sexta-feira, 12 de junho de 2026

 Acho que nem postei aqui, e se postei, foi por puro esquecimento - afinal, aos 52 anos, a gente percebe que a cabeça já não é mais a mesma. 

Os olhos da Carol sararam. Levamos no neuro oftalmologista, ele fez mais exames, detectou o problema, deu um remédio e VUPT.

Não posso dar todo o crédito para ele, entretanto. Santa Luzia, Nossa Senhora Aparecida e Deus acima de todos, foram muito requisitados e fizeram a sua parte.

Preciso pagar minhas promessas. 🙏

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Achei uma postagem aqui muito interessante, na verdade interessante por causa do tempo passado e de tudo que houve até então.
Em 1999 eu escrevi algumas regras para a vida. Para mim. E ao reler, notei que não evoluí NADA em alguns pontos ali.
  • Seja cordial sempre que possível (Eu tento, mas a idade me mostrou que ser grosseiro e deselegante é necessário em alguns casos).
  • Seja educado com as pessoas mais velhas, mesmo que seja difícil. Procure se lembrar que aquela pessoa viveu mais que você, e merece seu respeito, pois já teve seu quinhão de sofrimento, mesmo que você tenha mais experiência de vida que ela (Pois é, só que eu também tive meu quinhão, então a pessoa tem que ser muito, muito idosa pra eu calar a boca).
  • Respeite a opinião do próximo, mesmo que você não concorde com ela (nem a pau, foda-se sua opinião, é ridícula).
  • Se você não gosta de se envolver em discussões polêmicas, evite alguns assuntos que são tabu em qualquer roda: futebol, religião e política (mesmo que todos sejam da mesma torcida, crença ou partido). (Naaahhhh, política tem que ser debatida e quem vota na esquerda NECESSITA ser esculhambado).
  • Não discuta assuntos do qual você não entende. Procure ouvir e compreender o assunto em discussão. (foda-se, todo mundo faz isso, a IA tá aí justamente pra sermos "mestres" em qualquer assunto. Zoeira, óbvio, mas é assim que a humanidade está, todos sabem de tudo).
  • Respeite a vida, seja ela como for: humana, animal, ou vegetal... cada quinhão de vida é importante, mesmo que seja de uma simples mosca. Isso não quer dizer que você deva suportar as baratas de sua casa, entretanto (meu Deus que papo merda de vegano é esse??? Eu era assim?? Tudo bem que eu não saio matando bicho por aí mas...).
  • Família é uma parte sagrada de você. Ame sua família acima de qualquer coisa (texto escrito em 99, todos ainda se amavam. Minha família hoje é eu, Fabio e Carol e esses eu amo, todos os outros são PARENTES, pessoas que tem meu sangue, por isso foda-se, melhor longe).
  • Aceite os defeitos de seus amigos, mesmo os piores, desde que ele aceite os seus. Amigos são pessoas que sabem tudo a seu respeito e, mesmo assim, gostam de você, mas saiba retribuir a amizade recebida. Saiba ver também, quando a pessoa é realmente sua amiga, quando realmente merece a sua amizade. Analise as atitudes da pessoa. Ao ver que esta pessoa não pode ser sua amiga, simplesmente afaste-se dela (ainda faço isso, afastei amigos antigos e simplesmente os exclui da minha vida, mas não foi simplesmente, antes eles tomaram um baita chega pra lá. Gente chata da porra, sem paciência).
  • Não deixe que uma pequena divergência arruíne uma grande amizade (Votar no Lula e foder a vida do país - e consequentemente a minha - não é uma pequena divergência, é enorme e eu to "sem paciência"). 
  • Não seja fofoqueiro, e não dê ouvidos à intrigas (aahhh minha nossa, quem eu achava que era? Madre Teresa?? Fofoca é vida! Intriga não muito, mas fofoca? Temos até um grupo de watts pra fofocar!).
  • Não leve seus problemas a opinião pública, procure resolvê-los envolvendo apenas as pessoas que podem realmente ajudá-lo (Nisso eu não mudei muito, mas notei que houve um aumento enorme na divulgação de problemas em redes sociais. Já levei pequenos problemas, mas a maioria da população tá expondo demais sua vida privada, e quem não faz isso é julgado).
  • Não deixe de perdoar aquela pessoa que errou e se arrependeu, pois amanhã você pode estar na mesma posição que ela. Quando perceber que cometeu um erro, faça o possível para corrigi-lo imediatamente, não deixe passar a oportunidade (Perdoo e mando à merda, vai cagar longe de mim).
Relendo essas coisas (a lista original tem mais ítens) eu percebo que, quando se é jovem, sua visão de mundo tem toda uma ilusão, e conforme a gente vai ficando mais velho - principalmente depois dos 40 - meio que liga o foda-se. 


