quarta-feira, 15 de abril de 2009

O fato é que eu estou uns dias sem internet em casa.

Grrraaannndeeee coisa, já que minha Claro 3G não passa de uma grande merda. Dizem que é o sinal em casa, que no centro da cidade aquele modem funciona que é uma beleza, MAS não muda o fato que eu NÃO MORO no centro da cidade, moro aqui perto do Forum e, aqui, essa merda não funciona direito.

Acho que nem discada é tão ruim...

terça-feira, 14 de abril de 2009

Então...

Um dia isso ia acontecer, pois sempre acaba acontecendo.

Mas o fato é que eu traí.

Traí o Mel Gibson, troquei-o definitivamente pelo Hugh Jackman.

sábado, 4 de abril de 2009

Pois é. Quem leu minha crônica "O Porre" poderá agora comparar com o tipo de conto que o Augusto escreve, pois vou postar abaixo um dos que eu mais gosto.

O contexto foi o seguinte: em sala de aula, na faculdade, recebemos a tarefa de escrever um conto em cima de alguns dados.

O sequestro de um garoto, um bilhete com pedido de resgate, 2 personagens secundário, sendo um ex policial e uma vidente.

Quando o Augusto começou a ler a minha narrativa, logo nas primeiras linhas ele disse: "os 2 se casam no final?". Grrrr...

O conto do Augusto ficou simplesmente ótimo, com um gostinho de "quero mais".

Apreciem:

"Amadores

- Ei... Peraí.
- Cala a boca, porra!
- Me solta – tentei reagir, mas enfiaram aquele saco fedido na minha cabeça, levei um cascudo e amuei, quietinho, sem dizer palavra.

Era uma mulher e um homem, não que tenha visto algo, foi tão rápido, senti os peitos fofos dela no rosto quando me pegaram. E depois ela falando, falando – e como falava o diabo da mulher... – o sujeito só respondia com um “huumm” ou outro de vez em quando. Cheiro de fumaça de cigarro vagabundo. Os pneus devorando asfalto. Minha cara enfiada no estofamento do banco de trás do carro por um tempo que me pareceu uma eternidade.

De que me adiantava ali ter aprendido tocar piano com cinco, ter descoberto Nietzsche numa das prateleiras de baixo da biblioteca do vovô com seis e, com sete já estar vencendo o velho, que havia sido campeão estadual de xadrez, um dos dez mais da liga brasileira, em partidas que não excediam meia hora? De que adiantava estudar agora naquele colégio de frescos? Garotos especiais, bah, uma piada; punheteirinhos pedantes, todos nós, isso sim, dominando álgebras e línguas, mas sem coragem para chegar na filha da vizinha, bolinar a empregada, esfolar um gato, roubar duas latas de cerveja da geladeira e fazer uma festa, sei lá, fazer uma dessas coisas que devem ser importantes de se fazer antes que venha a velha ceifeira com a foice enferrujada dela e, zás: adeus mundo cruel(...).

- Greison?
- Que vaca!, não fala meu nome – retrucou o homem ao volante, talvez cansado só dos “huns” dele; há muito estávamos rodando sem chegar a lugar algum, e a mulher, meu Deus, falando.
- Esqueci.
- Vê se não esquece mais, entendeu? Já me chamou de Doris, de Silva, de Greison; “Greison” ainda por cima, não Gleison, daqui a pouco vai dar o número da minha identidade e endereço, e eu vou ter que apagar o moleque adiantado.
Como se o camarada fosse um poço de inteligência... Socorro! Como se também não houvesse entregado o serviço. Ela dizendo que o ladrãozinho que o Silva matou o acompanhava sempre, que podia vê-lo, que estava ali, no carro, todo ensangüentado, que aquilo era mau sinal; e ele:

- Deixa de ser maluca, Zora, esse negócio seu aí de vidente não cola, se colasse cê não taria com esse calão no umbigo de encostar no balcão da banca pra ganhar a miséria que ganha, acertava os números da loteria. Além do mais eu era da polícia na época, tava a trabalho.
- Mas eu tô vendo, olha ali, ó, no banco de trás, nos pés do garoto.
- Huumm.

