sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

ENSAIO SOBRE AS BARATAS


Baratas vivem em ninhos escondidos dentro de casa ou locais próximos, escuros. Não gostam de água.
Baratas se reproduzem muito e vivem em colônias enormes.
Tem as larvinhas, pretas e depois elas viram baratinhas pretinhas, evoluem pra tigradas, vão variando a coloração e se tornam vermelhas, e quando mais velhas, ficam quase pretas...
Moram todas juntas e não se afastam muito do ninho.
Se você joga MUITA ÁGUA no ninho delas, elas fogem...
sabe aquela baratinha que você deixa de matar porque é pequena e não dá medo nem nojo? É a cascudona que vai voar na sua cabeça nas noites de calor um dia.
Quando falam que se você encontrar UMA barata é sinal que tem mais, é porque deve ter NINHO.
E como eu sei disso? Porque tem um NINHO ENORME debaixo de uma placa de cimento num dos canis e todo dia eu saio na chinelada com elas...
O dia que eu jogo veneno é uma beleza, as barata sai tudinho zureta e eu atrás matando...
Conselho?
AO VER UMA BARATA, MATE!! NÃO FAÇA CU DOCE!! A BARATINHA DE HOJE É A CASCUDONA DE AMANHÃ, LEMBREM-SE DISSO!!!

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Neuras que a gente desenvolve quando tem uma pessoa acamada sob sua responsabilidade (no caso, minha mãe):


  • Se EU estou com frio, é porque está frio. 
  • Se eu não estou com frio, ainda assim está frio. 
  • Se eu estou com calor, não significa que esteja, necessariamente, calor.
  • Se eu uso um edredom, minha mãe precisa usar 3, dobrados, o que obviamente os transforma em 6.
  • Se ela está com os pés gelados, não importa quantos edredons estejam em cima dela, ela PRECISA de pelo menos mais um cobertor nos pés. 
  • Se mesmo depois de colocar meias de lã nos pés dela e um cobertor felpudo em volta dos pés, eles continuarem gelados, torna-se obrigatório colocar umas almofadas sobre os pés. 
  • Se, depois de tudo isso, ela está quente, o primeiro pensamento que vem é: "será que ela está com febre? (ignorando solenemente os edredons, o cobertor felpudo e as almofadas). 
  • Se ela estiver suando, o pensamento é "será que ela teve febre E PASSOU? (continuando a ignorar solenemente os edredons, etc, assim como a temperatura ambiente - volte ao item 3 desta lista).
  • Se ela passa a noite acordada, o primeiro pensamento é: "será que tem alguma coisa errada?" 
  • Se ela dorme bem a noite toda, o primeiro pensamento é: "será que tem alguma coisa errada?" 
  • Se ela está secretiva, o pensamento é: "deve ter alguma coisa errada - provavelmente gripe."
  • Se ela não está secretiva, o pensamento é: "tem alguma coisa errada e eu não sei o que é."

quinta-feira, 1 de maio de 2014

A primeira vez que li "A Mulher Só", de Harold Robbins, eu devia ter uns 12 anos.
Lembro que achei um livro chocante, mas em plenos anos 80, o que poderia esperar? Muitas "cenas" ainda viviam na minha cabeça quando encontrei esse livro pra comprar no sebo outro dia. Comprei e reli, e já não achei tão forte ou chocante. Mas hoje em dia, existem leituras bem mais fortes...

Mas me recordo bem que eu achava a JeriLee o máximo!! Sempre falava a verdade, sempre disposta a dar a cara à tapa pelos amigos, sempre independente, sem querer favores de ninguém nem aceitando humilhações. largou vários parceiros com grana pra subir a escada da vida sozinha.
E mesmo no final, no fundo do poço, ela consegue se reerguer e vencer na vida... Incrível!!

Hoje eu já penso que JeriLee era uma esnobe idiota, tão idiota que recusou todos os tipos de ajuda, fosse financeira ou psicológica, e decaiu a um ponto de não ter ninguém a quem apelar, a não ser um desconhecido.
De que adiantou tanta empáfia se estava sem um puto sequer pra comer? No final acabou na sarjeta, se prostituindo a troco de nada, por orgulho. Tantos convites recusados, "esse papel não serve pra mim" e depois tinha que se humilhar de qualquer forma...