quarta-feira, 27 de maio de 2026

Michael

 

Michael (2026) é uma cinebiografia musical estadunidense de 2026 dirigida por Antoine Fuqua e escrita por John Logan. O filme acompanha a vida do cantor estadunidense Michael Jackson, desde sua participação no The Jackson 5 na década de 1960 até a turnê Bad Tour no final da década de 1980. Jackson é interpretado por seu sobrinho Jaafar Jackson e, quando criança, por Juliano Krue Valdi, ambos em suas estreias no cinema. O elenco de apoio inclui Nia Long, KeiLyn Durrell Jones, Laura Harrier, Jessica Sula, Mike Myers, Miles Teller e Colman Domingo. (fonte: wikipédia).

O filme é bom, sim. Mostra fatos importantes da vida do astro. Mas deixa muuuita coisa de fora, talvez por falta de tempo na adaptação de roteiro, talvez por direitos autorais (Janet Jackson não se deixou ser representada no filme, então ela simplesmente não existe). 

O início com os Jacksons 5 mostra seu primeiro sucesso "I want you back", porém deixaram de fora o primeiro sucesso de MJ, que foi Ben, inclusive usada numa trilha sonora de um filme de terror homônimo (Ben: o rato assassino de 1972) e indicada ao Oscar de melhor canção original, com ele cantando a música ao vivo durante a cerimônia naquele ano. Venceu um Globo de Ouro. Ben alcançou o primeiro lugar na parada Billboard Hot 100. A música "Got to Be There" também já era um sucesso - ambas com MJ cantando de forma solo. 

Uma coisa que foi mostrada de forma talvez suave foi a pressão psicológica ao qual os Jacksons eram submetidos pelo pai. De todos, Michael foi o que mais sentiu essa pressão, ou talvez o pai pegasse mais pesado com ele, o fato é que o efeito dessa pressão foi bem explorada no filme: MJ se recusa a crescer e vive num eterno mundo à parte, criando músicas e comprando animais e colecionando brinquedos. 

O filme deixa de fora uma das melhores criações de MJ (junto com Lionel Richie), "We Are The World", de 1985 para o projeto USA for Africa. Quincy Jones fez o arranjo e a regência, e a música é um dos maiores projetos mundiais (junto com o Live Aid). Um filme biográfico JAMAIS poderia ter deixado esse marco de fora. Deveriam ter diminuído as mil aparições de Jaafar Jackson (excelente no papel do tio) cantando em palcos e colocar pelo menos uma menção (sei lá, Quincy chamando o MJ: ei, tenho um projeto aqui, topa fazer uma música pelos famintos da Africa?) mas novamente, acho que foi por causa de direitos autorais. 
Que aliás deveriam ser pagos, o filme tá levando multidões ao cinema, que que custava? Enfim...

Vale ressaltar que várias músicas foram realmente cantadas por Jaafar inicialmente e, na mudança de quadro, colocavam a voz de Michael. Em algumas é perceptível a mudança, em outras, quase não se nota. Nota 10 para o menino, ótima escolha. 

O acidente nos bastidores e suas consequências foi bem retratado. A amizade com Diana Ross foi filmada - e deixada de fora por "questões legais". 