Puta-que-pariu, se quer saber, é numa hora dessas que quem tem cu tem medo até de ter medo. Não me mexi. Continuei me fingindo de morto; mas apesar do fedor do maldito saco, do galo latejando na moleira e da claustrofobia, aquele grilo não deixava de cricrilar dentro da minha cabeça, estabelecendo conexões. Um animal intelectual, isso é o que eu era, e não podia me furtar dessa sina.

"Seu filho está em nosso poder – dizia o bilhete de resgate que ela leu uma vez em voz alta, pra conferir, e eu já decorei. Se quiser o menino de volta siga as instruções e ponha 500 mil dólares numa mala preta e deixe atrás de banca de jornal da estação de trem às 10H50. Pegue o trem das 11H. Se ficar alguém vigiando a mala, o menino morre!".
Podia visualizar a mala, o dinheiro, as manchetes nas páginas policiais: “Seqüestrado P.C. Junior, de doze anos, filho prodígio do empresário...”; podia visualizar a cena toda, menos meu pai andando de trem metido num daqueles ternos engomadinhos dele, com gravata, colete e tudo. Também o português com que havia sido escrito o bilhete era surpreendente para o casal, o que deixava claro o envolvimento de uma terceira pessoa – cricrilava o grilo –, e a língua presa da mulher na hora do “Greison”, aquele negócio de calo no umbigo de trabalhar por merrecas numa banca... Dona Fátima, ou melhor, Fátima Zoraide, a jornaleira viciada em chocolate da esquina do colégio; quem mais? Quantas vezes não comprei revista ali? Era viver para contar. Mas com aqueles dois já seria sorte se encontrassem o caminho que levava cativeiro.

- Vira à direita na próxima.
- Não gosto de palpite quando tô dirigindo.
- Já é a terceira vez que a gente passa por essa porteira azul.
- Huumm.
- Vira!, pô, tá surdo.
Amadores...

Escrito por Augusto Firorin e postado em 18/10/2004 no blog Birigui Blues.

http://biriguiblues.zip.net/arch2004-10-01_2004-10-31.html"
O porre - este abençoado!!

Porre - sm. Bras. Pop. V. bebedeira (1).


Assim está no Aurélio, aquele dicionário que todos nós um dia já abrimos. Porre é bebedeira. Mas só? Só isso? Não, porre é muito mais que uma simples bebedeira. Porre é a supra bebedeira, a rainha das bebedeiras!

Pra que serve o porre? Desanuviar a cabeça, desopilar o fígado (afinal, é sabido que o riso desopila qualquer merda, e quando a gente bebe, ri que nem idiota. O fato da bebida acabar com o fígado a longo prazo é irrelevante), chamar Jesus de Genésio e urubu de meu loiro.


No porre o ogro vira fauno e a medusa vira ninfa. Você olha aquele monumento na sua frente dando sopa, agarra e arrasta (ou pelo menos tenta). Afinal, o que pode acontecer a dois elfos apaixonados numa noite de amor e bebedeira? Bom...

Você pode descobrir ao colocar a mão dentro da calcinha da ninfa que ela na verdade é ele. Aí a bebedeira passa, porque o susto é grande. Mas se você for adepto do vale-tudo, nem vai ligar. O fauno maravilhoso pode ficar inconvenientemente mole na sua mão, se ele também estiver de porre. Ou pode ficar maravilhosamente duracel - a pilha que dura, dura, dura e não pára!! Pode dormir depois de uns amassos, e enfurecer a pessoa ao lado. Ao acordar, se ainda tiver alguém ali, você pode rapidamente avaliar os danos sofridos ou evitados: o ogro volta a ser ogro, a medusa volta a ter serpentes na cabeça. Nesse ponto começam as promessas: Juro que nunca mais bebo na vida!. Mentira, claro.

