sexta-feira, 1 de junho de 2018
RIP Ramona
segunda-feira, 28 de maio de 2018
Alguns fatos sobre mim, sobre a minha vida e personalidade:
Ganhei meu primeiro carro em 1991, pouco antes de fazer 18 anos - uma Brasília 1970, branca. Aliás Brasílias eram uma constante em nossa pequena família: meu pai teve, minha mãe teve, eu tive. Praticamente SÓ TIVEMOS BRASÍLIAS durante minha infância.
Aos 11 anos, eu já voltava da escola de ônibus, pra casa. Aos 13 eu comecei também a ir pra escola de ônibus - meu vô ia comigo até o ponto nos primeiros dias.
Os únicos lugares pra onde eu viajei de avião estão situados no Nordeste Brasileiro (Ceará, Rio Grande do Norte, Maceió e Bahia); no mais, eu sempre andei de ônibus.
O único lugar que eu conheço fora do Brasil é a Argentina (ah é, fui pra lá de avião também), a não ser que aquelas viagens de bate e volta pro Paraguai contem. Nunca fui pros EUA, nunca fui pra Europa. E nessa altura do campeonato, duvido que irei algum dia.
Minha filha nasceu na santa Casa de Birigui, pelo SUS, sem convênio médico - e assim continua até hoje, sem convênio.
Minha mãe ficou 10 dias na UTI da Unimed, sem convênio (na pressa em socorrê-la, eu acabei parando lá antes de chegar ao PS). Isso talvez tenha salvado sua vida (a velocidade com que eles a atenderam). A conta ficou em uns 50 mil reais, que eu paguei vendendo meu carro, pedindo dinheiro emprestado e parcelando o restante. Cada tomografia (ela chegava a fazer até 2 por dia) ficava em 900 reais, pagos antecipadamente.
A primeira vez que minha filha teve uma "virose", ela foi socorrida no Pronto Socorro da cidade, que não tinha "ala pediátrica".
A UBS do meu bairro é a UBS 7, e tenho o telefone deles no meu celular até hoje, se precisar.
Minha mãe nunca conseguiu home care nem fraldas ou alimentação em latas pela prefeitura, eu entrava com o pedido e como não podiam negar, eles simplesmente "sumiam" com o papel. Eu fiz tudo - paguei desde o enfermeiro que vinha dar banho nela até a fisioterapeuta e as latas e fraldas que ela usava. Recebi doações de outras pessoas, de amigos, nunca do governo.
Estou esperando uma endoscopia desde setembro de 2016 pelo SUS.
Parei de dar aulas para cuidar da minha mãe, pois o salário de uma cuidadora era mais do que eu ganhava.
Tive que vender vários carros que eu financiei por não conseguir pagar a prestação. Nunca consegui comprar um carro "semi novo" à vista, só financiado. Os que eu comprei à vista tem mais de 20 anos.
Em alguns dias, numa das piores crises financeiras por nosso comércio ter quebrado, em 2014, eu ia comer um salgado na cantina do fórum na hora do almoço - era mais barato que pedir marmita, assim a grana durava mais.
Minha filha já deixou de ir para a escola por não ter combustível no carro, nem nada pra colocar de lanche na mochila.
Já tomei água no café da manhã por não ter dinheiro e deixar a única caixinha de leite pra Carol.
Tenho dívidas pessoais - parentes e amigos - que ainda não quitei. Devo pro banco mais do que posso pagar.
Ajudei a eleger Lula, e vi que a esquerda nunca passou de uma direita disfarçada e pior, muito pior... Hoje voto só na direita, QUANDO VOTO.
Quando morei em SP, morava perto de santo Amaro/Interlagos, e não em algum bairro chique. Meu bairro não tinha praças, árvores, bares finos ou cafés, nem lojas. Nosso shopping era (acho que ainda é) o Interlagos.
Fiz várias vezes o percurso Avenida paulista - Avenida Joaquim Nabuco esquina com Washington Luis (minha avó morava na rua Atica) a pé por ter sido furtada na escola (Objetivo Paulista) e não ter coragem de descer do ônibus por trás.
Ganhei meu primeiro carro em 1991, pouco antes de fazer 18 anos - uma Brasília 1970, branca. Aliás Brasílias eram uma constante em nossa pequena família: meu pai teve, minha mãe teve, eu tive. Praticamente SÓ TIVEMOS BRASÍLIAS durante minha infância.
Aos 11 anos, eu já voltava da escola de ônibus, pra casa. Aos 13 eu comecei também a ir pra escola de ônibus - meu vô ia comigo até o ponto nos primeiros dias.
Os únicos lugares pra onde eu viajei de avião estão situados no Nordeste Brasileiro (Ceará, Rio Grande do Norte, Maceió e Bahia); no mais, eu sempre andei de ônibus.
O único lugar que eu conheço fora do Brasil é a Argentina (ah é, fui pra lá de avião também), a não ser que aquelas viagens de bate e volta pro Paraguai contem. Nunca fui pros EUA, nunca fui pra Europa. E nessa altura do campeonato, duvido que irei algum dia.