A "turnê da Vitória" (que é como dublaram no filme) foi, na verdade, a turnê do Album Victory, de 1984, última participação de MJ nos Jacksons. O álbum é excelente, e conta com a participação de MJ em várias faixas, inclusive fazendo um dueto com Mick Jagger em State of Shock (música essa que ele gravou em dueto, depois, com Fred Mercury). 
A turnê, no entanto, não contou com nenhuma música do álbum, pois MJ não estava mais no clima de ensaiar com os irmãos - havia acabado de lançar Thriller e preferiu focar em seus atuais sucessos da época, e nas músicas antigas do grupo. Foi realmente uma despedida. Os irmãos sequer foram fotografados juntos para a capa do LP, pois devido à tensões familiares, a harmonia entre eles havia sido quebrada. 
Michael viajava separado, gravava separado e não esteve diretamente envolvido na parte criativa das músicas, preocupado em alavancar sua carreira solo. A turnê contou com musicas do álbum Thriller e alguns dos maiores sucessos dos Jacksons, e MJ ofuscou os irmãos, pois o público foi para vê-lo cantar. Isso criou uma rivalidade entre eles e fez com que Michael doasse seus lucros com a turnê para a caridade. 

Nada disso é mostrado no filme - talvez novamente por falta de tempo, mas acho que o rei do Pop merecia umas 3H de tela. 

Uma das partes que poderia ser mais longa foi a gravação (e as negociações) do clip Beat it, que contou com a participação de duas gangues de rua americanas - os Crips e os Bloods de Los Angeles (gangues que ainda existem, diga-se de passagem). 

O filme termina com a turnê de BAD, deixando claro que haverá uma parte 2. A crítica disse - e eu concordo - que contaram uma história "higienizada" de MJ, opinião essa compartilhada pela filha Paris Jackson, que achou a versão Hollywoodiana "açucarada" demais. 

Porém para quem é fã, é um filme obrigatório, embora a gente saia do cinema com gostinho de quero mais... 

terça-feira, 19 de maio de 2026

Um dia eu me peguei pensando que, muitas das coisas que eu consegui na vida, vieram tarde demais.

Meu pai não estava aqui para acompanhar meus passos na faculdade, nem conhecer minha família.

Não tive tempo de apresentar o Fabio e a Carol para Mafalda e Chico e, no meu mundo imaginário, eu penso que eles teriam se dado muito bem (todos teriam adorado conhece-lo).

Minha mãe não teve tempo de conviver com a Carol.

Finalmente, depois de tantos anos, ter contato com um esporte equestre que realmente é divertido e relativamente fácil (ranch sorting) mas a idade e o peso não me permitem mais montar. 

Esses são os mais recentes, mas eu tive muitos outros instantes que me mostraram quão tarde as coisas chegam para mim. 

E eu, como sempre acontece nesses casos, faço a "brincadeira do E SE...".

Inclusive Carol me perguntou dias atrás, "será que o avô Márcio ia gostar de mim?" - com a típica insegurança dela de sempre.
E aí entramos no "e se...". 

E se ele não tivesse morrido, talvez nunca nos mudássemos para o interior (embora essa ideia tivesse vindo dele, quando ainda estava no Tribunal de Contas).
Ainda assim, se ele não tivesse morrido, talvez eu nunca tivesse conhecido o Fabio e Carol não seria Carol.
Porém, num futuro improvável, em que ela e Fabio existissem, eu adoraria que ele estivesse aqui - ele e Meyre (e Chico, Mafalda, enfim...).

Jogando truco e bilhar com o Fabio, ensinando sobre música clássica para a Carol, tentando ensiná-la a jogar xadrez - e falhando miseravelmente, será? como falhou comigo? 
Se aposentando do emprego público e tendo, finalmente, sua pizzaria/rotisserie?
Indo pescar? Com um forno de pão e pizza no quintal e fazendo comida para os amigos?

Impossível saber. 