O porre serve ainda pra chorar as mágoas pela dor de cotovelo, sem sentir culpa nem vergonha. Afinal, quando estamos de porre, perdemos a noção do que estamos fazendo e não podemos ser responsabilizados por nossos atos. Você excomunga a(o) infeliz que te desprezou e jura vingança. Ta certo que depois você nem vai lembrar de nada e aí recomeça a ladainha.

Pior mesmo é quando, além de beber, você da esporro em amigos que não tem nada a ver com o angu. Peça desculpas no dia seguinte, seu amigo vai entender. Embora ao mesmo tempo ele vá lhe contar, só de sacanagem, o que você aprontou e não se lembra (e talvez aumente um pouco a dose, ou pelo menos, é isso que você vai pensar, nunca lhe ocorrendo que ele pode estar sendo sincero).

No porre também você xinga de VACA aquela amiga que cantou (e ganhou) o cara que você disse a ela que estava a fim, chama de escroto o amigo que consolou a sua ex e hoje está namorando com ela (provavelmente foi ele que entregou você). Fala e faz coisas que nunca teria coragem de fazer sóbrio.

Agora você se pergunta: mas porre é só coisa ruim? Hehehe, claro que não, deixamos a parte boa pro fim...
Lindas poesias são criadas em estado de porre. O medo desaparece e a caneta corre solta no guardanapo do boteco, vindo na cabeça, não saindo de dentro dela até ser toda colocada no papel. O choro (indispensável no porre feminino) alivia o âmago do ser, libera em formato aquoso sentimentos represados por diversos motivos. Se existe culpa, existem lágrimas. No porre não existe futuro, apenas presente e passado. Embora durante o porre possamos relegar pessoas e situações ao passado, nada é definitivo. Todas as resoluções que tomamos no porre (e que são as acertadas, porém nunca seguidas) são repensadas quando sóbrios. O porre faz bem ao caráter! Dizemos as mais puras e indiscutíveis verdades.

Enfim, quem nunca tomou ao menos UM porre não sabe o que está perdendo. Aos que tomaram e não souberam curtir, tomem outro. E para aqueles que tomam sempre mas nunca aproveitam, comecem a repensar seus porres...

Escrito por Maetê e publicado em 26/11/2001 na coluna "Do It Yourself" da 02 neurônio (na época que ficava no endereço http://www.02neuronio.com.br/).

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Eu sempre quis escrever contos. Porém nunca tive dom ou imaginação para isso.
O fato é que eu sei escrever uma crônica, como "O Caso do Grilo" ou "O Porre - este abençoado", mas para um conto estou a anos luz em matéria de criação inventiva.
Sei também narrar um fato que me contaram, colocá-lo em belas palavras e até florear um pouco em cima dele, mas não passa disso.
Sou extremamente piegas e previsível quando escrevo.

Estou salvando alguns textos do Augusto aqui num txt, para postar no meu blog e mostrar a qualidade literária desse que teria sido um excelente professor se tivesse abraçado a carreira do magistério, e também seria um ótimo escritor, se tivesse publicado seus contos.
Aliás seria não, Augusto É um ótimo escritor, falta a publicação.

Mas ele prefere viver uma vida contemplativa e feliz, sem grilos, em sua ótica "Empório dos Óculos", então...

O "Birigui Blues" foi um blog simplesmente maravilhoso, desde o dia de sua criação até o dia de seu abandono, mais ou menos 1 ano depois do primeiro post. Para quem gosta de boa leitura, é uma dica.

Birigui Blues é também o nome do livro que Augusto tem em sua casa, para uma futura revisão e publicação, e que eu tive o previlégio de ler.
As vezes me pego lembrando de alguns trechos. A narrativa é marcante e realista.

Sem esquecer, igualmente, que Augusto foi um dos compositores/vocalistas/músicos do extinto grupo "Fuga de La Prisión", que abriu o show do Kid Abelha aqui em Birigui.

Estou terminando outra crônica, que provisoriamente se chama "Manual de sobrevivência para jovens solteiros".

