domingo, 23 de março de 2014
terça-feira, 18 de março de 2014
Quando minha mãe teve o AVC ela estava, como sempre, acompanhando todas as novelas que ela conseguia. Mas eu me recordo que no Vale a pena Ver de Novo estava passando "O Clone"e, no Viva, "Vale Tudo".
Eu passei quase 1 mês assistindo essas duas novelas, pra poder contar pra ela o que ela havia perdido, quando ela saísse da UTI, andando, falando e, lógico, muito brava por ter perdido tantos capítulos.
Ela nunca mais voltou ao normal; nunca mais conseguiu acompanhar uma novela. Ela teria adorado esse personagem Felix, do Mateus Solano.
Ela estaria "xingando muito" os mensaleiros, a Dilma e o Lula. E estaria adorando ver os preparativos pra Copa e pras Olimpíadas...
Ela teria adorado as novas animações que saíram depois de sua doença, "O segredo dos guardiões" ou "Toy Story 3".
E, principalmente, ela estaria se derretendo toda com as estripulias da Carol.
É... Nunca ninguém disse que a vida era justa...
Eu passei quase 1 mês assistindo essas duas novelas, pra poder contar pra ela o que ela havia perdido, quando ela saísse da UTI, andando, falando e, lógico, muito brava por ter perdido tantos capítulos.
Ela nunca mais voltou ao normal; nunca mais conseguiu acompanhar uma novela. Ela teria adorado esse personagem Felix, do Mateus Solano.
Ela estaria "xingando muito" os mensaleiros, a Dilma e o Lula. E estaria adorando ver os preparativos pra Copa e pras Olimpíadas...
Ela teria adorado as novas animações que saíram depois de sua doença, "O segredo dos guardiões" ou "Toy Story 3".
E, principalmente, ela estaria se derretendo toda com as estripulias da Carol.
É... Nunca ninguém disse que a vida era justa...
Eu tenho 40 anos.
Convivo com cães desde que nasci. Meu amor aos cães vem desde pequena, quando eu achava que a Suzy "era minha" e na verdade era da minha avó.
Desde então eu tenho convivido com cachorros das mais variadas raças, tamanhos e "personalidades".
Desde os 15 eu convivo com dobermanns. A única vez que fiquei sem um em casa foi antes do Moxitinho chegar e eu quase ter ficado paranoica, trancando a casa, achando que ladrões iam entrar em casa a qualquer momento, pois eu sempre liguei a segurança da minha casa aos dobermanns.
Mas nem só de uma raça vive o cinófilo, então ao longo dos anos eu também convivi com as mais diversas raças caninas possíveis. Grandes, pequenos, médios, bravos, mansos, apáticos, ligados no 220, cavadores de buraco, puxadores de roupa, escaladores de canil, matadores de gatos (aliás de tudo), peludos, pelados, saudáveis, doentes, gulosos, frescos...
Se eu entendo de genética, biologia, estrutura, veterinária, etc etc etc? O suficiente pra não fazer burrada com eles.
Eu prefiro observar meus cães, compreender como funciona o "mecanismo" de sobrevivência e convivência conosco. Minha praia, por assim dizer, é manejo.
Por exemplo, eu sei que cachorro que come comida humana, resto de prato, etc, tem dificuldade em aceitar ração. É uma adaptação lenta e dolorosa pro cão, que tende a emagrecer.
Cachorro não morre de fome se tiver "comida" à disposição dele, então a gente sabe que ele VAI comer, mas antes ele vai emagrecer e fazer drama...
Cachorro que foi criado na ração tem mais facilidade de adaptação, sabe que aquelas bolinhas sem palatabilidade são comida. Mas também eles, se for oferecida comida, renegam ração.
Convenhamos, quem quer voltar pro coxão duro depois de anos comendo filé?
Então quando vem pra mim um cachorro enjoado na ração, eu sei que ele passou anos comendo comida, seja ela resto de mesa ou feita pra ele... Não adianta querer me enganar, é um fato...