Minha filha nasceu na santa Casa de Birigui, pelo SUS, sem convênio médico - e assim continua até hoje, sem convênio.
Minha mãe ficou 10 dias na UTI da Unimed, sem convênio (na pressa em socorrê-la, eu acabei parando lá antes de chegar ao PS). Isso talvez tenha salvado sua vida (a velocidade com que eles a atenderam). A conta ficou em uns 50 mil reais, que eu paguei vendendo meu carro, pedindo dinheiro emprestado e parcelando o restante. Cada tomografia (ela chegava a fazer até 2 por dia) ficava em 900 reais, pagos antecipadamente.
A primeira vez que minha filha teve uma "virose", ela foi socorrida no Pronto Socorro da cidade, que não tinha "ala pediátrica".
A UBS do meu bairro é a UBS 7, e tenho o telefone deles no meu celular até hoje, se precisar.
Minha mãe nunca conseguiu home care nem fraldas ou alimentação em latas pela prefeitura, eu entrava com o pedido e como não podiam negar, eles simplesmente "sumiam" com o papel. Eu fiz tudo - paguei desde o enfermeiro que vinha dar banho nela até a fisioterapeuta e as latas e fraldas que ela usava. Recebi doações de outras pessoas, de amigos, nunca do governo.
Estou esperando uma endoscopia desde setembro de 2016 pelo SUS.
Parei de dar aulas para cuidar da minha mãe, pois o salário de uma cuidadora era mais do que eu ganhava.
Tive que vender vários carros que eu financiei por não conseguir pagar a prestação. Nunca consegui comprar um carro "semi novo" à vista, só financiado. Os que eu comprei à vista tem mais de 20 anos.
Em alguns dias, numa das piores crises financeiras por nosso comércio ter quebrado, em 2014, eu ia comer um salgado na cantina do fórum na hora do almoço - era mais barato que pedir marmita, assim a grana durava mais.
Minha filha já deixou de ir para a escola por não ter combustível no carro, nem nada pra colocar de lanche na mochila.
Já tomei água no café da manhã por não ter dinheiro e deixar a única caixinha de leite pra Carol.
Tenho dívidas pessoais - parentes e amigos - que ainda não quitei. Devo pro banco mais do que posso pagar.
Ajudei a eleger Lula, e vi que a esquerda nunca passou de uma direita disfarçada e pior, muito pior... Hoje voto só na direita, QUANDO VOTO.
Quando morei em SP, morava perto de santo Amaro/Interlagos, e não em algum bairro chique. Meu bairro não tinha praças, árvores, bares finos ou cafés, nem lojas. Nosso shopping era (acho que ainda é) o Interlagos.
Fiz várias vezes o percurso Avenida paulista - Avenida Joaquim Nabuco esquina com Washington Luis (minha avó morava na rua Atica) a pé por ter sido furtada na escola (Objetivo Paulista) e não ter coragem de descer do ônibus por trás.
Na esteira das recordações, vou contar como era nos 4 anos que eu usei o sus com a minha mãe.
Ela NÃO TINHA CONDIÇÕES de ir de carro, precisava ir de ambulância, não precisava de oxigênio mas precisava ir deitada. Não precisando do oxigênio, uma simples ambulância fiorino poderia leva-la, não era necessária uma UTI móvel.
Mas cansei de contar as vezes em que ela perdeu a consulta e teve que ser remarcada por "falta de ambulância" e "falta de combustível". Um dia eu tive que IR BUSCAR A EQUIPE pra uma visita em casa, pq NÃO TINHA GASOLINA NOS CARROS DAS UBS.
As viagens de ambulância eram sempre marcadas com antecedência. Confirmados um dia antes e confirmados na data. Uma das (ir)responsáveis pelo agendamento das ambulâncias era uma senhora arrogante e escrota que hoje deve ter se aposentado, espero... Minha casa é construída sobre uma laje piso. A entrada fica no meio e o acesso se dá por um corredor de 1m de largura. Uma maca NÃO PASSA por ali, elas não viram, só passam reclinadas.
Minha mãe, quando teve o AVC, era pesada e precisava sair PELA JANELA do quarto dela, um procedimento arriscado, sim, mas necessário, que me obrigada a sempre pedir ambulâncias de MACA BAIXA. Os meninos do resgate falaram que sempre que eu precisasse, que ligasse e pedisse pra eles, que eles viriam ajudar, afinal não era obrigação do motorista, certo?
Enfim, um dia eu perguntei pra essa mulher quando a ambulância viria, pq eu precisava ligar pros meninos do resgate (eles vinham num carro baixo, não na van de resgate) e ela literalmente COMEU MEU RABO, que era um absurdo eu deslocar tantas pessoas para transportar apenas uma. Eu ainda fui educada, sério, humilde, apavorada de ter aquele serviço negado, "mas moça, na minha casa a maca não passa na porta, é o único jeito de tirar a minha mãe dali", e eu ouvi dela: MUDA DE CASA ENTÃO.