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Faz tempo que eu não posto nada forte aqui. Que tenha sentimento, que faça escorrer lágrimas...
Na verdade, talvez seja porque eu, finalmente, alcancei o que tanto rezei para ter: paz de espírito.

Estar com o Fabio é algo que me dá paz e segurança. Ele me respeita, me aceita, me ama como eu sou - tão como eu sou que as vezes me irrita, nem quer que eu emagreça, pode?

Tem dias que eu fico olhando para ele, dormindo, e me pergunto o que fiz, nesta vida ou em outra, para ter merecido uma pessoa como ele ao meu lado. Em outras, fico olhando ele vendo TV, dirigindo, e falando a mim mesma que ele é infinitamente superior, que merecia alguém melhor que eu, mas que se Deus o colocou na minha vida, não sou eu que vou reclamar. Geralmente ele percebe que eu estou olhando fixamente pra ele, se irrita e me dá um tabefe... kkkkkkk

Ele quer coisas que ainda me assustam: ter filhos é uma. Não me vejo mãe, não me vejo pronta para essa responsabilidade.

Mais de um ano depois de estarmos juntos eu virei pra ele e falei:

- O que estamos vivendo é sério né? Tipo, é seguro, nós estamos juntos mesmo?
- Não, palhaça, eu tô com você dando um tempo até aparecer a mulher ideal. LÓGICO que é sério!!

Mas acho que eu falei aquilo mais para mim mesma, porque finalmente caiu a ficha. Tanto tempo achando que eu nunca encontraria minha "tampa", me sentindo uma frigideira de panqueca (ver "Teoria da Frigideira"), achando que eu nunca arrumaria alguém, e aparece até mais do que eu pedi.

Não, mais não. Na medida.

Fabio gosta da maioria das coisas que eu amei e um dia perdi. Das coisas que, um dia, tirei da minha vida para ter que me adaptar. Mas que fizeram parte de uma época de ouro que vivi.
Cavalos, boiada, sítio, tropa, poeira, música sertaneja, mato...

Antes eu sonhava com a Fazenda do tio toda a semana e desde que eu estou com o Fabio, quase nunca sonho com ela. Embora as vezes eu sinta falta de sonhar com ela, eu sei que se eu não sonho mais que estou lá é porque minha mente está em paz.
Coisas da psicologia.

Isso não quer dizer que eu tenha voltado a gostar de música sertaneja, por exemplo. De vez em quando o Fabio coloca uma música dos meus tempos antigos e eu me pego cantando junto, sem lembrar de como eu sei tão bem a letra. Onde eu já ouvi isso mesmo?

Fabio trouxe todo esse sentimento de volta, e por isso é que é tão bom... E eu escrevo tão pouco dele aqui que me assusta. Como se eu não tivesse NADA a dizer sobre Fabio e nosso relacionamento, quando na verdade ele é uma alegria, uma satisfação e um prazer.

Bom, esse blog nasceu quando uma parte de mim começava a morrer. Eu sempre tive um diário, desde meus 11 anos de idade. As vezes eu escrevia mais, outras menos. Em algumas épocas eu resumia UM ANO em algumas páginas, só para não esquecer daquele momento. Esses diários estão guardados, e grande parte da minha vida está neles. Em certas épocas eu relia algumas partes, me enchia de nostalgia, coisa de louco. Eu sempre tive esse hábito, de reler fatos passados.
E isso não mudou com o tempo, Mick Jagger estava certo quando disse: old habits die hard.

Por nunca ter perdido nem o hábito de ter um diário, nem o hábito de reler meus escritos, é que hoje eu encontrei um texto que me fez relembrar uma época... Boa? Não foi ruim, eu diria. Tive piores.

Eu não estava sozinha, mas também não estava com quem eu queria estar. Tinha uma dor fina ainda aqui dentro, uma dor que estava longe de ser aquela depressão horrível que me fazia querer morrer antes mesmo de acordar para um novo dia, mas ainda assim uma dor.