Convivo com cães desde que nasci. Meu amor aos cães vem desde pequena, quando eu achava que a Suzy "era minha" e na verdade era da minha avó.
Desde então eu tenho convivido com cachorros das mais variadas raças, tamanhos e "personalidades".
Desde os 15 eu convivo com dobermanns. A única vez que fiquei sem um em casa foi antes do Moxitinho chegar e eu quase ter ficado paranoica, trancando a casa, achando que ladrões iam entrar em casa a qualquer momento, pois eu sempre liguei a segurança da minha casa aos dobermanns.
Mas nem só de uma raça vive o cinófilo, então ao longo dos anos eu também convivi com as mais diversas raças caninas possíveis. Grandes, pequenos, médios, bravos, mansos, apáticos, ligados no 220, cavadores de buraco, puxadores de roupa, escaladores de canil, matadores de gatos (aliás de tudo), peludos, pelados, saudáveis, doentes, gulosos, frescos...
Se eu entendo de genética, biologia, estrutura, veterinária, etc etc etc? O suficiente pra não fazer burrada com eles.
Eu prefiro observar meus cães, compreender como funciona o "mecanismo" de sobrevivência e convivência conosco. Minha praia, por assim dizer, é manejo.
Por exemplo, eu sei que cachorro que come comida humana, resto de prato, etc, tem dificuldade em aceitar ração. É uma adaptação lenta e dolorosa pro cão, que tende a emagrecer.
Cachorro não morre de fome se tiver "comida" à disposição dele, então a gente sabe que ele VAI comer, mas antes ele vai emagrecer e fazer drama...
Cachorro que foi criado na ração tem mais facilidade de adaptação, sabe que aquelas bolinhas sem palatabilidade são comida. Mas também eles, se for oferecida comida, renegam ração.
Convenhamos, quem quer voltar pro coxão duro depois de anos comendo filé?
Então quando vem pra mim um cachorro enjoado na ração, eu sei que ele passou anos comendo comida, seja ela resto de mesa ou feita pra ele... Não adianta querer me enganar, é um fato...
Quando meu pai morreu, tantos anos atrás, deixou um legado de muitos álbuns em vinil, de música clássica. Eu os distribuí pela família; fiquei com apenas Peter und der Wolf, um LP pequeno e já bem gasto, creio porque todos nós sempre gostáramos da história e porque, sendo a narração em alemão, ambos, Márcio e Meyre, iam traduzindo pra mim passo a passo.
Meu pai morreu antes da popularização dos CD`s. Eram caros, na época. mas ele comprou alguns, e eu tratei de expandir sua coleção, mesmo porque me arrependi muito de ter doado os LP`s, eram albuns grandes, em caixas, com as histórias das músicas, traduções e curiosidades.
Eu aprendi muito - e desde então esqueci muito também.
Mas outro dia, recordando e limpando a estante dos CD`s, resolvi fazer download de algumas músicas clássicas, as minhas preferidas...
E quem disse que eu lembrava o nome? Ahhh...
Bom, mas eu meti a cara e baixei algumas, e pretendo copiar dos CD`s pro meu PC.
O fato é que o legado nunca esteve nos discos, nos velhos LP`s. Estava o tempo todo nas músicas.
As vezes eu coloco uma pra ouvir - como Tchaikovsky, 1812 Overture - e me recordo dele narrando parte por parte, "agora a Marselhesa, Napoleão está invadindo São Petesburgo... agora, ouve os canhões? Os franceses estão sendo expulsos". Ou ainda na música de Borodin, Príncipe Igor, Danças Polovitsianas, "o Principe foi aprisionado e estão dançando para ele".
Como eu queria que ele estivesse vivo...
Ele ia se deleitar com as MP3, com os computadores, a tecnologia, ele sempre amou tecnologia, teve um xadrez eletrônico!!