Ok, eu sei que a personagem deveria passar por tudo isso pra aprender, afinal o que uma garota esnobe e mimada sabe sobre a vida pra poder escrever um livro? Mas que é irritante, aahhh isso é e muito...

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Cachorro, pra mim, tem que ser amigo. Dar prazer. Se for gerar incômodo, deixa de ser amigo e vira um transtorno que vai ser doado ou colocado na rua, certeza.

Precisando de um filhote pra conviver com minha filha de 3 anos, meu primeiro pensamento foi num cão de raça de pequeno porte. O cão de raça a gente sabe o que esperar dele.

Mas tocada sentimentalmente pelas inúmeras imagens de cães carentes esperando adoção, decidi visitar a feirinha de adoção da ONG daqui da minha cidade.
O pessoal é meio desorganizado, tem pouca verba, luta com dificuldade, então eu achei que sabia o que esperar.
Ao mesmo tempo, me sentindo mal por não ajudar em nada os cães carentes, decidi adotar um cão. Já adotei cães de raça adultos, já tive filhotes de vira lata adotados, não pode ser tão difícil, pensei.
Quanto engano...

O que esses pobres protetores tentam passar sobre seus tutelados e a realidade são muito diferentes.
Enfim, vi muitos filhotes. A maioria dormindo amontoada, apática.
Alguns poucos pulando e brincando (foram adotados logo) e outros mais contemplativos.

Alguns adultos.

Marido gostou de um preto adulto. Perguntei pra presidente da ONG sobre ele.
Muito simpático, ela disse, bem manso.
Levei ele e um filhote de 4 meses pelo duro (cruza de poodle com alguma coisa, sempre sai pelo duro).
O filhote tive que devolver quase no dia seguinte. Medroso, mordeu todo mundo em casa. Minha filha de 3 anos queria segurar ele no colo, não deu.
Como socializar um cão assim?
EU SEI socializar o cachorro, só não achei que seria conveniente pra minha filha. Queria um filhote brincalhão, não um pobre bichinho acuado mordedor.

O adulto, oh, o adulto. Que graça de cão.
Que benção.
Que amor.
Tudo muito bem até o exame de sangue.
Veio com leishmaniose.
Meu Deus, mais um?

Liguei pra presidente da ONG, "amiga, o cão tá com leish, mas eu não trato nem quero ser responsável por sacrificar. Levo ele pra você?"

Quando deixei ele na clínica veterinária onde ela arrumou um LT pra ele (ela também foi contra sacrificar, ia fazer o tratamento), me deu aquele aperto no peito, aquela tristeza.
Ainda estou muito triste.
Não tem um mês que sacrifiquei meu boxer por causa de leishmaniose, agora pego mais um?

Fora isso me senti um verme por devolver os 2. Por não ter me esforçado em fazer a diferença pra esses dois cães.
Mas eu tenho que pensar na filha e na mãe acamada.
Cão com leishmaniose aqui, NÃO.

Estou cansada, triste e sem estrutura psicológica pra isso...

domingo, 23 de março de 2014

Eu devo ter feito alguma coisa muito muito muito (ênfase no muito) ruim em outras vidas pra ter a conversa que eu tive hoje com o Fabio...

terça-feira, 18 de março de 2014

Quando minha mãe teve o AVC ela estava, como sempre, acompanhando todas as novelas que ela conseguia. Mas eu me recordo que no Vale a pena Ver de Novo estava passando "O Clone"e, no Viva, "Vale Tudo".

Eu passei quase 1 mês assistindo essas duas novelas, pra poder contar pra ela o que ela havia perdido, quando ela saísse da UTI, andando, falando e, lógico, muito brava por ter perdido tantos capítulos.

Ela nunca mais voltou ao normal; nunca mais conseguiu acompanhar uma novela. Ela teria adorado esse personagem Felix, do Mateus Solano.
Ela estaria "xingando muito" os mensaleiros, a Dilma e o Lula. E estaria adorando ver os preparativos pra Copa e pras Olimpíadas...

Ela teria adorado as novas animações que saíram depois de sua doença, "O segredo dos guardiões" ou "Toy Story 3".
E, principalmente, ela estaria se derretendo toda com as estripulias da Carol.

É... Nunca ninguém disse que a vida era justa...
Eu tenho 40 anos.
Convivo com cães desde que nasci. Meu amor aos cães vem desde pequena, quando eu achava que a Suzy "era minha" e na verdade era da minha avó.