Aquilo me remoeu por muito, muito tempo. Então eu pagava meus impostos, meu IR, pra ouvir esse tipo de coisa? Me peguei pensando no quanto eu me rebaixava, pedia, implorava, esperava, corria atrás... Meu pensamento era "engole a humilhação pq sua mãe precisa dessa pessoa". E mesmo assim, uma das consultas mais importantes no neurocirurgião da outra cidade, ela perdeu por birra dessa mulher. Eu demorei UM ANO pra conseguir remarcar de novo, e mesmo assim pq eu ia nos postinhos implorar pros chefes, e numa das trocas de liderança e prefeitura, eles conseguiram "encaixar" minha mãe. Nesse meio tempo, minha mãe emagreceu, lógico. Passou a pesar 40Kg e era só carregar no colo até a maca, que parava na porta do lado de fora - eu não tive condições de mudar de casa, como sugeriu a mulher do agendamento das ambulâncias.
Só que, dessa vez, eu fui vacinada. Dessa vez eu liguei e perguntei que horas a ambulância vinha, e me falaram que "já já", não tinha "nenhuma no momento. Bom... A hora limite pra gente sair de casa pra não perder a consulta chegando e nada da ambulância... Eu liguei lá... e falei naquele tom gentil que me é peculiar:
- SE ESSA AMBULÂNCIA CHEGAR ATRASADA, SE EU PERDER A CONSULTA DESSE MÉDICO, EU VOU AÍ COM A POLICIA, COM A TELEVISÃO, EU VOU DESTRUIR VOCÊS, EU QUEBRO TUDO, MOÇA, EU VOU PRESA MAS PODE TER CERTEZA QUE O NOME DE VOCÊS VAI APARECER EM REDE NACIONAL!!!
Infelizmente não era a chefe, era a subordinada (pra quem depois eu liguei e pedi mil desculpas), mas veio uma ambulância legalzinha e nos levou à consulta... Acha que acabou aí? Naaaaahhhh...
Conversando à toa com o motorista, ele me disse que O PÁTIO ESTAVA CHEIO DE CARROS, e que a chefe tinha esperado ele chegar, mandado ele levar a gente e "largar lá, que eu que me virasse pra voltar, pq ambulância não é táxi, assim ela aprende".
Minha pressão foi no céu. Brigar com o motorista, não ia adiantar. O que eu fiz? Liguei pra minha advogada, contei o ocorrido e ela disse que, se precisasse, que eu chamasse a TV e a PM e lavrasse um BO, pq estavam negando atendimento á minha mãe, maior de 60 anos, acamada, ou seja, uma pessoa com NECESSIDADE ESPECIAL DUPLA. Enquanto eu passava pela consulta com o neuro, depois de 1 ano, ela fez umas ligações e, ao sair, me esperava uma semi UTI móvel (não era van, mas era quase), que O PRÓPRIO PREFEITO tinha mandado ir me buscar, e queria saber pq aquilo estava acontecendo...
Dizem que a chefe das ambulâncias tomou uma comida de rabo... Me senti vingada... Esse foi o resumo de apenas UMA das coisas que a gente passa quando depende de serviço público...
Ela NÃO TINHA CONDIÇÕES de ir de carro, precisava ir de ambulância, não precisava de oxigênio mas precisava ir deitada. Não precisando do oxigênio, uma simples ambulância fiorino poderia leva-la, não era necessária uma UTI móvel.
Mas cansei de contar as vezes em que ela perdeu a consulta e teve que ser remarcada por "falta de ambulância" e "falta de combustível". Um dia eu tive que IR BUSCAR A EQUIPE pra uma visita em casa, pq NÃO TINHA GASOLINA NOS CARROS DAS UBS.
As viagens de ambulância eram sempre marcadas com antecedência. Confirmados um dia antes e confirmados na data. Uma das (ir)responsáveis pelo agendamento das ambulâncias era uma senhora arrogante e escrota que hoje deve ter se aposentado, espero... Minha casa é construída sobre uma laje piso. A entrada fica no meio e o acesso se dá por um corredor de 1m de largura. Uma maca NÃO PASSA por ali, elas não viram, só passam reclinadas.
Minha mãe, quando teve o AVC, era pesada e precisava sair PELA JANELA do quarto dela, um procedimento arriscado, sim, mas necessário, que me obrigada a sempre pedir ambulâncias de MACA BAIXA. Os meninos do resgate falaram que sempre que eu precisasse, que ligasse e pedisse pra eles, que eles viriam ajudar, afinal não era obrigação do motorista, certo?
Enfim, um dia eu perguntei pra essa mulher quando a ambulância viria, pq eu precisava ligar pros meninos do resgate (eles vinham num carro baixo, não na van de resgate) e ela literalmente COMEU MEU RABO, que era um absurdo eu deslocar tantas pessoas para transportar apenas uma. Eu ainda fui educada, sério, humilde, apavorada de ter aquele serviço negado, "mas moça, na minha casa a maca não passa na porta, é o único jeito de tirar a minha mãe dali", e eu ouvi dela: MUDA DE CASA ENTÃO.