Tentou me ensinar a jogar xadrez mas eu nunca consegui aprender. Como deve ter sido frustrante pra ele, sua única filha que não gostava de matemática nem conseguia entender as regras do jogo dos reis...
Meu pai morreu antes da popularização dos CD`s. Eram caros, na época. mas ele comprou alguns, e eu tratei de expandir sua coleção, mesmo porque me arrependi muito de ter doado os LP`s, eram albuns grandes, em caixas, com as histórias das músicas, traduções e curiosidades.
Eu aprendi muito - e desde então esqueci muito também.
Mas outro dia, recordando e limpando a estante dos CD`s, resolvi fazer download de algumas músicas clássicas, as minhas preferidas...
E quem disse que eu lembrava o nome? Ahhh...
Bom, mas eu meti a cara e baixei algumas, e pretendo copiar dos CD`s pro meu PC.
O fato é que o legado nunca esteve nos discos, nos velhos LP`s. Estava o tempo todo nas músicas.
As vezes eu coloco uma pra ouvir - como Tchaikovsky, 1812 Overture - e me recordo dele narrando parte por parte, "agora a Marselhesa, Napoleão está invadindo São Petesburgo... agora, ouve os canhões? Os franceses estão sendo expulsos". Ou ainda na música de Borodin, Príncipe Igor, Danças Polovitsianas, "o Principe foi aprisionado e estão dançando para ele".
Como eu queria que ele estivesse vivo...
Ele ia se deleitar com as MP3, com os computadores, a tecnologia, ele sempre amou tecnologia, teve um xadrez eletrônico!!
Tentou me ensinar a jogar xadrez mas eu nunca consegui aprender. Como deve ter sido frustrante pra ele, sua única filha que não gostava de matemática nem conseguia entender as regras do jogo dos reis...
quinta-feira, 13 de março de 2014
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Teoricamente, todo cavalo é igual.
Você tem seu cavalo e pode passar a vida toda, com ele, muito feliz. Ele anda, trota e galopa com você, ele até salta! Mas o problema é quando você quer se especializar em algo com esse cavalo.
Competições equestres de salto, por exemplo, pedem cavalos altos para saltos mais fortes. Seu cavalo não vai se encaixar nesse gabarito. Ele até salta, e bem, mas se você quiser mesmo ir em frente no esporte, precisa deixar seu cavalinho de lado e arrumar outro mais adequado.
Corridas de cavalo exigem raças específicas. PSI só corre com PSI. QM só corre com QM de linhagem de corrida. Sim, QM tem animais de conformação, de corrida, de rédeas, apartação, de laço... Um QM de apartação não vai alcançar a mesma velocidade de um de corrida.
Seu cavalo trota? Legal, todos eles tem sua forma de "trote", até os marchadores. Mas se você quiser se dedicar à corrida de trote, vai ver que seu cavalo não chega nem perto das raças trotadoras, animais que alcançam velocidades fabulosas sem galopar.
Se sua praia é cavalgada, qualquer cavalo serve? Novamente, teoricamente sim, porém qual é mais cômodo? Um trotador ou um marchador? Qual fará com que você se sinta melhor montando por cerca de 30km? Um cavalo que trota o tempo todo ou um animal que marcha e é bem mais suave?
O uso correto de um cavalo na função ideal permite um melhor rendimento.
Muitos ignoram que D. Pedro I não estava em um belo cavalo ao proclamar a Independência, e sim num burro.
Na Idade Média existia uma diferença básica entre cavalos.
Um cavalo para um camponês tinha valor incalculável, ele arava a terra bem mais rápido que os humanos poderiam fazer.
Os palafréns eram cavalos mansos e belos, geralmente montados por jovens damas e escudeiros e usados em desfiles.
Os cavalos de caça eram ágeis e fortes.
E os cavalos de batalha era a cereja do bolo. Animais muitas vezes treinados para serem perigosos, os cavalos de batalha dos lordes custavam caríssimo. No começo, eram usados grandes cavalos de tração, de patas peludas, que suportavam carregar muito peso (pensem em toda a equipagem dos cavaleiros, aquelas armaduras pesavam).