O texto que eu encontrei dizia:

"O segundo... foi amor... é amor ainda, mas não tem mais volta... Com ele era diferente. Uma coisa de pele, bastava a gente se encostar, eu mal encostava o pé nele e ele já estava lá, pronto pra mim... E isso foi desde o começo, eu com N problemas de relacionamento, mals, aquele monumento cabeludo e gostoso chega do meu lado [...] senta e começa a conversar... Eu encosto a mão na coxa grossa dele e ele fala: nossa, como você consegue fazer isso, me deixar duro tão rápido? Nem minha mina faz isso comigo!!
- Vai negar fogo?
- Não, pra você nunca!! Marca o lugar!!
E foi assim durante 2 anos."


Na verdade foi assim quando a gente se reencontrou, foi assim depois, foi assim até o final, final de algo que nunca começou.
Se ele algum dia gostou de mim? Ahh, sim, do jeito dele, gostou sim, mas não era suficiente pra mim.
E eu aproveitei a ajuda do destino pra sair de uma situação que ia me deixar insatisfeita pro resto da vida.
Não foi fácil, foi muito difícil, mas eu me orgulhei de mim, por ter conseguido tomar essa decisão, por ter dito e feito o que eu tinha que dizer e fazer.
O tempo - esse professor - só me mostrou que minha decisão foi a melhor.

Hoje eu tenho alguém melhor para mim, ele tem alguém melhor para ele. Alguém que me ama, alguém que eu amo.
Um amor diferente, meu e do Fabio. Acho que já comentei isso aqui. Mas ainda assim, amor. Mais maduro, menos passional, não desesperado como são aquelas paixões adolescentes.
Um amor calmo, tranquilo, seguro. Fiel. Quem me conhece pode até estranhar o que eu vou dizer, sem ciúme.
Fabio vai para qualquer lugar - ok, quase qualquer lugar - sozinho e jamais passa pela minha cabeça que ele possa me trair.

Já ele - o ex ficante - deve estar bem. Está namorando uma moça legal, formada, trabalhadora. Dessa vez não é nenhuma drogada inútil, destrambelhada e psicótica, é uma pessoa que eu conheço e gosto.
E por conhecê-la, sei que ela merece alguém melhor que o cara que ela namorava, e espero que tenha encontrado.

Parece incrível, morar em uma cidade do tamanho de Birigui e nunca encontrar os 2, mas é assim que acontece. Totalmente diferente de quando ele morava aqui e namorava a drogada psicótica. Eu via aqueles 2 até quando resolvia acordar cedo!!

Aliás seria um dom meu? Depois que uma pessoa passa pela minha vida e se vai - e eu a coloco no rec - nunca mais a encontro. A Jô diz que é porque eu não estou buscando, não tenho uma "pendência", não procuro, e realmente, não tenho.

Foi assim com Denise, Rose, Keller, Stella, Cecília, Tekileiros...

Tá, de vez em nunca eu vejo um por acaso, como a Denise naquela sala da Toledo, o Robinson no banco, a Marcela no dia da prova, o Luish na rua - isso que ele e o Ivo estavam trocando idéia, senão eu nem teria reparado.

Mas geralmente finjo que não vi, não puxo papo, não sinto nem curiosidade de saber como vai. Em alguns casos até "me escondo" para não criar constrangimento.

E assim caminha a humanidade... :)))))

segunda-feira, 2 de março de 2009

Entrei em outro blog coletivo, o blog da lista de discussão do yahoo "Travessa do Tranco".
O link pode ser conferido no menu ao lado...

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Mafalda, minha doce avó, que ajudou a me criar, que sempre tinha um sorriso e uma palavra boa sobre todo mundo, faleceu essa segunda feira, dia 23/02.

Ela já não era mais aquela avó do qual eu me recordava, ativa, sempre fazendo um bolo, arrumando a casa, fazendo comida, vendo TV. Ia fazer 4 anos deitada numa cama, já não reconhecia ninguém nem se lembrava dos filhos, netos... Era esperado seu passamento...