Aquilo me remoeu por muito, muito tempo. Então eu pagava meus impostos, meu IR, pra ouvir esse tipo de coisa? Me peguei pensando no quanto eu me rebaixava, pedia, implorava, esperava, corria atrás... Meu pensamento era "engole a humilhação pq sua mãe precisa dessa pessoa". E mesmo assim, uma das consultas mais importantes no neurocirurgião da outra cidade, ela perdeu por birra dessa mulher. Eu demorei UM ANO pra conseguir remarcar de novo, e mesmo assim pq eu ia nos postinhos implorar pros chefes, e numa das trocas de liderança e prefeitura, eles conseguiram "encaixar" minha mãe. Nesse meio tempo, minha mãe emagreceu, lógico. Passou a pesar 40Kg e era só carregar no colo até a maca, que parava na porta do lado de fora - eu não tive condições de mudar de casa, como sugeriu a mulher do agendamento das ambulâncias.
Só que, dessa vez, eu fui vacinada. Dessa vez eu liguei e perguntei que horas a ambulância vinha, e me falaram que "já já", não tinha "nenhuma no momento. Bom... A hora limite pra gente sair de casa pra não perder a consulta chegando e nada da ambulância... Eu liguei lá... e falei naquele tom gentil que me é peculiar:
- SE ESSA AMBULÂNCIA CHEGAR ATRASADA, SE EU PERDER A CONSULTA DESSE MÉDICO, EU VOU AÍ COM A POLICIA, COM A TELEVISÃO, EU VOU DESTRUIR VOCÊS, EU QUEBRO TUDO, MOÇA, EU VOU PRESA MAS PODE TER CERTEZA QUE O NOME DE VOCÊS VAI APARECER EM REDE NACIONAL!!!
Infelizmente não era a chefe, era a subordinada (pra quem depois eu liguei e pedi mil desculpas), mas veio uma ambulância legalzinha e nos levou à consulta... Acha que acabou aí? Naaaaahhhh...
Conversando à toa com o motorista, ele me disse que O PÁTIO ESTAVA CHEIO DE CARROS, e que a chefe tinha esperado ele chegar, mandado ele levar a gente e "largar lá, que eu que me virasse pra voltar, pq ambulância não é táxi, assim ela aprende".
Minha pressão foi no céu. Brigar com o motorista, não ia adiantar. O que eu fiz? Liguei pra minha advogada, contei o ocorrido e ela disse que, se precisasse, que eu chamasse a TV e a PM e lavrasse um BO, pq estavam negando atendimento á minha mãe, maior de 60 anos, acamada, ou seja, uma pessoa com NECESSIDADE ESPECIAL DUPLA. Enquanto eu passava pela consulta com o neuro, depois de 1 ano, ela fez umas ligações e, ao sair, me esperava uma semi UTI móvel (não era van, mas era quase), que O PRÓPRIO PREFEITO tinha mandado ir me buscar, e queria saber pq aquilo estava acontecendo...
Dizem que a chefe das ambulâncias tomou uma comida de rabo... Me senti vingada... Esse foi o resumo de apenas UMA das coisas que a gente passa quando depende de serviço público...
Quando minha mãe teve o AVC e depois de 10 dias, conseguiu vaga no SUS, o que eu mais ouvia era: "precisa fazer tal procedimento, mas tá em falta".
O neuro me explicou, depois, que as sequelas que ficaram nela não foram (só) por causa do AVC, mas principalmente pela demora em colocar uma válvula e drenar a água do cérebro, uma hidrocefalia que ela teve depois. Por causa disso ela passou os próximos 4 anos acamada em estado vegetativo.
"Precisa fazer um exame, mas não temos como fazer nesse hospital e não dá pra levar de ambulância pq ela não aguenta a viagem", "temos que fazer tal medicamento, mas não temos no momento, esperando chegar, já fizemos o pedido", "estamos esperando a visita do infectologista pq a infecção da sua mãe está muito resistente", "precisamos colocar uma sonda na sua mãe mas o responsável precisa assinar o pedido, tem que ver se vai ser aprovado pq é uma sonda Tal e custa caro".
A tal sonda custava menos de 50 reais, e eu me ofereci pra comprar, PELO AMOR DE DEUS, e eles disseram que o SUS não aceita esse tipo de conduta.
E eu esperava, vendo minha mãe piorar ou melhorar conforme as coisas iam chegando. E eu rezava.
Nunca rezei tanto na minha vida.
Na época, não teve greve de caminhão... Teve, sim, e eu não estou falando especificamente da minha cidade, superfaturamento de remédios, de material, desvio de verbas que deveriam ser pro SUS, isso sim, sempre teve e vai continuar tendo.
Então, o próximo que vier me falar "e se fosse um parente seu no hospital esperando chegar um medicamento", eu vou perguntar se essa pessoa já ficou dependente do SUS muito tempo ou se ela tem convênio médico.