Depois das cruzadas, onde os cavaleiros medievais conheceram os turcos e seus leves e ágeis cavalos árabes, os cavalos de batalha medievais passaram a ser mais ágeis (alguns supõe que a origem do frísio vem daí).
Comprar e sustentar um cavalo desses era algo que só lordes abastados conseguiam fazer.
Esse texto é apenas uma filosofada básica sobre cavalos e suas utilizações...
Para quem quer adquirir um animal pra uma coisa e acha que qualquer um serve...
Você tem seu cavalo e pode passar a vida toda, com ele, muito feliz. Ele anda, trota e galopa com você, ele até salta! Mas o problema é quando você quer se especializar em algo com esse cavalo.
Competições equestres de salto, por exemplo, pedem cavalos altos para saltos mais fortes. Seu cavalo não vai se encaixar nesse gabarito. Ele até salta, e bem, mas se você quiser mesmo ir em frente no esporte, precisa deixar seu cavalinho de lado e arrumar outro mais adequado.
Corridas de cavalo exigem raças específicas. PSI só corre com PSI. QM só corre com QM de linhagem de corrida. Sim, QM tem animais de conformação, de corrida, de rédeas, apartação, de laço... Um QM de apartação não vai alcançar a mesma velocidade de um de corrida.
Seu cavalo trota? Legal, todos eles tem sua forma de "trote", até os marchadores. Mas se você quiser se dedicar à corrida de trote, vai ver que seu cavalo não chega nem perto das raças trotadoras, animais que alcançam velocidades fabulosas sem galopar.
Se sua praia é cavalgada, qualquer cavalo serve? Novamente, teoricamente sim, porém qual é mais cômodo? Um trotador ou um marchador? Qual fará com que você se sinta melhor montando por cerca de 30km? Um cavalo que trota o tempo todo ou um animal que marcha e é bem mais suave?
O uso correto de um cavalo na função ideal permite um melhor rendimento.
Muitos ignoram que D. Pedro I não estava em um belo cavalo ao proclamar a Independência, e sim num burro.
Na Idade Média existia uma diferença básica entre cavalos.
Um cavalo para um camponês tinha valor incalculável, ele arava a terra bem mais rápido que os humanos poderiam fazer.
Os palafréns eram cavalos mansos e belos, geralmente montados por jovens damas e escudeiros e usados em desfiles.
Os cavalos de caça eram ágeis e fortes.
E os cavalos de batalha era a cereja do bolo. Animais muitas vezes treinados para serem perigosos, os cavalos de batalha dos lordes custavam caríssimo. No começo, eram usados grandes cavalos de tração, de patas peludas, que suportavam carregar muito peso (pensem em toda a equipagem dos cavaleiros, aquelas armaduras pesavam).
Depois das cruzadas, onde os cavaleiros medievais conheceram os turcos e seus leves e ágeis cavalos árabes, os cavalos de batalha medievais passaram a ser mais ágeis (alguns supõe que a origem do frísio vem daí).
Comprar e sustentar um cavalo desses era algo que só lordes abastados conseguiam fazer.
Esse texto é apenas uma filosofada básica sobre cavalos e suas utilizações...
Para quem quer adquirir um animal pra uma coisa e acha que qualquer um serve...
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Numa noite particularmente espinhosa, resolvi sofrer um pouco e visitar os lugares da minha infância.
Comecei com a Djalma Bento, claro. Andei pelo bairro todo, vi minha ex casa, vi a casa do Vi, do Beto, do Sandro e a casa de todos os meus ex vizinhos, inclusive a que continua sendo, pra mim, a mais bela da rua, a casa da Eliana. Nenhum dos terrenos baldios onde brincamos tanto existe mais.
Depois disso, fui até a rua Ática ver como estava a última casa dos meus avós. Mudaram toda a fachada, quase não reconheci...