Ainda no "E se...", e se minha mãe não tivesse morrido, ela estaria mimando muito a neta? Tentaria fazer bolos - um de seus maiores fracassos culinários, seus bolos nunca cresciam.
Ou será que aquela degeneração que vimos acontecer - os esquecimentos, a agressividade - teriam tomado conta dela?

o "e se..." sempre me pega. Desde cedo.

E se Márcio não tivesse morrido, ainda hoje seria petista?
Estaríamos morando todos juntos? Eu teria vivido de forma diferente?

Nada disso é possível saber, então continua tudo na bruma do pensamento.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Friends


 Nunca vou entender o por que da geração Z não gostar de Friends. 

A ponto de tirarem do contexto da época e trazerem para a atualidade, algo simplesmente impossível de fazer. Porém Friends é quase atemporal. 
Você pode não gostar do formato - melhores amigos reunidos sempre - ou de determinados personagens - Ross machista ganha disparado - mas não pode negar que a série não tem diversidade e representatividade.

Friends tem:

  • Casamento homossexual - a ex do Ross chega inclusive a se casar com sua namorada e é ele quem a leva ao altar.
  • Personagens transgênero - o pai do Chandler, vivido pela fantástica Kathleen Turner. 
  • Empoderamento feminino - Rachel evoluiu durante a série, de uma filha de papai mimada e dependente, para uma bem sucedida profissional da moda. 
  • Inclusão de personagens com condições neuropsiquiátricas - embora não seja dito, Phoebe é nitidamente uma pessoa com traços de TDHA. Se você não concorda, reveja a série prestando atenção exclusivamente na personagem. Mônica, que foi obesa na juventude - revelando ser comedora compulsiva - transfere sua ansiedade para a limpeza e organização, um claro sinal de TOC. Tem ainda a namorada do Ross que raspa o cabelo e a fã louca do Joey (vivida por Brook Shields). 
  • Amadurecimento - o machista, ciumento e possessivo Ross amadurece muito durante a série, chegando a se tornar um homem muito melhor ao final das 10 temporadas. O pai da namorada novinha do Ross (vivido por Bruce Willis) que apesar de se mostrar durão, não passa de um homem inseguro e chorão. 
  • Inclusão de outras etnias - a personagem Charlie, que namora com Joey e Ross na série, uma paleontóloga lindíssima; uma das namoradas do Ross que ele conhece na China. 

Tem muita diversidade sim, em Friends. 

"Ahhh mas no elenco principal não tinha diversidade", pois é, em "Um maluco no pedaço", "eu, a patroa e as crianças" e "todo mundo odeia o Chris" também não tem e ninguém reclama...



terça-feira, 12 de maio de 2026

Depois da festa de 15 anos da criança, nada mais justo que visitar as primas de Catanduva.

Eu não pisava lá a anos, desde o enterro da Meyre. Nunca fui visitar o túmulo - e não sinto nada a esse respeito, pois ali é só a última morada do corpo, sua alma não está lá. Só que descobri que não tem a plaquinha dela, nem da Tia Aracy, nem do vô Costa nem da Tia Ana (roubaram essas duas últimas e um mal entendido deixou as outras de fora), e agora estou cotando plaquinhas de cemitério. 

Lembrei que em setembro de 2025, faz 10 anos de falecimento da minha mãe e eu nem acendi uma vela, só pedi uma missa - e nem foi no dia certo. Isso me torna uma filha relapsa?
É que eu não sou ligada em aniversários de morte. Enfim... Aproveitei a viagem para ir ao cemitério e acender uma vela. 

Então, marcamos e fomos, eu e Carol - Fabio tinha frete. Fomos sábado de manhã e chegamos domingo à noite, pois não tinha ninguém para alimentar os cachorros. No sábado fiz questão de visitar o Zéti. Quanto tempo que eu não o via. Que saudade!

Poli chegou de ônibus depois e ficou até terça. 


Me diverti horrores, como sempre me diverti em todas as viagens para Catanduva. A cidade parece que tem um ar diferente. 