Fiz esse texto para comentar sobre a greve dos caminhoneiros que já dura 7 dias.
sexta-feira, 11 de maio de 2018
Paulo me convidou para participar do blog dele, o "precisamos falar sobre...".
Para quem curte textos reflexivos, é uma boa pedida, pois não estaremos sozinhos, mais gente vai participar.
Meu primeiro texto é uma adaptação do que eu escrevi a alguns anos atrás sobre "comprar ou adotar um cão", no blog do Canil. Adaptei "cão" para "animais em geral".
A hospedagem está no Wordpress mas em breve talvez mude para um domínio próprio.
Enjoy it!
Para quem curte textos reflexivos, é uma boa pedida, pois não estaremos sozinhos, mais gente vai participar.
Meu primeiro texto é uma adaptação do que eu escrevi a alguns anos atrás sobre "comprar ou adotar um cão", no blog do Canil. Adaptei "cão" para "animais em geral".
A hospedagem está no Wordpress mas em breve talvez mude para um domínio próprio.
Enjoy it!
sábado, 14 de abril de 2018
FILOSOFANDO...
Quando alguém é contra alguma coisa (qualquer coisa) eu sempre me pergunto até ONDE ela conhece à fundo a causa ao qual ela está se posicionando.
A maioria das pessoas que é CONTRA a criação de cães coloca TODOS os criadores no mesmo balaio, desde aqueles que tem 200 cães empilhados, magros e judiados, até aquela pessoa que tem 2 ou 3 fêmeas e tira 1 ou 2 ninhadas por ano. Não existe um oito ou oitenta.
O mesmo acontece com tudo, simplesmente TUDO nessa vida... A gente se posiciona CONTRA ou À FAVOR de algo simplesmente baseados em achismos e opiniões pessoais, sem uma pesquisa à fundo no problema.
Eu vejo pessoas sendo contra adestramento por N motivos: são contra o enforcador de garras, sem saber que ele existe e é usado em alguns propósitos e situações, não todas. E aí vê UM caso em que detonaram o pescoço do cachorro e usa aquilo O RESTO DA VIDA como bandeira negativa.
Pessoas que não podem nem ouvir falar em COLAR DE CHOQUE, achando que deve ser uma coleira ligada no 220, que o adestrador fica ligando e desligando no interruptor.
A maioria nem sabe quais os modelos, qual a intensidade e, mais importante, PARA QUÊ esse tipo de coleira é utilizada e sua importância em eliminar determinados comportamentos.
Eu vi pessoas se posicionando CONTRA técnicas de correção de cães mal educados com N argumentos, mas que não conseguem controlar seus cães e estes fazem tudo o que querem dentro de casa.
Nosso país é tão escroto que não se pode praticar esportes de tração canina. Em algumas cidades do país, campeonatos de adestramento e agility são proibidos.
Vi pessoas que criticam criadores de cães, por seus cães morarem em canis, mas não criticam instituições como a SUIPA e SOAMA, nem acumuladores travestidos de "protetores".
Vejo pessoas se posicionando CONTRA carroceiros, pegando 1 caso de maus tratos para dar como exemplo, esquecendo dos outros 10 que não maltratam seus animais. E aí já aproveita e quer que criem uma lei proibindo todo o tipo de veículos de tração animal, sem lembrar que existem muitas pessoas que moram em zona rural e PRECISAM de charretes e carroças. Essa pessoa NÃO ESTÁ preocupada com animais ou pessoas, e sim em tranquilizar sua própria consciência, independente do que sua resolução/opinião vai acarretar na vida de outras pessoas.
Esquecem também que existem esportes de atrelagem e corrida de trote.
Tenho visto pessoas contra rodeio e vaquejada, "sou contra e acabou", preferindo não ver que é um esporte que movimenta milhões, gera renda, sustenta famílias e dá emprego.
Colocam tudo "no mesmo saco", como se fosse tudo igual. Tem gente que inclusive diz que é "contra rodeio porque não gosta de musica sertaneja". É como se alguém que não gosta de música clássica quisesse proibir orquestras e óperas.
Os argumentos são sempre os mesmos:
"Na vaquejada pegam o boi pelo rabo" (mentira, é por uma cauda artificial), "o cavalo é maltratado" (mentira, além de ser obrigatório ter um juiz de bem estar animal em cada evento, fiscalizando abusos, os cavalos não podem mais sangrar na cortadeira e nem na espora. Existem punições sérias caso isso aconteça, e assim como no rodeio, os animais tem tratamento especial nas fazendas),
"No rodeio amarram/espetam o saco do boi pra ele pular daquele jeito" (mentira, os touros de rodeio são as estrelas do show, escolhidos à dedo por olheiros nos rodeios de cidade pequena. 60% dos bois que são colocados pra pular não servem pro ofício). Boi pula porque não gosta que montem no seu lombo. Tem boi que vai pra arena e não pula, esses são descartados, mas os que se destacam são comprados por companhias de rodeio e são tratados com ração medida e pesada, capim de boa qualidade. São animais acostumados ao trato no dia a dia, eles TRABALHAM pra viver, entram na arena, pulam e saem.