Tentei encontrar a casa da Tia Romilda, da Égide, mas não lembrava o nome da rua (Palacete das Águias) então fui a pé, atravessei a avenida Santa Catarina e encontrei a casa da Tia Roma pela fachada (o portão com bolinhas continua igual), mas a linda casa da Égide não achei, porque fecharam aquela entrada tão verde e aberta com portões... Nem quero imaginar como a casa estará por dentro e o que terá acontecido àquele aconchegante quintal...
Ainda caminhando, desci a antiga Termópilas, hoje Itagiba Santiago e fui devagar, olhando casa por casa... E reconheci a velha casa que foi moradia de tantos, durante tanto tempo. Palco de tragédias e alegrias... Reconheci a entrada da garagem pelas pedras do calçamento, continuam as mesmas. O velho e assustador porão virou uma garagem, mas o que me chamou a atenção e me fez ter certeza que eu olhava a casa certa foram as janelas! As janelas quadradas da sala, com vidro. As janelas quadradas do andar de cima, com as mesmas persianas, ou como quer que se chame aquele meio de fecha-las... Abrem por baixo... Quase não acreditei que em todos esses anos nunca modificaram essas janelas!!
E o portão que dava para a entrada lateral e o jardim, continua exatamente o mesmo!!!!
Não satisfeita, dei a volta no quarteirão (rua Maratona) tentar encontrar a casa da Tia Romilda que dava fundo com a da Ma e do Chico. Acho que encontrei!! Pelo menos onde eu lembro que era a casa e aparentemente a fachada onde tinha um jardinzinho de gnomos não parece muito diferente. Ainda dei uma olhada nas casas do lado, mas sim, era isso mesmo... Era aquela casa, com uma entrada lateral que descia pra casa dos meus avós.
Por fim, resolvi ir até a Rua Galileu. Desci aquela rua comprida, que terminava em uma rua sem asfalto, com um motel e a favela do Buraco Quente, antes, e onde hoje já não existe mais favela... Bom, o Motel ainda existe, mas onde era a favela virou o tal águas espraiadas, hoje é uma avenida chamada Jornalista Roberto Marinho...
A casa em si mudou muito! Será que preservaram a lareira??
Um dos terraços, onde ficava a Sharon, virou um quarto, em cima da garagem com portão basculante de madeira, onde guardávamos tantas tranqueiras e a mesa de ping pong.
Aparentemente a varandinha do quarto da Mafalda sobreviveu.
Depois, mesmo porque ainda era cedo, resolvi dar uma voltinha no Baguaçu, porque não?
Tudo lá. A Igreja, o barracão, a praça... Fui descendo e passei pela venda... Vi a fazenda da D. Antoninha, imponente como sempre e cheguei até a encruzilhada da fazenda do Tio Orlando.
Notei uma estrada nova que deve servir para ir até o sítio do Jair, sem ter que passar na frente da sede da Bela Vista. Ou então é alguma estrada para caminhões, pois ela dá em frente aos barracões, enfim... É uma estrada "nova" pra mim.
Notei uma estrada nova que deve servir para ir até o sítio do Jair, sem ter que passar na frente da sede da Bela Vista. Ou então é alguma estrada para caminhões, pois ela dá em frente aos barracões, enfim... É uma estrada "nova" pra mim.
Vista de cima, a fazenda parece mais um SPA ou uma pequena cidade, e com direito a praça! O terreirão continua lá. Mas acredito que o resto deve ter sido reformado...
Peguei o desvio que leva à outra parte da fazenda, onde era a Colônia (será que ainda existe? as casas estão ali?) Mas se existe algo lá, as enormes árvores tamparam...
Dei uma última olhada ao redor, onde antes eram os pastos que eu me perdia à cavalo... e saí.
Dei por encerrada minha visita. Basta de recordações por hoje, me deixam triste.
Talvez seja minha memória da infância, mas eu preferia MIL VEZES as coisas como eram antigamente.
