domingo, 30 de junho de 2013

Quando a gente tem filhos, faz planos para eles... mesmo que seus planos incluam em "deixar eles mesmos tomarem suas decisões", você tem aí um planejamento...

Agora que a minha menininha está com 2 anos e um teco, os planos ficam mais definidos: vendo seu temperamento forte, fazer com que ela, ao invés de balé, pratique uma luta marcial e aprenda o autocontrole.
Observar que ela gosta de música, e fazer com que ela aprenda a tocar um instrumento musical.
Aproveitar que ela gosta de ver livros, e incentiva-la a "ler", ao invés de rasgar.
Usar essa paixão dela pelos animais para ensina-la a respeita-los.

No mais, creio ser essa fase, 2 anos, a mais gostosa e sincera: do nada ela olha nos olhos da gente e diz: "eu te amo mamãe; eu te amo papai", seguido de "eu amo a vovó, o vovô, o tio, a tia, bla bla bla, amo o moxito, a meleca (cachorros), a vaca, o potó (cavalo), o bebé (cabra), o porco, a cocó, enfim, ela ama tudo que ela conhece...

Aquelas que são mães novas, esperem essa fase com ansiedade... sem dúvida, o começo da fala é algo mágico na vida dos pais.
E mesmo que a criança não seja das mais falantes, mas olha... vale a pena cada segundo... (mesmo quando ela ACHA que fez algo errado e fala: dicupa mamãe, dicupa")

sábado, 16 de março de 2013

Ainda pensando na minha mudança para Birigui, um dos motivos da mudança para o interior, especificamente, foi o céu.

Motivo bobo, né?

Mas eu sempre gostei de olhar o céu.
A noite, na pequena sacada da nossa casa de SP, eu ficava olhando por uma fresta entre os prédios, para uma estrela brilhante que era a primeira a nascer. Talvez fosse Vênus, não sei. Mas ao entardecer ela já estava ali, meio baixa... E eu passava horas pensando e olhando para ela.

Um dos maiores prazeres que eu tive ao me mudar para o interior foi continuar olhando o céu. Prazer, sim. Ir para um local bem escuro, meio longe da cidade, deitar no capô do carro e ficar olhando as estrelas. Na fazenda do tio, fazer caminhadas à noite e parar para olhar para cima... Só quem já viu todas aquelas estrelas emaranhadas e brilhantes sabe do que eu estou falando.
Com o tempo aprendi a encontrar as 3 Marias, o Cruzeiro do Sul, Escorpião...

Mas o céu não é belo só em noites estreladas. Ele é belo de dia, vazio, sem nuvens. É belo com nuvens também. Nublado, ou em dias de tempestade... Todas aquelas nuvens escuras rolando, aqueles raios violentos.
Noites de chuva são lindas, com raios caindo um atrás do outro, tem horas em que não dá para acompanhar... Quantas vezes, mais jovem, eu saía na chuva para caminhar com o Grigory que, sempre fiel, odiava mas ia junto sem reclamar...
Quantas vezes eu parei o carro para tomar banho de chuva?
Quando foi que eu parei de fazer isso? Porque eu fiquei com medo de me molhar?

Aqui no interior, a gente olha para longe e vê sol em cima de nós e a chuva caindo em outro lugar, vindo... Ou vê um arco iris ao mesmo tempo que vê raios de sol, chuva e raios.

Os amanheceres e entardeceres são deslumbrantes. Não existe quadro ou fotografia que lhes faça justiça. Mais belo que aqui, só nas praias e mesmo assim, tenho minhas dúvidas.

Todas as vezes que eu olho para o céu eu lembro do porque me mudei para cá... E isso já tem 21 anos.

E... é engraçado... quem nasceu aqui não dá valor, não repara na beleza que é o céu daqui.

Tem uma letra de música, acho... ou eu li em algum lugar... enfim... que dizia que todo gaúcho que sai do Rio Grande sente falta do céu cor de anil de lá...
Olha... eu entendo perfeitamente...

sexta-feira, 15 de março de 2013

Eu e minha mãe nos mudamos para Birigui por decisão minha, no Carnaval de 1992. Ela tinha sido transferida para a CDHU de Araraquara, e eu preferi ficar aqui por conhecer mais pessoas, ter amigos. Não era "uma estranha". Eu gostava daqui.
Lamentei a vida que deixei para trás, família amada, amigos de infância, mas fui em frente. SP já não dava mais pra mim. Mas eu nunca fui de ficar muito tempo me lamentando, porque não adianta.