Aquela corda de crina amarrada na virilha é pra causar um DESCONFORTO, apenas isso, o touro pula sem aquilo se precisar.
As esporas NÃO TEM PONTAS. São apenas parte da indumentária.
"As provas de laço são cruéis", e aí eu te falo "quais?", porque prova de laço tem muitas modalidades.
Se formos ver o calf roping, eu concordo. Bezerros muito novos e tranco muito agressivo no pescoço.
Mas o laço em dupla não tortura. Um laça a cabeça e outro laça o pé, imobilizam o animal, pronto.
O laço comprido, ou tiro de laço, modalidade que tem ganhado espaço pelo resto do Brasil, vinda do Sul, consiste em um vaqueiro laçar uma rês a 100m de distância, com um "laço comprido". Não tem tranco, não tem violência nenhuma.
Sobre as modalidades de rodeio do Sul eu vou me abster de comentar, são diferentes dos rodeios do sudeste, regras e provas próprias, vindas da lida campeira deles.
Pois é, amigo "sou contra", porque agora vem a parte divertida da coisa... Você, sentado na sua poltrona de couro, comendo seu bife, tomando sua gelatina, talvez não saiba que todas essas modalidades de rodeio tem uma MESMA ORIGEM: a lida campeira com o gado.
Se um boi sai correndo na frente da boiada, na estrada ou no pasto, o vaqueiro tem que trazer ele de volta, senão ele pode pular uma cerca, se machucar, ou entrar numa mata ou em outro pasto e aí dá o dobro de trabalho pra tirar o bicho de lá. Então ele corre com o cavalo, pega o boi pelo rabo e vira o boi na direção certa de novo.
Se um boi precisa ser imobilizado pra se curar uma ferida, um vaqueiro laça a cabeça, o outro o pé, derrubam o boi, fazem o curativo e solta o bicho de novo.
Um bezerro recém nascido precisa ter seu umbigo curado quase que imediatamente após o seu nascimento, senão dá bicheira e ele morre de tétano. O vaqueiro PRECISA laçar o bezerrinho enquanto o outro vaqueiro aparta a mãe.
Se um boi PRECISA ser parado, o vaqueiro pula em cima dele, na cabeça, enquanto o outro vem pra ajudar a segurar (modalidade em rodeio chamada bulldog).
Sinto muito se algumas coisas ferem a sua sensibilidade gentil, mas a realidade não é um conto de fadas.
Quer protestar contra algo: busque, pesquise, corra atrás. Não pague mico.
Não seja um babaca caviar criado à leite com pera e ovomaltine no apartamento acarpetado da vovó, com seus gatinhos de raça que comem sachê de salmão.
Saiba que existe um mundo lá fora onde pessoas precisam trabalhar ou morrem de fome e dependem muito dessas modalidades de esporte para dar dignidade ás suas famílias, já que o governo só pensa em roubar zilhões para seus pro´rios bolsos.
Quando alguém é contra alguma coisa (qualquer coisa) eu sempre me pergunto até ONDE ela conhece à fundo a causa ao qual ela está se posicionando.
A maioria das pessoas que é CONTRA a criação de cães coloca TODOS os criadores no mesmo balaio, desde aqueles que tem 200 cães empilhados, magros e judiados, até aquela pessoa que tem 2 ou 3 fêmeas e tira 1 ou 2 ninhadas por ano. Não existe um oito ou oitenta.
O mesmo acontece com tudo, simplesmente TUDO nessa vida... A gente se posiciona CONTRA ou À FAVOR de algo simplesmente baseados em achismos e opiniões pessoais, sem uma pesquisa à fundo no problema.
Eu vejo pessoas sendo contra adestramento por N motivos: são contra o enforcador de garras, sem saber que ele existe e é usado em alguns propósitos e situações, não todas. E aí vê UM caso em que detonaram o pescoço do cachorro e usa aquilo O RESTO DA VIDA como bandeira negativa.
Pessoas que não podem nem ouvir falar em COLAR DE CHOQUE, achando que deve ser uma coleira ligada no 220, que o adestrador fica ligando e desligando no interruptor.
A maioria nem sabe quais os modelos, qual a intensidade e, mais importante, PARA QUÊ esse tipo de coleira é utilizada e sua importância em eliminar determinados comportamentos.
Eu vi pessoas se posicionando CONTRA técnicas de correção de cães mal educados com N argumentos, mas que não conseguem controlar seus cães e estes fazem tudo o que querem dentro de casa.
Nosso país é tão escroto que não se pode praticar esportes de tração canina. Em algumas cidades do país, campeonatos de adestramento e agility são proibidos.
Vi pessoas que criticam criadores de cães, por seus cães morarem em canis, mas não criticam instituições como a SUIPA e SOAMA, nem acumuladores travestidos de "protetores".