Fomos comemorar o aniversário da Ana Clara. Foi muito, muito especial ter de novo uma família. 


terça-feira, 28 de abril de 2026

Carol quis discurso no aniversário de 15 anos dela, e eu sem saber o que dizer. 

Pensei em juntar uma frase de uma musica aqui, um motivacional ali. Sem ideias. Lembrei de 2 que eu gosto muito, a letra da música "O que se leva da vida" e aquela fala do Stallone em Rocky Balboa (2006) para o filho, inclusive é algo que eu falo muito pra Carol, que a vida vai bater e ela precisa levantar. E fiz a IA (Gemini) mesclar ambos os textos, pra ver o que dava.

E aí eu pensei que eu tenho um amigo que é especialista nisso, fazer música, e fui até a ótica do Augusto e pedi pra ele me ajudar. Ele rejeitou a ajuda da IA, perguntou o estilo que eu queria a música e fez sua mágica acontecer: 

Anna Carolina chegou feito brisa

Anna Carolina chegou feito brisa
No sorriso a leveza da manhã
Cresceu entre o orvalho e o perfume dos campos
Gestos francos
Fronte alta
A alma inteira sã

Anna Carolina
Jeito de moça que guarda no peito a menina
Quinze anos de vida escritos com a tinta do amor de seus pais

No lombo da égua a mirar horizontes
Aprende que estradas não são só de curvas, mas de retas e pontes
Cachorros ao lado
Lealdade não se compra
Lealdade é o que sustenta a alma se a saudade dobra

Que Deus lhe guarde, Anna Carolina
Que Deus abra as porteiras por onde você passar
Vai pelo mundo, Anna Carolina
Quinze anos é pouco
Que a terra que te criou não pare nunca de te esperar

O começo lembra as modas do Almir Sater. Ficou tão, mas tão linda que eu troquei a música da entrada (que ia ser a música tema de Spirit) por essa, e nem preciso dizer que fez todo mundo chorar. 

Mas ainda faltava o discurso. E aí, eu lembrei que em 2022 eu achei um texto, tirei print e guardei, pois queria, um dia, poder dizer aquelas palavras a ela, de preferência quando ela fizesse 15 anos. 

Já pensou, guardo anos e anos a frase e esqueço de usar? Adaptei e usei (sem IA, pois quando falei que ia pedir pro Gemini me ajudar, tomei uma comida de rabo do Augusto, "a gente é formado em letras, e você vai pedir ajuda de uma IA? toma vergonha"). 


domingo, 26 de abril de 2026

Os 15 anos da Carol

 Minha filha fez 15 anos. 

Meu Jesus, 15 anos. Tanta coisa aconteceu nesses 15 anos! Ela nasceu, minha mãe adoeceu, faleceu, passamos por uma pandemia Global, ficamos trancados em casa... Estamos lascados com o Lula se vingando dos brasileiros...

Bom, inicialmente queríamos fazer uma festa, 150 convidados, salão, ou chácara, ela entrando à cavalo, troca de vestido, dia de princesa... E aí a gente acordou e caiu na real, a grana não ia dar.

Daí eu quis leva-la em uma viagem (não para Colíder visitar a irmã como ela queria, algo mais perto) e sondei os valores de um jantar no Terraço Itália, e uma visita ao aquário Municipal de SP, para ver os ursos polares.
Primeiro empecilho, tempo: não dava pra fazer tudo.
Segundo, roupas de gala, obrigatórias para ir até o restaurante. Ahhh mas precisava ser no Terraço Itália? Sim, pois eu já fui e foi uma das experiências mais incríveis da minha adolescência.
Terceiro, comida cara e pouca - teríamos que jantar ANTES de ir. Para tentar baratear, ao invés de jantar, pensei em um almoço na sexta ou sábado antes do dia 26, eles tem pratos executivos. Ainda assim, ia ser alto o valor, e pensei em irmos só no prédio, eles tem lá um passeio panorâmico para ver a cidade ao por do sol. Não ia ser top, maaasss... 
Daí o Fabio queria ir também no Simba Safári e no Zoológico. Ou seja, definitivamente não ia dar tempo.