Google Earth e Street View, estou muito grata pela ajuda. Valeu.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Carol passou do mini maternal pro maternal. Com isso, mudaram coleguinhas e professoras, além da sala de aula.
Mas algumas coleguinhas continuaram, então no primeiro dia, lá vai ela se sentar com uma das "veteranas".
A menininha, linda, olhou pra mim e disse:
- Tia, olha a bola de massinha que eu fiz!
- Que linda sua bolinha! Carol, faz uma também!
- Tia, o nome dela não é Carol, é Anna Carolina.
- ... ah...
Na saída, fui busca-la. Falante como só ela tem conseguido ser esses dias, Carol começa um monólogo e se perde na conversa.
Na terça feira, na saída da escolinha, lá fomos nós conversando sobre o dia de aula dela:
- E aí Carol, gostou da aula?
- Sim.
- Quem estava na sala?
E ela foi falando o nome dos coleguinhas que ainda permaneciam com ela, comentando que fulano ou beltrano não estavam indo mais.
- Mas logo logo você vai fazer amiguinhos novos.
- Os amiguinhos novos são chatos.
- Não são, Carol, tem que esperar e conhecer eles melhor, dá uma chance pra eles né?
- Não, eles são chatos. Você é chata.
- Eu? Porque eu sou chata????
- Porque você me morde, me belisca, me bate, é teimosa, bate na minha bunda e não deixa eu comer chocolate.
Eu ri, lógico, e perguntei de novo e ela repetiu tudo isso...
Aí eu falei: É??? E você sabe porque eu faço tudo isso? Porque você me morde, me belisca, me bate, me chuta, passa meleca em mim, manda eu cheirar seu pum (nisso ela já começou a rir), faz lesminha em mim, acha que é fácil aguentar você???
E assim a vida corre...
ahh, perdi minha aliança dia 27/01/2014. Ótima maneira de começar o ano...
- Não, eles são chatos. Você é chata.
- Eu? Porque eu sou chata????
- Porque você me morde, me belisca, me bate, é teimosa, bate na minha bunda e não deixa eu comer chocolate.
Eu ri, lógico, e perguntei de novo e ela repetiu tudo isso...
Aí eu falei: É??? E você sabe porque eu faço tudo isso? Porque você me morde, me belisca, me bate, me chuta, passa meleca em mim, manda eu cheirar seu pum (nisso ela já começou a rir), faz lesminha em mim, acha que é fácil aguentar você???
E assim a vida corre...
ahh, perdi minha aliança dia 27/01/2014. Ótima maneira de começar o ano...
sábado, 4 de janeiro de 2014
Outro dia me peguei pensando que a minha filha não vai ter a mesma infância que eu tive - e isso me deixou bem triste.
Porque a minha infância e adolescência foram lindas.
Eu tive tudo na ordem certa: amizades de rua que viviam as aventuras comigo; as amizades de escola que eram totalmente especiais; uma família maravilhosa que estava sempre ali; animais de estimação perfeitos e o melhor lugar do mundo pra passar as férias.
Não sei se a Carol terá tudo isso. Começando pela quantidade de primos que eu tenho, e ela está reduzida à família do Fabio.
Ela terá acesso a tecnologias que eu nunca tive, e que podem prende-la dentro de casa, de uma forma que eu nunca fiquei: a única coisa que me prendia em casa era TV e um livro.
O mundo dela já é bem mais violento de uma maneira que o meu nunca foi. Aliás eu não consigo sequer imagina-la andando pelos bairros de Birigui como eu andei pelos bairros de SP. Como eu andava de ônibus pra cima e pra baixo e como eu vagava pela minha cidade, enorme, sem medo.
Ela não terá amigos para brincar de Taco, na rua; de estátua; de esconde esconde; pega pega; balança caixão; carrinho de rolemã; pai da rua; pipa; bolinha de gude; pião. Talvez ela consiga andar de bicicleta na rua sob supervisão.