Na minha ingenuidade, achei que eu poderia manter tudo, contato com os amigos de SP, e no começo realmente foi assim, mas a distância, a vida e o tempo mudam as coisas.

Talvez eu tivesse uma ideia errada do que fosse o interior de SP, e demorei para perceber que nem tudo eram rosas. Que rosas tem espinhos. Percebi que alguns amigos que eu amava, daqui, não eram tão amigos assim. Doeu perceber isso, como sempre dói perceber que uma pessoa querida é falsa com você. Mas eu fui em frente.

Fiz novas amizades, conheci gente que valeu a pena, e outras nem tanto. Saí, curti, dancei, tomei chuva, amei, desamei, bebi, chorei... e sempre fui em frente. 

Sempre tive forças, vontade e incentivo para ir em frente. Sempre tive amigos ao lado e principalmente, sempre tive o conforto de ter minha mãe do meu lado, mesmo que ela passasse a semana toda viajando. 

Quando tudo mais falhava, tinha ela. Mesmo que fosse para apoiar minhas cagadas - e ela sempre apoiou - ela estava ali. 
Quando eu resolvi morar em Birigui, e não em Araraquara, o que seria mais fácil e barato, ela concordou. Quando eu resolvi parar de estudar, ela concordou; decidi criar cachorro, ir pra mil exposições no Brasil todo, viajar pelo nordeste, voltar a estudar, fazer faculdade, parar, voltar... tudo ela concordava e apoiava. 

Quando a saudade da família batia, viajávamos pra ver todo mundo. 

Mas aí, a família foi diminuindo... 
Eu, que fui criada no meio de uma família italiana grande, barulhenta, unida, de repente comecei a me ver sozinha, cada dia mais sozinha... Só eu e ela.

Um dia eu e ela tivemos uma briga imensa. Ela queria voltar para SP e eu, não. Ela queria de volta o mesmo que eu, a família, os amigos. Que ela não entendia terem ido... Chico, Nunzio, Égide, Weick, Mutti, Romilda - a turma do baralho que passava as noites jogando - já não existia mais. Morreram, se mudaram para longe...
Mafalda já não tinha mais sua casa para nos receber, tia Ara e tio Mané estavam morando em Pirangi... Todos que ficaram em SP não eram mais uma "família" naquele sentido de união que tínhamos conhecido por tantos anos. 
Mas o que me segurava aqui? Nada. Então eu concordei, quando acabasse a faculdade, eu daria um jeito nos cães e voltaríamos para SP.
Foi quando eu conheci o Fabio e desistimos da ideia.

Eu achei que a família do Fabio, sendo grande, unida e barulhenta como a minha havia sido, traria de volta a estabilidade emocional que eu precisava. 
E o tempo mostrou que não. 

Hoje eu estou sozinha. Tenho minha mãe de cama e uma filha de 2 anos que precisam de atenção constante. 
Abri mão de cinema, cavalo, cachorro, festa, shopping... Mal consigo ir a uma lanchonete. E embora essa vida social faça falta, nada disso teria importância se eu tivesse com quem conversar. 

Não aquela conversa trivial do dia a dia, quem xingou quem, quem deu para quem, quem fez isso ou aquilo. Não fofoca. 
Conversa séria mesmo, livros, filmes, política, história, religião... 
Falar sobre isso na internet não é o mesmo que falar cara a cara. 

Não sei quanto tempo eu vou aguentar sem explodir.

quarta-feira, 13 de março de 2013

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Homens e suas certezas absolutas...

Diálogo entre eu e Fabio ontem (resumido):

- Baixei uns countrys da Shakira muito bons!
- De quem? Shakira?
- É.
- Mas... Shakira? Certeza?
- Lógico que eu tenho certeza!!
- Mas... Shakira é pop, não tem country...
- Ah, ela gravou uns 4 acho, muito bons...
- Shakira...
- Você já ouviu as músicas dela????
- Olha, uma ou outra, não sou nenhuma especialista nela, mas quem grava pop, de repente, gravar QUATRO countrys?? Mas se você tá falando...

... no dia seguinte...

- Quem eu falei pra você que gravou aqueles countrys?
- Shakira
- Pois é, não foi ela...
- Deixa eu adivinhar, foi a SHANIA TWAIN?
- Você conhece?
- Tanto quanto conheço Shakira, mas essa eu sei que grava country...