Desde então eu tenho convivido com cachorros das mais variadas raças, tamanhos e "personalidades".
Desde os 15 eu convivo com dobermanns. A única vez que fiquei sem um em casa foi antes do Moxitinho chegar e eu quase ter ficado paranoica, trancando a casa, achando que ladrões iam entrar em casa a qualquer momento, pois eu sempre liguei a segurança da minha casa aos dobermanns.

Mas nem só de uma raça vive o cinófilo, então ao longo dos anos eu também convivi com as mais diversas raças caninas possíveis. Grandes, pequenos, médios, bravos, mansos, apáticos, ligados no 220, cavadores de buraco, puxadores de roupa, escaladores de canil, matadores de gatos (aliás de tudo), peludos, pelados, saudáveis, doentes, gulosos, frescos...
Se eu entendo de genética, biologia, estrutura, veterinária, etc etc etc? O suficiente pra não fazer burrada com eles.
Eu prefiro observar meus cães, compreender como funciona o "mecanismo" de sobrevivência e convivência conosco. Minha praia, por assim dizer, é manejo.

Por exemplo, eu sei que cachorro que come comida humana, resto de prato, etc, tem dificuldade em aceitar ração. É uma adaptação lenta e dolorosa pro cão, que tende a emagrecer.
Cachorro não morre de fome se tiver "comida" à disposição dele, então a gente sabe que ele VAI comer, mas antes ele vai emagrecer e fazer drama...
Cachorro que foi criado na ração tem mais facilidade de adaptação, sabe que aquelas bolinhas sem palatabilidade são comida. Mas também eles, se for oferecida comida, renegam ração.

Convenhamos, quem quer voltar pro coxão duro depois de anos comendo filé?

Então quando vem pra mim um cachorro enjoado na ração, eu sei que ele passou anos comendo comida, seja ela resto de mesa ou feita pra ele... Não adianta querer me enganar, é um fato...
Quando meu pai morreu, tantos anos atrás, deixou um legado de muitos álbuns em vinil, de música clássica. Eu os distribuí pela família; fiquei com apenas Peter und der Wolf, um LP pequeno e já bem gasto, creio porque todos nós sempre gostáramos da história e porque, sendo a narração em alemão, ambos, Márcio e Meyre, iam traduzindo pra mim passo a passo.

Meu pai morreu antes da popularização dos CD`s. Eram caros, na época. mas ele comprou alguns, e eu tratei de expandir sua coleção, mesmo porque me arrependi muito de ter doado os LP`s, eram albuns grandes, em caixas, com as histórias das músicas, traduções e curiosidades.

Eu aprendi muito - e desde então esqueci muito também.

Mas outro dia, recordando e limpando a estante dos CD`s, resolvi fazer download de algumas músicas clássicas, as minhas preferidas...
E quem disse que eu lembrava o nome? Ahhh...

Bom, mas eu meti a cara e baixei algumas, e pretendo copiar dos CD`s pro meu PC.

O fato é que o legado nunca esteve nos discos, nos velhos LP`s. Estava o tempo todo nas músicas.
As vezes eu coloco uma pra ouvir - como Tchaikovsky, 1812 Overture - e me recordo dele narrando parte por parte, "agora a Marselhesa, Napoleão está invadindo São Petesburgo... agora, ouve os canhões? Os franceses estão sendo expulsos". Ou ainda na música de Borodin, Príncipe Igor, Danças Polovitsianas, "o Principe foi aprisionado e estão dançando para ele".

Como eu queria que ele estivesse vivo...
Ele ia se deleitar com as MP3, com os computadores, a tecnologia, ele sempre amou tecnologia, teve um xadrez eletrônico!!

Tentou me ensinar a jogar xadrez mas eu nunca consegui aprender. Como deve ter sido frustrante pra ele, sua única filha que não gostava de matemática nem conseguia entender as regras do jogo dos reis...


quinta-feira, 13 de março de 2014

Meleca hoje foi embora...
Ontem estava feliz e alegre, tomou seu remedinho, coloquei ração.

Hoje fui lavar o canilzinho e estava fria e dura.

Não me achava capaz de ficar tão triste. Mas estou.

Pra completar, sexta feira deram uma paulada/tiro na cara da Cigana.

A maldade do ato me assustou muito.

De todos os grandes filmes que Sam Neill fez, eu me recordo do eterno professor Grant de Jurassic Park e Richard Martin, "pai" do ...