E estávamos nessa programação quando tudo foi por água abaixo: Carol vai numa festa de 15 anos de uma amiguinha de escola e volta toda sonhadora (logo ela, que disse que não queria festa e sim, passar o dia com a Karla no shopping), falando que se a gente conseguisse, ela queria uma festa sim, com direito a primeira dança com o pai, um buquê dado por ele, vestido, nem que fosse só espetinho com mandioca... Mas se desse... E olhou pra nós com olhos de quem tem lombriga e nós, todos trouxas apaixonados por ela que somos, fomos atrás do impossível: fazer uma mini festa de 15 anos. E toca cotar preço de buffet, salão, decoração, etc.

Comentei com a Carla, minha prima de Catanduva, que TALVEZ fizéssemos uma festa, e o assunto morreu. Justamente naquela semana

As primas reunidas depois de tantos anos

ela me cobrou, "cadê a festa que você não me convidou?"; expliquei que não ia ter festa, pois as coisas estavam caras demais, o buffet estava cobrando caro para nós (cada um coloca o preço que quiser no seu serviço, eu só não poderia pagar).

E ela disse: não seja por isso, eu faço a comida

E, tendo resolvido isso, fomos atrás do resto: Fabrício deu a decoração, conseguiu um vestido lindíssimo de graça, os sapatos ela ganhou da Louise, a maquiagem ela ganhou, Ana comprou um anel de prata pro Fabio dar, compramos o buquê, conseguimos um bolo mais em conta, enfim... 
As coisas começaram a acontecer, DJ, fotógrafo, lista de convidados (que teve que ser reduzida e depois aumentada).

Único senão: Fabio ficou doente, ruim de tudo, mal conseguiu dançar a valsa. 

Poli veio, Carla e Ana Clara vieram. 


Indescritível. Fantástico. Tivemos muita ajuda. 
Infelizmente não consegui convidar todos que queria, mas deu tudo certo. 

E nossa querida fez 15 anos. 

quarta-feira, 22 de abril de 2026

 Como a probabilidade de fazer uma festa de 15 anos pra Carol é reduzida cada dia que passa - os preços, os preços, meu Deus do céu, o que vai ser do Brasileiro? - pedi ao Breno para fazer um ensaio fotográfico com ela e sua amada égua. 


Fomos então para Penápolis e fizemos algumas das mais lindas fotos da Carol. 




terça-feira, 24 de março de 2026

 Outro dia, desmontando umas gavetas, um armário antigo e velho, achamos algumas coisas do passado: fotos, cartões postais e alguns dos meus diários. 

Carol ficou encantada em (tentar) ler coisas que eu pensava, com a mesma idade que ela tem hoje, Na verdade eu iniciei meu primeiro diário aos 10 anos acho.

Conforme ela lê, vai me dando vergonha alheia, e ao mesmo tempo, coisas que eu me lembro tão bem, como se fosse ontem. Outras eu realmente não recordava.

Mas fica aqui pelo menos duas certezas: que a vida de outra pessoa parece ser sempre mais divertida do que foi, aos olhos de alguém de fora. A vida da minha mãe me parecia ser muito mais incrível do que a minha foi. E eu vi, pelas falas da Carol, que a minha vida foi mais divertida que a dela. E diferença é que minha mãe me contava de forma oral suas peripécias de adolescente e eu deixei escrito - ainda que com uma letra horrorosa ("depois você diz que a minha letra é feia"). 

A segunda certeza é que todo adolescente é chato, depressivo, com pensamentos confusos e sofrimento desnecessário. Nem eu me recordava de ser tão melancólica daquele jeito. 😂😂

 Acho que nem postei aqui, e se postei, foi por puro esquecimento - afinal, aos 52 anos, a gente percebe que a cabeça já não é mais a mesma....