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

No Carnaval desse ano o Papa Bento XVI anunciou sua renúncia. 

Na minha opinião a pressão foi demais. Ele não aguentou e pediu pra sair. Alegou idade avançada, cansaço, saúde debilitada. Quando a gente lembra do JP II, morrendo mas ali, no comando, pensa que ele deveria fazer igual, mas pensando bem, porque?

Nunca gostei muito dele, mas andei lendo alguns artigos sobre ele que me fizeram ver outro lado. 

Pobre homem... Não deve ser fácil ser um líder espiritual desse porte.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Estando devidamente matriculada na escolinha, chega a lista de material da Carol e, dentre os inúmeros itens,  eu vejo escrito: "1 livro de literatura infantil"; e tremo. Muito.

Explico: na minha época não existia o "politicamente correto". As histórias nos eram apresentadas da forma como foram criadas, cruas.

Chapeuzinho vermelho teve sua avó devorada pelo lobo e é salva por um lenhador, que abre a barriga do animal e tira de lá a pobre velhota viva.

A pequena sereia não ficava com o príncipe e voltava a cantar melodias tristes com seu rabo de peixe.

Os 3 porquinhos NÃO FICAM AMIGOS DO LOBO no final da história.

Com esse lance de não traumatizar os pequenos e do politicamente correto nas histórias, outro dia eu fui comprar um livro pra dar de presente pra uma criança e NENHUM DELES passou no meu controle de qualidade.

O jeito foi procurar livros com histórias genéricas. Desconhecidas, onde tanto faz como tanto fez estar certo ou errado. Achei lindos livros que embalaram minha infância, hoje publicados pela Coleção Gato e Rato, da editora Ática: "Tuca, Vovó e Guto", "Chuva", "A Bota do Bode", "Na Roça" e muitos outros - mas só comprei esses. Eu APRENDI A LER nesses livros, porque minha filha também não pode?

Deixa ela, já já eu compro uma "Caminho Suave" pra ela.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Todas as vezes que eu assisto Toy Story 3 eu choro na cena que, sem esperança, os bonecos se dão as mãos para morrerem juntos (http://www.youtube.com/watch?v=h5VHRcUa0k8).

Aliás esse desenho me fez lembrar de todos os meus brinquedos, e no fim que eles tiveram. Onde será que estão meus bichinhos? Me acompanharam durante tanto tempo, pra serem descartados - não por mim - pro primeiro que apareceu.

Será que cuidaram bem deles? Será que existem?
Teria algum deles se tornado um Lotso?

Será que os que ficaram escondidos comigo e escaparam do expurgo são "felizes"?

Por onde andarão meus cavalos do forte apache de plástico? O preto grande, o branco limpinho, o negro liso de índio?
Os 2 potros, um castanho e um preto e seus pais?
Onde andará meu koala cavaleiro?
Onde estariam minha família de cangurus e seus cães?
Meus playmobils? Os leões, as focas, os cavalos, o cão?

Minha fazenda e minha selva de plástico?
O espelho que eu fazia de lago pros crocodilos, teria quebrado?

Queria que a minha filha pudesse brincar com eles, mas ela vai ter que conquistar os próprios brinquedos.
Quando a gente não está bem, parece que tudo ao nosso redor está da mesma forma: só lemos sobre tragédias, acidentes, desastres...
Ou, vai ver, só percebemos isso por causa do nosso estado de espírito, então só damos ênfase a esse tipo de notícia.

Uma moça, grávida de 9 meses, foi baleada na cabeça, teve seu parto antecipado - a criança passa bem e já teve alta - e sua morte cerebral foi anunciada hoje.

Na Índia, uma estudante foi estuprada, teve seu corpo perfurado por ferros... e faleceu no hospital.

Só que lá na Índia está tendo um MEGA PROTESTO para punições mais severas, e aqui, o pessoal tá MEGA PREOCUPADO com o BBB.


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Hoje aconteceu uma tragédia envolvendo a família do Fabio: seu tio Fernando ao chegar em casa foi rendido por 3 assaltantes e quando iam fechar o portão da casa pra "fazer a festa" um vizinho que ouviu os gritos da Gaby veio ajudar e acabou tomando um tiro no peito. 

Um rapaz de 22 anos, deixa uma filha de 3 e uma namorada grávida. 

Uma tragédia. Nem sei o que dizer. 

De todos os grandes filmes que Sam Neill fez, eu me recordo do eterno professor Grant de Jurassic Park e Richard Martin, "pai" do ...