Vejo pessoas se posicionando CONTRA carroceiros, pegando 1 caso de maus tratos para dar como exemplo, esquecendo dos outros 10 que não maltratam seus animais. E aí já aproveita e quer que criem uma lei proibindo todo o tipo de veículos de tração animal, sem lembrar que existem muitas pessoas que moram em zona rural e PRECISAM de charretes e carroças. Essa pessoa NÃO ESTÁ preocupada com animais ou pessoas, e sim em tranquilizar sua própria consciência, independente do que sua resolução/opinião vai acarretar na vida de outras pessoas.
Esquecem também que existem esportes de atrelagem e corrida de trote.
Tenho visto pessoas contra rodeio e vaquejada, "sou contra e acabou", preferindo não ver que é um esporte que movimenta milhões, gera renda, sustenta famílias e dá emprego.
Colocam tudo "no mesmo saco", como se fosse tudo igual. Tem gente que inclusive diz que é "contra rodeio porque não gosta de musica sertaneja". É como se alguém que não gosta de música clássica quisesse proibir orquestras e óperas.
Os argumentos são sempre os mesmos:
"Na vaquejada pegam o boi pelo rabo" (mentira, é por uma cauda artificial), "o cavalo é maltratado" (mentira, além de ser obrigatório ter um juiz de bem estar animal em cada evento, fiscalizando abusos, os cavalos não podem mais sangrar na cortadeira e nem na espora. Existem punições sérias caso isso aconteça, e assim como no rodeio, os animais tem tratamento especial nas fazendas),
"No rodeio amarram/espetam o saco do boi pra ele pular daquele jeito" (mentira, os touros de rodeio são as estrelas do show, escolhidos à dedo por olheiros nos rodeios de cidade pequena. 60% dos bois que são colocados pra pular não servem pro ofício). Boi pula porque não gosta que montem no seu lombo. Tem boi que vai pra arena e não pula, esses são descartados, mas os que se destacam são comprados por companhias de rodeio e são tratados com ração medida e pesada, capim de boa qualidade. São animais acostumados ao trato no dia a dia, eles TRABALHAM pra viver, entram na arena, pulam e saem.
Aquela corda de crina amarrada na virilha é pra causar um DESCONFORTO, apenas isso, o touro pula sem aquilo se precisar.
As esporas NÃO TEM PONTAS. São apenas parte da indumentária.
"As provas de laço são cruéis", e aí eu te falo "quais?", porque prova de laço tem muitas modalidades.
Se formos ver o calf roping, eu concordo. Bezerros muito novos e tranco muito agressivo no pescoço.
Mas o laço em dupla não tortura. Um laça a cabeça e outro laça o pé, imobilizam o animal, pronto.
O laço comprido, ou tiro de laço, modalidade que tem ganhado espaço pelo resto do Brasil, vinda do Sul, consiste em um vaqueiro laçar uma rês a 100m de distância, com um "laço comprido". Não tem tranco, não tem violência nenhuma.
Sobre as modalidades de rodeio do Sul eu vou me abster de comentar, são diferentes dos rodeios do sudeste, regras e provas próprias, vindas da lida campeira deles.
Pois é, amigo "sou contra", porque agora vem a parte divertida da coisa... Você, sentado na sua poltrona de couro, comendo seu bife, tomando sua gelatina, talvez não saiba que todas essas modalidades de rodeio tem uma MESMA ORIGEM: a lida campeira com o gado.
Se um boi sai correndo na frente da boiada, na estrada ou no pasto, o vaqueiro tem que trazer ele de volta, senão ele pode pular uma cerca, se machucar, ou entrar numa mata ou em outro pasto e aí dá o dobro de trabalho pra tirar o bicho de lá. Então ele corre com o cavalo, pega o boi pelo rabo e vira o boi na direção certa de novo.
Se um boi precisa ser imobilizado pra se curar uma ferida, um vaqueiro laça a cabeça, o outro o pé, derrubam o boi, fazem o curativo e solta o bicho de novo.
Um bezerro recém nascido precisa ter seu umbigo curado quase que imediatamente após o seu nascimento, senão dá bicheira e ele morre de tétano. O vaqueiro PRECISA laçar o bezerrinho enquanto o outro vaqueiro aparta a mãe.
Se um boi PRECISA ser parado, o vaqueiro pula em cima dele, na cabeça, enquanto o outro vem pra ajudar a segurar (modalidade em rodeio chamada bulldog).
Sinto muito se algumas coisas ferem a sua sensibilidade gentil, mas a realidade não é um conto de fadas.
Quer protestar contra algo: busque, pesquise, corra atrás. Não pague mico.
Não seja um babaca caviar criado à leite com pera e ovomaltine no apartamento acarpetado da vovó, com seus gatinhos de raça que comem sachê de salmão.