O que valeu a pena foi ter visto a família de novo, os pais da Marinez, a Giulia e a Bel, o Oscar, Rodrigo e a D. Ana, Vera, Paola e Patrícia, Ricardo, Nê e os 3 filhos...
E, na volta, passamos por Catanduva e ainda vimos Tio Poli, Carla, Ana Clara, Gleison, Telma e Tia Ara e Tio Mané.

O problema dos funerais é que quando o pessoal se reúne, sai merda. Só demos risada, ou porque precisava exumar alguém enterrado ("quem será que está nessa gaveta?", "se eu soubesse, tinha trazido um saquinho de casa"), ou porque o jazigo precisa de reforma ("poderíamos fazer tudo de mármore, a gente vende as placas de bronze, dá uma nota, paga a reforma e ainda sobra dinheiro"), ou mesmo quando vimos os ossos dos já exumados ("esse cabelo eu tenho certeza que é da Tia Iolanda, olha, loirinho", "onde tá a perna do Adelcio, tá no ossário ou colocaram em uma urna*?").

Quando cogitamos exumar o Márcio - meu pai - e colocar seus ossos no saquinho, e não em uma urna, eu disse:

- Mas como, vocês vão colocar papai, o irmão de vocês, num SAQUINHO?? Larga de serem mãos de vaca, coloquem em uma urna!!

Bel e Ricardo olharam pra mim e disseram:

- Verdade, era seu pai né? Então vai, paga aí!!
- Quanto é a urna, 33 reais? Eu pago!
- Nããão, paga a exumação, 230 e pouco, toda a família está em saquinho, porque logo o Márcio tem que ser o diferente??
- Pensando bem, deixa ele lá...

Mas o túmulo dele foi lacrado, e tem todo um procedimento especial pra abrir gaveta lacrada, abre, joga cal, espera um tempo... Ou então, espera dar uns 20 anos (que é ano que vem) e já abre direto... Vai entender...

Aí fomos ouvir as últimas palavras do sacerdote... Ele falou, falou e, no fim, cantou:

Com minha mãe estarei, na santa glória um dia.
Junto a Virgem Maria, no céu triunfarei,
no céu, no céu com minha mãe estarei.
Com minha Mãe estarei, mas já que hei ofendido
a seu Jesus querido as culpas chorarei.
No céu, no céu com minha Mãe estarei.
Com minha Mãe estarei, Unindo-me aos anjos,
no coro dos arcanjos
sua glória cantarei,
No céu, no céu com minha Mãe estarei.


Não teve um - eu, Meyre, Ricardo, Bebel, Paola, Patrícia - que não tivesse que segurar o riso. O problema é que meu pai, quando vivo, sempre chegava nas festas, abraçava minha vó e cantava "no céu, no céu com minha mãe estarei, no céu, no céu com minha mãe estarei!!", e minha vó sempre reclamava disso!
Definitivamente não teve como não rir nessa hora... Rir e chorar, de saudade, de recordar as festas animadas que sempre fazíamos e de todo um passado de momentos alegres...

E agora, pensando bem, não sei se foi só uma coincidência o padre ter cantado essa música ou se "alguém" deu uma sugestão no ouvido dele, pra dizer pra nós que tinha gente ali recebendo a Má e que ela estaria amparada pelos filhos (Márcio e Rosa Maria).

Eu prefiro acreditar na última hipótese...

* Adelcio era um primo que amputou a perna, a qual foi "enterrada" no jazigo da família - antes dele, que faleceu em 2007. Alguém sabia que membros amputados eram enterrados?? Para mim, foi uma tremenda novidade!!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Eu posso estar desatualizada, e posso até estar falando bobagem, mas quem gosta de música boa - e com isso eu quero dizer letra e melodia associadas - deveria escutar Zazie, mais especificamente Je Suis Un Homme.

Falando do cotidiano, eu não sei quem é pior, homem ou mulher. Estávamos, eu e Fabio, comentando da Cachaçaria, que o casal que é dono de lá brigou, o cara arrumou outra, já está de nenê novo, mas o antigo casal continua sócio...

