muita diversidade sim, em Friends. 

"Ahhh mas no elenco principal não tinha diversidade", pois é, em "Um maluco no pedaço", "eu, a patroa e as crianças" e "todo mundo odeia o Chris" também não tem e ninguém reclama...



terça-feira, 24 de março de 2026

 Outro dia, desmontando umas gavetas, um armário antigo e velho, achamos algumas coisas do passado: fotos, cartões postais e alguns dos meus diários. 

Carol ficou encantada em (tentar) ler coisas que eu pensava, com a mesma idade que ela tem hoje, Na verdade eu iniciei meu primeiro diário aos 10 anos acho.

Conforme ela lê, vai me dando vergonha alheia, e ao mesmo tempo, coisas que eu me lembro tão bem, como se fosse ontem. Outras eu realmente não recordava.

Mas fica aqui pelo menos duas certezas: que a vida de outra pessoa parece ser sempre mais divertida do que foi, aos olhos de alguém de fora. A vida da minha mãe me parecia ser muito mais incrível do que a minha foi. E eu vi, pelas falas da Carol, que a minha vida foi mais divertida que a dela. E diferença é que minha mãe me contava de forma oral suas peripécias de adolescente e eu deixei escrito - ainda que com uma letra horrorosa ("depois você diz que a minha letra é feia"). 

A segunda certeza é que todo adolescente é chato, depressivo, com pensamentos confusos e sofrimento desnecessário. Nem eu me recordava de ser tão melancólica daquele jeito. 😂😂

sexta-feira, 13 de março de 2026

 O mundo está a beira de uma guerra mundial. 

Os radicais islâmicos decidiram finalmente iniciar sua Jihad. Os americanos se aliaram à Israel e estão socando bomba nos aiatolás do Iran. Até os muçulmanos estão comemorando. 

Trump "subtraiu" o ditador venezuelano Nicolás Maduro. Uma missão digna de filme!

Enquanto isso, nas universidades federais brasileiras, esquerdinhas estão falando em "soberania nacional", Lula diz que "tem sangue de Lampião" e a gente olha, estarrecido, tanta bobagem, orando pro Laranjão ter piedade de nós.

Com a guerra - e mais outras coisas - o combustível está altíssimo. O diesel foi para mais de 7 reais. Enquanto isso, arrecadação federal bate recorde histórico e soma R$ 325,8 bilhões em janeiro, maior valor em 32 anos. Em compensção, a dívida pública brasileira está em patamares elevados, com a dívida interna superando R$8,6 trilhões e a dívida externa batendo recorde de U$400 bilhões. A maior parte do endividamento é interna (em reais), mas o aumento da dívida externa reduz a folga das reservas internacionais.

E tem quem defenda esse governo... 

sexta-feira, 28 de novembro de 2025



You are my sunshine
My only sunshine
You make me happy
When skies are gray
You'll never know, dear
How much I love you
Please don't take
My sunshine away
The other night, dear
As I lay sleeping
I dreamed I held you
In my arms
When I awoke, dear
I was mistaken
So I hung my head and cried
You are my sunshine
My only sunshine
You make me happy
When skies are gray
You'll never know, dear
How much I love you
Please don't take
My sunshine away
 

Xangai, Te amo pra sempre minha filha

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Criando meu próprio Baralho: A Missão

 Hoje iniciei um novo projeto: fazer meu próprio oráculo.

Meu próprio baralho. 

Eu e meu assistente, o GPT. 😁😁😁😁😁😁

terça-feira, 14 de outubro de 2025

Nem sei o que dizer no dia de hoje. 
Mas uma das minhas mais antigas e melhores amigas se foi.
Não deixou uma despedida, não deu tempo de nada, ela simplesmente foi internada e não saiu do hospital. 

Eu conheci a Ciça quando ainda morava em SP e vinha ao Baguaçu passar as férias: ela era irmã do Junior, que casou com a Edna. E quando me mudei pra Birigui, foi uma das primeiras pessoas que me deu boas vindas e iniciamos nossa amizade. Sabe aquelas amizades que, por mais que a gente tente, não se lembra direito como começou? Pois assim é com ela. 

Ela entrou na minha vida e eu entrei na dela, ela ia em casa e eu ia na casa dela. Ela tinha a chave de casa, eu fechava a geladeira dela com a bunda. A mãe dela me recebia, me contava suas histórias de vida maravilhosas e me recebia como filha.

A Carol escapou de chamar Yvone por pouco. 

A história de vida dela era sofrida, tão sofrida que sempre que eu me recordo dela me contando, eu choro. Um amor que não se concretizou, um filho perdido pra sempre, a traição da família, que deveria acolher em vez de fazerem o que fizeram. 

Depois, no casamento, anos de labuta para o marido estudar e ter um bom futuro, ela sendo trocada e tendo que lutar com unhas e dentes pra ter o que era direito dela; e realmente lutando, lutando duro, resiliente, pois o ex nunca reconheceu NADA que ela fez por ele. 

E quando ela finalmente consegue algo e pode ter seu quinhão de sossego e felicidade, ela se vai. 

Que ela consiga, agora, o que desejava tanto em vida.

Vai com Deus, amiga. 


Michael

  Michael (2026) é uma cinebiografia musical estadunidense de 2026 dirigida por Antoine Fuqua e escrita por John Logan. O filme acompanha a ...