Saiba que existe um mundo lá fora onde pessoas precisam trabalhar ou morrem de fome e dependem muito dessas modalidades de esporte para dar dignidade ás suas famílias, já que o governo só pensa em roubar zilhões para seus pro´rios bolsos.
domingo, 8 de abril de 2018
Depois de alguns anos de investigações, processos, delações, etc etc etc, FINALMENTE LULA FOI PRESO.
Fez o costumeiro circo, deu seus discursos de sempre, bêbado, diga-se de passagem, a velha desculpa "sou pobre, sou nordestino, sou isso, sou aquilo", mesmo com uns 200 milhões apreendidos pela PF, mesmo com todas as provas, continua se bradando inocente... e incrivelmente muitos acreditam.
Aliás o DATAFOLHA diz que ele continua na frente na corrida eleitoral. Minha nossa... Quanta mentira.
Enfim, hoje é um dia FELIZ e eu só NÃO SOLTEI FOGOS em respeito aos cães.
Que apodreça na cadeia - algo que sabemos que não vai acontecer - e que muitos o sigam.
Fez o costumeiro circo, deu seus discursos de sempre, bêbado, diga-se de passagem, a velha desculpa "sou pobre, sou nordestino, sou isso, sou aquilo", mesmo com uns 200 milhões apreendidos pela PF, mesmo com todas as provas, continua se bradando inocente... e incrivelmente muitos acreditam.
Aliás o DATAFOLHA diz que ele continua na frente na corrida eleitoral. Minha nossa... Quanta mentira.
Enfim, hoje é um dia FELIZ e eu só NÃO SOLTEI FOGOS em respeito aos cães.
Que apodreça na cadeia - algo que sabemos que não vai acontecer - e que muitos o sigam.
terça-feira, 16 de janeiro de 2018
Carolina e eu discutindo hoje sobre cães e seus rabos e orelhas.
Carol é aquele tipo de ser humano que tem resposta pra tudo.
Inconformada com o fato de dobermanns terem rabo e orelhas operadas, ela perguntou o porque isso acontecia, e eu expliquei que era para que eles ficassem mais bonitos.
"Mas eles ficam mais feios, e não são felizes. Um cachorro precisa do rabo pra ser feliz."
A cada argumento que eu dava ela rebatia com mais 2.
Até que eu encerrei a discussão falando que ela ia ser deserdada. Ela perguntou o que significava "ser deserdado".
- Significa que eu vou colocar você pra fora de casa se você continuar com essa conversa.
Estávamos lavando a garagem. Ela encostou o rodinho e começou a subir as escadas.
- Onde você vai?
- Se você vai me colocar pra fora de casa, eu não vou mais ajudar você a lavar nada.
Ela só tem 6 anos.
Eu tô rindo, mas tô preocupada.
Carol é aquele tipo de ser humano que tem resposta pra tudo.
Inconformada com o fato de dobermanns terem rabo e orelhas operadas, ela perguntou o porque isso acontecia, e eu expliquei que era para que eles ficassem mais bonitos.
"Mas eles ficam mais feios, e não são felizes. Um cachorro precisa do rabo pra ser feliz."
A cada argumento que eu dava ela rebatia com mais 2.
Até que eu encerrei a discussão falando que ela ia ser deserdada. Ela perguntou o que significava "ser deserdado".
- Significa que eu vou colocar você pra fora de casa se você continuar com essa conversa.
Estávamos lavando a garagem. Ela encostou o rodinho e começou a subir as escadas.
- Onde você vai?
- Se você vai me colocar pra fora de casa, eu não vou mais ajudar você a lavar nada.
Ela só tem 6 anos.
Eu tô rindo, mas tô preocupada.
segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
Hoje eu sonhei com você, meu amigo.
Um sonho tão estranho. Eu tinha voltado pro passado, e você foi a primeira pessoa que eu encontrei. De camiseta azul clara, com aquele jeito de sempre...
Demos um abraço e eu comecei a chorar, e você perguntou:
- O que aconteceu?
- É que eu estou feliz em ver você.
E eu queria falar pra ele que em 2001 ele ia sofrer um acidente fatal, mas como explicar que eu sabia? Como contar que eu tinha vindo do futuro? Ele ia achar que era brincadeira.
E aí eu acordei.
Um sonho tão estranho. Eu tinha voltado pro passado, e você foi a primeira pessoa que eu encontrei. De camiseta azul clara, com aquele jeito de sempre...
Demos um abraço e eu comecei a chorar, e você perguntou:
- O que aconteceu?
- É que eu estou feliz em ver você.
E eu queria falar pra ele que em 2001 ele ia sofrer um acidente fatal, mas como explicar que eu sabia? Como contar que eu tinha vindo do futuro? Ele ia achar que era brincadeira.
E aí eu acordei.
quarta-feira, 4 de outubro de 2017
Funeral Blues for Moxito

W. H. Auden
Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.
Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He Is Dead,
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.
He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last for ever: I was wrong.
The stars are not wanted now: put out every one;
Pack up the moon and dismantle the sun;
Pour away the ocean and sweep up the wood.
For nothing now can ever come to any good.
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