Até que ele vira e fala:
- Vamos nos separar também, eu vou arrumar outra e vamos continuar sócios...
- Tudo bem, eu dou pra todos os seus amigos pra me vingar...
- ... Aí a gente volta e eu mato você...

Mew, porque isso irrita TANTO um homem?
Bom, pra falar a verdade, irrita algumas mulheres também...

/me se diverte!!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Outro dia me passaram um site muito divertido, chamado Skoob.
É como um orkut, mas de livros. Você cria um perfil, adiciona livros que leuu, que quer ler ou até que desistiu...
Avalia, insere livros, capas, faz resenhas, etc...

Inclusive, um cara de uma lista de discussão que eu participo mandou uma resenha muito engraçada e, olhem só que coisa, eu nunca tinha me dado conta!!

http://www.skoob.com.br/meus_livros/mostrar/2895/374/resenha

Star Wars Na Terra Média

Vocês se lembram quando o "Meu Nome é Enéas" se elegeu deputado federal por São Paulo e de lambuja levou outros candidatos do PRONA com ele (alguns com menos de 30 votos)? Pois é, um amigo meu ficou p... da vida por ter perdido a oportunidade de ser deputado federal. Detalhe, ele não era (nem é) filiado ao PRONA (nem a partido político nenhum). Só ficou chateado por não ter tido essa idéia.

Eu fui solidária com a raiva dele porque já havia passado por uma situação semelhante quando vi uma propaganda de uma "palmilha magnética que emagrece". A propaganda informava que para a palmilha funcionar era necessário que a pessoa caminhasse bastante e assim estimulasse os pontos certos do pé que iriam fazer a pessoa emagrecer. Ainda faziam uma observação que quanto mais a pessoa caminhasse mais iria emagrecer. Pois é... E tem mais! Para acelerar o emagrecimento eles incluiam inteiramente grátis um plano alimentar. É, eles conseguiam anunciar isso sem rir. Por que eu fiquei com raiva? Porque eu não tive a idéia de vender dieta e exercício como mágica e assim perdi a chance de ficar rica...

E o que isso tudo tem a ver com o post de hoje? É porque o Eragon se encaixa nas categorias acima de chances perdidas. A história de Eragon é na realidade uma história que já fez muito sucesso repaginada. Vou fazer um resuminho (com spoilers) então vai estragar a surpresa para quem ainda não leu e para quem conhece a história da qual Eragon foi copiado.

SPOILERS

Após muitos anos de paz, que era mantida pelos "Cavaleiros do Dragão", um jovem cavaleiro do Dragão trai seus semelhantes e se torna imperador.
Muitos anos depois nos confins do império, um jovem (Eragon) que não conheceu os pais e foi criado pelos tios descobre uma coisa que o coloca sob as atenções do Império.
Após a morte do seu tio por soldados do Império (que buscavam essa "coisa") ele foge com um velho sábio da aldeia (Brom) que dá mostras de ser muito mais do que aparenta. Esse sábio inicia o treinamento do jovem como um "Cavaleiro do Dragão" e lhe dá de presente uma espada. O jovem tem visões de uma bela mulher que foi aprisionada no início da história.
Em determinado momento o jovem e o sábio quase são capturados, mas conseguem escapar com a ajuda de um aventureiro misterioso (Murtagh).
Infelizmente Obi-wan (Brom) acaba falecendo e Luke (Eragon) e Han Solo (Murtagh) continuam a jornada sozinhos salvando a princesa Léia (Arya)...

FIM DOS SPOILERS

Preciso dizer mais? Pois é, o Christopher Paolini pegou o roteiro de Star Wars e jogou na Terra Média. Resultado prático? Sucesso garantido. O que me dá mais raiva é que o moleque (Christopher Paolini) escreve mal. Poderia ao menos escrever bem, assim eu teria me divertido visto que adoro Star Wars.

De todos os grandes filmes que Sam Neill fez, eu me recordo do eterno professor Grant de Jurassic Park e Richard Martin, "pai" do ...