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sexta-feira, 6 de maio de 2022

Prós e contras do remake de Pantanal: a onça Mati

Na novela original, as imagens de onça limitavam-se a poucos closes de alguma filmagem que devem ter feito naquela época e alguns miados de algum felino selvagem, como um lince. A onça Marruá ficava miando do lado de fora da janela da Juma, tocando medo em todos que não fossem a própria menina. 

No remake, contrataram uma onça de verdade, domesticada, para fazer algumas cenas, e ficou muito bom. 

A onça em questão se chama Mati e tem uns 3 anos de idade. 

Resumindo, Mati era famosa no IOP (Instituto Onça Pintada) até o dia em que foi permutada para outro instituto - o NEX. 

"Permutada", pois esses institutos de conservação in situ fazem troca de animais, para que a espécie em questão não desapareça e tenha material genético para se trabalhar mais para frente, em caso de repovoamento. 

Então, quando alcançou uma determinada idade, o NEX precisava de uma onça  para reproduzir e o IOP tinha, e foi feita a permuta. O NEX mandou um macho melânico chamado Ogun e recebeu a Mati.
Acompanhamos o dia que a Mati foi embora, de coleira, numa caixa forte.

Mas como, de coleira?
Pois é. O Leandro, do IOP, acostuma a maioria de suas onças a andar com ele, soltas ou de coleira, para que eles tenham um manejo tranquilo, sem precisar colocar o animal para dormir, cada vez que precisa trocar de recinto ou fazer algum procedimento que necessite de contato direto. Obviamente algumas não tem jeito, como a Coragem, mas a maioria das oncinhas que nascem no instituto são bem manejadas com os cães e os humanos, para sofrerem o mínimo de stress possível. 

Quando a globolixo precisou de uma onça para fazer o papel de Maria Marruá, e demais cenas em que fosse necessário uma onça aparecer, deve ter procurado o NEX, que tinha então a Mati, que sempre foi uma onça fofa e relativamente mansa, e que anda de coleira.

Mas daí surgiu uma TRETA!!

Pois o NEX quando contou a história da Mati, disse que ELES A RESGATARAM ainda filhote na mata, o que é uma deslavada MENTIRA!!
Não deram os devidos créditos ao IOP do Leandro e da Anah, que fizeram todo um trabalho desde que a Mati era bebê, mesmo porque ela NÃO FOI RESGATADA, ela NASCEU EM CATIVEIRO NO IOP, tem até um irmão. 

Todos que acompanham o IOP no youtube, no face e no instagram conhecem as onças deles.
Provavelmente se você tem watts, já deve ter visto algum vídeo do Landro, mesmo sem saber quem ele é: um cão da raça australian cattle dog anda junto com uma onça preta e seguem brincando? É dele esse vídeo e é antigo. Onças nadando em uma piscina? É dele esse vídeo. Joga na busca do youtube "australian e onça" e vai jorrar vídeos do IOP. 

Tudo bem o NEX usar a Mati, ela é deles agora, mas negar a verdadeira história da oncinha e não dar o devido crédito aos verdadeiros "amansadores de onça", é mau caratismo.

Em tempo, embora o trabalho do NEX seja admirável, eu nunca gostei deles, por causa da postura vitimista e distribuidora de "culpas".
Leandro é um cara que faz seu trabalho e segue em frente, NEX faz seu trabalho mas curte distribuir culpas e fomentar o ódio. 

Enfim, da próxima vez que vocês verem uma onça em Pantanal, lembrem-se que ela chama Mati e nasceu em cativeiro, foi mimada e bem cuidada a vida toda.

terça-feira, 3 de maio de 2022

Prós e Contras do remake de Pantanal: personagens Maria Marruá e Gil

O casal de histórico mais trágico da novela chega ao Pantanal fugido, para tentar vida nova. 
Tendo deixado 3 filhos enterrados para trás, pela primeira vez eu farei um "contra" para a versão original: a Maria de Kássia Kiss parece ser nova e bonita demais para o papel. Não existe sofrimento em seu rosto. Ah, sim, ela imprimiu esse sofrimento na interpretação, que é fantástica, mas aos 32 anos quando fez a novela, Kássia parece mais uma menina. Tanto que na segunda fase, apenas fizeram umas mechas brancas e colocaram umas rugas. E só! 
Maria Marruá aparece sempre bela e plena tanto na versão original quanto na moderna. 


Maria Marruá vivida por Kássia Kiss e Juliana Paes
A Maria Marruá de Juliana Paes está estupenda. Envelhecida, sofrida. Uma autêntica bóia fria que sabe que vai perder sua família se entrar no combate armado pelas terras. Uma mulher que, percebe-se, já cansou da vida. 
As "falhas" que eu vi, embora não sejam falhas, foi só meu gosto pessoal mesmo, foram da direção, como seus olhos ficando amarelos quando ela "vira onça". Não gostei disso, mas é meu gosto pessoal. 
Ou quando ela abandona a Juma e de arrepende, na primeira versão ela simplesmente se arrepende, não tem cobra nenhuma tentando comer a criança. 

Chamaremos isso de "licença poética" vai; assim como o nome da criança, no remake já sai automaticamente de seus lábios. Enfim, são coisas que eu achei bestas na trama. Nesse ponto a original ficou mais natural, não tão forçado.

No remake ninguém ali mergulha, no original a gente vê que fizeram a Kássia agachar e dar a impressão que estava nadando, ela demora pra recuperar o fôlego. 
No remake todos correm dentro d´água. Filmaram numa época de seca então nem a boiada passa dentro da água, que dirá os atores. 

Gil vivido por José Dumond e Enrique Diaz
Outro ponto para o remake, o Gil de Enrique Diaz é muito bom. O original também era, afinal José Dumond é um monstro da interpretação, mas EU - e novamente aqui estou analisando pelo meu ponto de vista e gosto estético - achava ele feio demais, gente do céu. 

Mas sem dúvida ambas as versões desse núcleo (que eu chamo de núcleo do Sarandi) ficaram excelentes. 

Enrique Diaz como Gil e Chico

 Uma curiosidade, Enrique Diaz foi o filho do Gil e da Maria na   primeira versão. 

 Chico, no remake, foi vivido pelo ator Túlio Starling, numa ótima   performance. 

Túlio Starling como Chico












De todos os grandes filmes que Sam Neill fez, eu me recordo do eterno professor Grant de Jurassic Park e Richard Martin, "pai" do ...