E talvez a turma dela nunca faça como a minha fez: uma última brincadeira, um jogo de pai da rua, ou esconde, ou pega, nem lembro, à noite, todos já com mais de 17 anos, se matando de correr e brincar... Foi a última vez que nos reunimos pra viver uma época boa de criança que nó sabíamos que nunca ia voltar...
A Carol não terá um tio benevolente com uma fazenda incrível, com peões, gado, plantação, pra passar as férias como eu tive. Não terá piscina com rampa pra escorregar, nem gado nelore pra tocar na estrada. Não terá primos em bagunça numa casa de fazenda enorme, com milho cozido a tarde e bolo de chocolate feito pela minha tia, que junto com a minha vó eram as melhores cozinheiras "do mundo".
Carol não terá como pular carnaval em Clementina com os melhores amigos do mundo, ou ir nas quermesses de Braúna com esses mesmos amigos.
Ela terá amigos cada dia mais dependentes de celulares, smartphones e outros aparelhos do gênero. Sim, ela terá acesso aos animais, tão preciosos pra nossa saúde mental, mas não será a mesma coisa, creio eu.
Se eu tivesse que congelar minha vida em algum ponto; se eu pudesse voltar no tempo e estacionar, eu estacionaria de 1985 à 1987, talvez. Eu estacionaria na sexta série e talvez, na sétima.
Foram os melhores ANOS da minha vida.
Não sei se tive ANOS felizes depois disso, eu consigo lembrar de MOMENTOS felizes, mas anos? Sem duvida foram os anos de 1985 à 1987.
Todas as pessoas que eu amava estavam vivas e, em determinado momento, juntas, na minha vida. Eu tinha acesso aos 2 lados da minha família, materno e paterno; tinha acesso à fazenda e aos muitos amigos que fiz no Baguaçu; tinha meus amigos de rua; meus amigos de escola; meus bichos de estimação, todos eles também vivos;
Definitivamente, nessa época eu era FELIZ como poucos conseguiram ser, ou como eu jamais seria de novo, pois como eu disse, existem na nossa vida momentos de felicidade... Mas nesses breves anos eu realmente FUI feliz.
Porque a minha infância e adolescência foram lindas.
Eu tive tudo na ordem certa: amizades de rua que viviam as aventuras comigo; as amizades de escola que eram totalmente especiais; uma família maravilhosa que estava sempre ali; animais de estimação perfeitos e o melhor lugar do mundo pra passar as férias.
Não sei se a Carol terá tudo isso. Começando pela quantidade de primos que eu tenho, e ela está reduzida à família do Fabio.
Ela terá acesso a tecnologias que eu nunca tive, e que podem prende-la dentro de casa, de uma forma que eu nunca fiquei: a única coisa que me prendia em casa era TV e um livro.
O mundo dela já é bem mais violento de uma maneira que o meu nunca foi. Aliás eu não consigo sequer imagina-la andando pelos bairros de Birigui como eu andei pelos bairros de SP. Como eu andava de ônibus pra cima e pra baixo e como eu vagava pela minha cidade, enorme, sem medo.
Ela não terá amigos para brincar de Taco, na rua; de estátua; de esconde esconde; pega pega; balança caixão; carrinho de rolemã; pai da rua; pipa; bolinha de gude; pião. Talvez ela consiga andar de bicicleta na rua sob supervisão.
E talvez a turma dela nunca faça como a minha fez: uma última brincadeira, um jogo de pai da rua, ou esconde, ou pega, nem lembro, à noite, todos já com mais de 17 anos, se matando de correr e brincar... Foi a última vez que nos reunimos pra viver uma época boa de criança que nó sabíamos que nunca ia voltar...
A Carol não terá um tio benevolente com uma fazenda incrível, com peões, gado, plantação, pra passar as férias como eu tive. Não terá piscina com rampa pra escorregar, nem gado nelore pra tocar na estrada. Não terá primos em bagunça numa casa de fazenda enorme, com milho cozido a tarde e bolo de chocolate feito pela minha tia, que junto com a minha vó eram as melhores cozinheiras "do mundo".
Carol não terá como pular carnaval em Clementina com os melhores amigos do mundo, ou ir nas quermesses de Braúna com esses mesmos amigos.
Ela terá amigos cada dia mais dependentes de celulares, smartphones e outros aparelhos do gênero. Sim, ela terá acesso aos animais, tão preciosos pra nossa saúde mental, mas não será a mesma coisa, creio eu.
Se eu tivesse que congelar minha vida em algum ponto; se eu pudesse voltar no tempo e estacionar, eu estacionaria de 1985 à 1987, talvez. Eu estacionaria na sexta série e talvez, na sétima.
Foram os melhores ANOS da minha vida.
Não sei se tive ANOS felizes depois disso, eu consigo lembrar de MOMENTOS felizes, mas anos? Sem duvida foram os anos de 1985 à 1987.
Todas as pessoas que eu amava estavam vivas e, em determinado momento, juntas, na minha vida. Eu tinha acesso aos 2 lados da minha família, materno e paterno; tinha acesso à fazenda e aos muitos amigos que fiz no Baguaçu; tinha meus amigos de rua; meus amigos de escola; meus bichos de estimação, todos eles também vivos;
Definitivamente, nessa época eu era FELIZ como poucos conseguiram ser, ou como eu jamais seria de novo, pois como eu disse, existem na nossa vida momentos de felicidade... Mas nesses breves anos eu realmente FUI feliz.
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Quando lançam um filme adaptado de um livro, eu tenho o hábito de ler o livro e comparar se o filme ficou bom/bem feito/fiel/mal adaptado, enfim...
O Hobbit, uma jornada Inesperada e O Hobbit, a desolação de Smaug, fizeram com que eu lesse novamente o livro de J.R.R. Tolkien, O Hobbit.
Exatamente como eu me lembrava, Thorin e cia, Bilbo e Gandalf não são os heróicos viajantes em busca do "lar perdido" dos anões. São criaturinhas grosseiras, resmungonas e acomodadas.
PJ leu nas entrelinhas o que os personagens PODERIAM vir a ser e, com isso, criou 3 filmes fabulosos, embora eu só tenha visto 2.
Valem a pena, e quero deixar pra escrever um texto mais longo quando lançarem o terceiro filme, daqui um ano...
Enquanto isso, aproveitem bem os filmes, suas adaptações e inclusive personagens inéditos e outros que, apesar de fazerem parte do Universo Tolkien, nunca apareceram n'O Hobbit (como Legolas e Tauriel). Mas acho compreensível.
Como mostrar a "casa" do elfo Legolas, seu pai, etc, e deixa-lo de fora?
Gostei muito MESMO dos 2 primeiros filmes...
Uma dica, assistam LEGENDADO.
O Hobbit, uma jornada Inesperada e O Hobbit, a desolação de Smaug, fizeram com que eu lesse novamente o livro de J.R.R. Tolkien, O Hobbit.
Exatamente como eu me lembrava, Thorin e cia, Bilbo e Gandalf não são os heróicos viajantes em busca do "lar perdido" dos anões. São criaturinhas grosseiras, resmungonas e acomodadas.
PJ leu nas entrelinhas o que os personagens PODERIAM vir a ser e, com isso, criou 3 filmes fabulosos, embora eu só tenha visto 2.
Valem a pena, e quero deixar pra escrever um texto mais longo quando lançarem o terceiro filme, daqui um ano...
Enquanto isso, aproveitem bem os filmes, suas adaptações e inclusive personagens inéditos e outros que, apesar de fazerem parte do Universo Tolkien, nunca apareceram n'O Hobbit (como Legolas e Tauriel). Mas acho compreensível.
Como mostrar a "casa" do elfo Legolas, seu pai, etc, e deixa-lo de fora?
Gostei muito MESMO dos 2 primeiros filmes...
Uma dica, assistam LEGENDADO.
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